segunda-feira, 31 de maio de 2010

dição do dia 28/05/2010 28/05/2010 22h32 - Atualizado em 28/05/2010 23h19

Pólen combate o envelhecimento e ajuda a recuperar energias

O alimento das abelhas tem proteínas e vitaminas que aumentam a nossa energia. É o chamado pólen apícola.

MÔNICA TEIXEIRA Taubaté, SP
Edésio Santos é professor de educação física. Ele corre o tempo todo e, nas horas de folga, pratica exercício. De onde vem tanta energia? “Há 15 anos, eu acordo de manhã e a primeira coisa que eu faço é comer o meu pólen”, revela.
EXTRA: confira aqui a receita de biscoito de pólen e gengibre
Ainda em jejum, Edésio come uma colher de pólen puro, um poderoso suplemento alimentar. “Antes de tomar o pólen, parecia que as coisas eram mais pesadas. Eu até desempenhava bem os meus papeis, só que fazia como se fosse um fardo. Hoje, eu faço muito mais coisas do que eu fazia e as coisas são mais leves”, afirma o professor.
Mas que alimento é esse? É comida de abelha e se chama pólen apícola. “O pólen é a principal fonte protéica da abelha. O néctar é a fonte de carboidratos, o pólen é a fonte de proteínas, minerais e lipídeos. Sem ele, o enxame não se desenvolve. Em poucos dias, três, quatro dias, ele pode definhar e morrer”, explica Lídia Barreto, do Centro de Estudos Apícolas da UNITAU.
Depois de pousar de flor em flor e retirar o pólen, as abelhas voltam para a colmeia carregadas. Cada bolota, como dizem os especialistas, ou bolinha amarela presa à pata é o mais puro pólen.
A cada voo que uma abelha faz, ela volta à colmeia com duas bolotas de pólen. E elas são incansáveis, chegam a fazer 80 voos por dia. Quer dizer que cada abelha produz 160 bolotas de pólen.
Para coletar o pólen, os apicultores usam uma espécie de tela na entrada da colmeia. Os furos são tão estreitos que, para passar, as abelhas são obrigadas a derrubar os grãozinhos do lado de fora.
Mas nem todo pólen é coletado. Como a tela também tem furos maiores, dois terços da comida extraída das flores vão para dentro da colméia e se transformam no pão das abelhas. O pólen é mais uma evidência de que o que é bom para as abelhas, é excelente para a gente também.
“O pólen no nosso meio é conhecido como bifinho verde. E ele tem uma composição físico-química básica de proteínas similar a um bife, em torno de 20%. Ele tem lipídeos. Esse lipídeo é um lipídeo muito bom com propriedades antioxidantes. É uma gordura, mas uma gordura boa”, destaca Lídia Barreto, coordenadora do Centro de Estudos Apícolas da UNITAU.
E ele desperta cada vez mais a curiosidade dos pesquisadores. Em um laboratório da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo, as pesquisas com pólen mostraram que ele pode ajudar a combater as doenças do envelhecimento.
“Comprovamos, na verdade, que ele tem as três vitaminas antioxidantes, beta caroteno como a pró-vitamina A, a vitamina C e a vitamina E, que são as três antioxidantes”, afirma a farmacêutica bioquímica Lígia Muradian, da USP.

O pólen também é rico em vitaminas do complexo B, que ajudam, por exemplo, no funcionamento do sistema nervoso central, na prevenção e tratamento de cataratas. O grãozinho surpreende.
“Para se ter ideia, as quantidades que foram encontradas de vitamina B1 podem ser associadas às quantidades que se encontra dessa vitamina nas carnes de porco, por exemplo. As quantidades de vitamina B2 que nós encontramos eram superiores às quantidades que se encontra no leite”, explica a química Vanilda Soares de Arruda.
“Acredito que ele deve ser encarado como alimento, um alimento que tem efeito preventivo contra algumas doenças”, ressalta a nutricionista Ilana Pereira de Melo.
A repórter Mônica Teixeira experimenta o pólen na cozinha do laboratório da USP e aprova. “Tem um gosto como se eu tivesse comendo um cereal matinal. É bem crocante. Não parece com mel, mas dá para comer puro sem o menor problema”, comenta.
A recomendação é ingerir 5 gramas por dia, o equivalente a uma colher de sopa, mas ele não precisa ser puro. O pólen está sendo testado como ingrediente na culinária. E já existem maneiras bem mais saborosas de garantir a dose diária desse alimento.
Na Universidade de Taubaté, a cozinha é um laboratório, onde o sabor do pólen é posto à prova: no molho da salada, na salada de fruta, no patê, bolos, biscoitos de pólen e até trufas e bombons.

domingo, 16 de maio de 2010

Melipona capixaba (Hymenoptera: Apidae, Meliponini): variabilidade genética por PCR-RFLP do rDNA e do mtDNA

Ramos, JC; Dutra-Valente, D; Resende, HC; Tavares, MG; Campos, LAO; Fernandes-Salomão, TM
Centro de Ciências Bológicas e da Saúde, Departamento de Biologia Geral, Setor de Biologia Celular e Biofísica, Universidade
Federal de Viçosa.
marbyo@yahoo.com.br
Palavras-chave: PCR-RFLP, Hymenoptera, Melipona capixaba, COI e rDNA
A abelha indígena Melipona capixaba, popularmente conhecida como ‘’uruçu preta’’, é endemica das regiões
motanhosas do estado do Espírito Santo no Brasil e está incluída, desde 2003, na lista de espécies ameaçadas do IBAMA. Com o objetivo de obter subsídeos moleculares que possam ser utilizados na elaboração de plano de manejo voltado para a conservação dessa espécie, foram realizados estudos de diversidade genética de M. capixaba coletadas em diferentes localidades abrangendo os municípios de Afonso Cláudio, Alfredo Chaves, Castelo, Conceição do Castelo, Domingos Martins, Marechal Floriano, Santa Maria de Jetibá, Santa Tereza, Vargem Alta e Venda Nova do Imigrante. Empregando primers específicos, o DNA genômico de 12 operárias adultas foi utilizado para amplificar fragmentos de 1850 pb do gene mitocondrial citocromo oxidase subunidade I (COI) e de 3600 pb da região do rDNA nuclear compreendendo os espaçadores intergênicos 1 e 2 e o gene 5.8S (ITS-1/5.8S/ ITS-2). Ambos os produtos PCR COI e ITS-1/5.8S/ITS-2 foram digeridos com 50 enzimas de restrição. O produto da digestão foi separado por eletroforese em gel de agarose 2% (p/v) ou poliacrilamida 12% (p/v) e os padrões de restrição foram anotados. As análises posteriores foram realizadas utilizando DNA genômico de 93 operárias. Os produtos PCR COI foram digeridos com 5 enzimas de restrição (DraI, HinfI, KspAI, MspI e SspI) e ITS-1/5.8S/ ITS-2 com 3 enzimas (HinfI, MspI e TasI), selecionadas entre as 50 endonucleases previamente testadas. Nenhum polimorfismo foi identificado na região ITS-1/5.8S/ITS-2. A não detecção de polimorfismo nesta região mostra
a fragilidade da espécie em termos de variabilidade. Polimorfismos RFLP foram evidenciados nas sequências
COI e 8 haplótipos mitocondriais (ABABB, AAAAC, BBABB, AAAAA, BAAAC, AAAAD, BABAC e BAABC) foram identificados. Haplótipos COI compartilhados entre amostras de diferentes localidades também foram observados. Uma possível explicação para esse compartilhamento de haplótipos é a prática comum na região de transporte de colônias entre as localidades conduzida por meliponicultores. Os resultados obtidos mostram que esforços no sentido de conduzir o manejo de M. capixaba devem ser efetuados visando aumentar a diversidade e reintroduzir colônias em áreas onde esta abelha foi extinta, contribuindo, assim, para a conservação da espécie.
Apoio: FAPEMIG e CAPES
Melipona capixaba (Hymenoptera: Apidae, Meliponini):
variabilidade genética por PCR-RFLP do rDNA e do mtDNA 55
Veja o trabalho completo em:      



Estrutura Genética - Uruçu Capixaba

sábado, 15 de maio de 2010

João M. F. Camargo - um naturalista dedicado às abelhas (20.06.1941 - 07.09.2009)
Silvia Regina de Menezes Pedro
Departamento de Biologia, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo. Av. Bandeirantes, 3900, 14040-901 Ribeirão Preto - SP. silviarmp@ffclrp. usp.br
 
 
Pontinhos, milhares deles, e dias depois, após horas ininterruptas de trabalho com a pena e o nanquim, lá estava: uma perfeita representação das obras arquitetônicas das abelhas, um magnífico ninho, composto por milhares de pontos, ilustrando milhões de anos de evolução. Era assim que o Professor Camargo, sempre impecável, nas suas camisas de linho, passava a maior parte do dia, ou desenhando, ou observando na lupa, preciosos detalhes nas formas das abelhas, em sua mesa de bálsamo (talhada "na enxó", por ele mesmo-mais uma obra de arte!), na sua sala, ao lado da coleção de abelhas, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo; isso, quando não estava no mato, estudando e coletando abelhas-era assim que ele se sentia mais a vontade.
Em tudo o que fazia, havia muita dedicação, quer nos desenhos, quer nos trabalhos científicos, ou nos cuidados com a coleção de abelhas que ele começou a montar nos idos de 1963, com apoio do Dr. W. E. Kerr, que o convidou para uma expedição aos arredores de Manaus. Nesta ocasião, teve seu primeiro contato com floresta e com as belíssimas construções produzidas pelas abelhas, e que foram tão perfeitamente ilustradas por ele (Kerr et al. 1967). Os exemplares coletados naquela ocasião foram identificados pelo Pe. J. S. Moure e "constituíram o embrião da atual coleção", como relatado por ele mesmo em seu Memorial. Em 1966 fez uma viagem solo, de 10 dias, à região de Porto Velho, onde estudou, em detalhe, os ninhos de 10 espécies de Meliponini, e que resultou em sua primeira publicação individual (Camargo 1970). A partir daí, foram inúmeras viagens e expedições científicas, que contribuíram para a montagem do acervo de uma das mais importantes coleções de Meliponini Neotropicais do mundo - a única que inclui também peças das obras construídas por essas abelhas - com mais de 800 ninhos meticulosamente estudados. Mantinha um bom relacionamento com pesquisadores do Brasil e do exterior o que propiciou a incorporação ao acervo de duplicatas da coleção Moure e da coleção Schwarz, inclusive espécimes-tipo, e conferiu maioridade e reconhecimento da coleção em nível internacional. Daí em diante, o intercâmbio constante, além de viagens e levantamentos, permitiu enriquecer consideravelmente a coleção, atualmente sediada no Departamento de Biologia da FFCLRP. Este talvez seja o legado mais precioso para as futuras gerações de estudiosos das abelhas.
Iniciou-se na carreira científica em 1961, quando foi contratado como desenhista pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Rio Claro (atual UNESP) e teve contato com um grupo forte de pesquisa em genética, biologia e taxonomia de abelhas, liderado pelo Dr. Kerr, e com pesquisadores convidados, como S. F. Sakagami, com quem publicou seu primeiro trabalho (Sakagami & Camargo 1964). Nesse período, além de ilustrar dezenas de artigos para vários pesquisadores, iniciou suas próprias pesquisas com abelhas, como o estudo sobre a morfologia externa de Melipona marginata Lepeletier (Camargo et al. 1967), que incluía pranchas desenhadas por ele, impressas em tamanho grande, para serem afixadas em paredes de laboratórios e salas de aula, além de uma operária colorida a guache - uma obra de referência para estudiosos da morfologia de abelhas. A partir de 1965 foi contratado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Nesse período, dedicou-se em grande parte, ao estudo das abelhas africanizadas, morfologia, técnicas de inseminação artificial e apicultura, o que resultou em vários artigos e na editoração do livro Manual de Apicultura (Camargo 1972), com três capítulos de sua autoria, além de trabalhos com outras abelhas. Cursou o mestrado em Entomologia na Universidade Federal do Paraná, estudando a diferenciação geográfica das espécies amarelas de Partamona Schwarz, sob orientação do Pe. Moure, e a dissertação resultante foi publicada integralmente (Camargo 1980).
 
 
Foi contratado como Professor Visitante na Universidade Federal do Maranhão em 1981, e, mais tarde, de volta a Ribeirão Preto, assumiu a disciplina de Entomologia Geral I no curso de Pós-Graduação em Entomologia da FFCLRP, onde foi contratado como técnico de nível superior. O doutorado veio em 1991, com o estudo da sistemática e comportamento dos Meliponini necrófagos obrigatórios, e em 1996, foi concursado como Professor Doutor. Não media esforços na preparação das aulas, e também na orientação de seus alunos de mestrado e doutorado, o que resultou em oito dissertações e oito teses, além de várias monografias de graduação e supervisão de dois pós-doutorados.
Em 45 anos de dedicação a ciência, foram muitas as contribuições para a sistemática e comportamento das abelhas-sem- ferrão: 89 publicações, coincidentemente, também foram 89 os táxons publicados por ele (três gêneros e 86 espécies), todos de abelhas-sem- ferrão, com uma única exceção: Xylocopa (Neoxylocopa) suspecta Moure & Camargo. Revisou a sistemática e comportamento de nidificação de vários gêneros, resultando em artigos ricamente ilustrados (e. g. Camargo & Moure 1994; Camargo & Pedro 2003). A descoberta de uma nova espécie, Trichotrigona extranea Camargo & Moure, com peculiaridades morfológicas e comportamentais - não constrói potes, nem armazena qualquer tipo de alimento -, levou a publicação de um novo gênero (Camargo & Moure 1983; Camargo & Pedro 2007a). Deu a conhecer, também, outros comportamentos inusitados para os Meliponini, como a estocagem de pólen associado com leveduras, que promovem a dessecação e longevidade na ensilagem, só conhecida em espécies de Ptilotrigona Moure (Camargo et al. 1992; Camargo & Pedro 2004), as abelhas necrófagas obrigatórias, que não coletam pólen, nem néctar floral (Camargo & Roubik 1991), e a associação mutualística de Schwarzula coccidophila Camargo & Pedro com cochonilhas (Camargo & Pedro 2002).
Dono de uma acuidade singular na percepção dos pequenos detalhes, mas sem perder a visão do conjunto, Camargo foi capaz de elucidar um pouco da complexa história evolutiva dos Meliponini Neotropicais. Propôs hipóteses de filogenia para vários gêneros, traçou mapas de endemismo e definiu padrões na distribuição do grupo, propondo eventos de quebra e vicariância para explicar a atual diversidade taxonômica encontrada na região Neotropical; conjugando espaço, tempo e forma, concluiu que a Amazônia não é uma unidade histórica, mas sim composta de três grandes compartimentos biogeográficos com relações temporais e filogenéticas distintas (Camargo 2008).
Tinha, por hábito, manter sempre atualizado o seu fichário sobre os Meliponini, nos moldes daquele iniciado pelo Pe. Moure, em Curitiba, acrescentado novas referências sobre as espécies e os assuntos de que tratavam; essas informações, além de atualizações sobre a taxonomia e comentários sobre as espécies, foram compiladas em um capítulo do Catálogo Moure (Camargo & Pedro 2007b), também disponibilizadas online.
Há que se destacar, também, os estudos sobre a bionomia de abelhas Euglossini (e.g. Zucchi et al. 1969), etnobiologia dos índios Kayapó (e.g. Camargo & Posey 1990), comportamento de visita às flores e mecanismos de polinização (e.g. Camargo et al. 1984), além de trabalhos sobre estrutura de comunidades de abelhas visitantes de flores em diversos ambientes.
Seus magníficos desenhos de abelhas, ninhos e flores percorrem o mundo e têm sido reproduzidos em diversas publicações (e.g. Michener 1974; Gottsberger & Silberbauer- Gottsberger 2006).
Perdemos um entomólogo brilhante, que soube como ninguém, retratar as mais belas obras da natureza. Seu legado artístico e científico não será esquecido. João M. F. Camargo faleceu em 07 de setembro de 2009, aos 68 anos em conseqüência de um câncer agressivo.
"Infinitas formas de grande beleza"*: era assim que ele via a natureza (*título do livro de S. B. Carroll (2006), que ele recomendava aos alunos como leitura adicional, e também o nome escolhido pela turma de formandos do curso de Ciências Biológicas da FFCLRP de 2009, que o escolheu como Professor Homenageado, pouco antes de adoecer).
Agradecimentos. Ao Prof. Dr. Gabriel A.R. Melo (Editor Associado da Revista Brasileira de Entomologia) pelo convite para escrever o necrológio do Dr. João M.F. Camargo.
 
REFERÊNCIAS
Camargo, J. M. F. 1970. Ninhos e biologia de algumas espécies de Meliponídeos (Hymenoptera: Apidae) da região de Pôrto Velho, Território de Rondônia, Brasil. Revista de Biologia Tropical 16: 207-239.         [ Links ]
Camargo, J. M. F. (Org.). 1972. Manual de Apicultura. São Paulo, Editora Agronômica Ceres, 252 p.         [ Links ]
Camargo, J. M. F. 1980. O grupo Partamona (Partamona) testacea (Klug): suas espécies, distribuição e diferenciação geográfica (Meliponinae, Apidae, Hymenoptera) . Acta Amazonica 10 (4, supl.): 1-175.         [ Links ]
Camargo, J. M. F. 2008. Biogeografia histórica dos Meliponini (Hymenoptera, Apidae, Apinae) da região Neotropical, p. 13-26. In: P. Vit. (ed.), Abejas sin Aguijón y Valorización Sensorial de su Miel. Mérida, APIBA-DIGECEX, Universidad de Los Andes. 148 p.         [ Links ]
Camargo, J. M. F. & J. S. Moure.1983. Trichotrigona, um novo gênero de Meliponinae (Hymenoptera, Apidae) do rio Negro, Amazonas, Brasil. Acta Amazônica 13: 421-429.         [ Links ]
Camargo, J. M. F. & J. S. Moure. 1994. Meliponinae Neotropicais: Os Gêneros Paratrigona Schwarz, 1938 e Aparatrigona Moure, 1951 (Hymenoptera, Apidae). Arquivos de Zoologia, S. Paulo, 32: 33-109.         [ Links ]
Camargo, J. M. F. & S. R. M. Pedro. 2002. Mutualistic Association Between a Tiny Amazonian Stingless Bee and a Wax-producing scale insect. Biotropica 34: 446-451.         [ Links ]

Própolis Verde



O Brasil exporta setenta toneladas de própolis de abelha por ano para fins medicinais. Um mercado que movimenta 25 milhões de dólares. Os principais compradores são o Japão, Estados Unidos, Alemanha e China.
O extremo interesse internacional é por causa de um tipo de própolis pouco conhecido: a própolis verde.
A própolis verde é especial porque mais de setenta compostos químicos diferentes já foram isolados a partir dessa própolis. Alguns estão sendo usados com sucesso no tratamento do câncer. Para a fabricação da própolis verde, a abelha retira da planta a resina, como a coleta de resina de tronco de árvore, que forma aquela gosma.
Elas são produzidas por uma planta muito comum em Minas, o alecrim-do-campo. A resina serve para defender os brotos do alecrim das doenças e repelir insetos como as formigas. A abelha fica trabalhando, roendo, buscando a parte líquida da brotação. É possível observar que ela deposita a resina nas suas patinhas. É essa mesma resina que é verificada na própolis pronta.
As colônias  de abelhas podem ser atacadas por doenças causadas por vírus fungos e bactérias. Para proteger o lugar onde vivem, elas fabricam a própolis. O nome vem do grego: “pró? quer dizer a favor e “pólis? quer dizer cidade.
O homem conhece os poderes medicinais da própolis desde a antiguidade. A novidade é a descoberta da própolis verde, fabricada com a resina do alecrim-do-campo.
Em Minas Gerais, a vassourinha, ou alecrim-do-campo, é encontrada em grande quantidade nas pastagens.
Antes da descoberta de suas virtudes medicinais, o alecrim-do-campo era usado na fabricação artesanal de vassouras e também para limpar as cinzas do forno a lenha, deixando seus odores nos biscoitos de polvilho. Por isso é chamado também de vassourinha. Ela pertence a mesma família da camomila e do girassol.
A vassourinha é nativa da região central do Brasil, mas pode ser encontrada em quase todas as regiões do país. Os portugueses lhe deram o nome de alecrim-do-campo, porque é muito parecido com o alecrim trazido da Europa, para ser usado como tempero.
É fácil identificar as plantas masculinas e as femininas, as femininas possuem flores fechadas em forma de taças e as masculinas, abertas. Hoje existe um interesse mundial da própolis verde, produzida a partir da resina do alecrim-do-campo.
No município de Cotia, na Grande São Paulo, uma empresa japonesa investiu muito dinheiro na instalação de um laboratório que beneficia própolis verde. Eles compram dos produtores mineiros. Depois de beneficiada, a própolis é analisada em laboratório e exportada para o Japão. A empresa possui própolis em pó. Yoko Schimizo, gerente da empresa, diz que nesse processo, a própolis mantém todas as suas qualidades e perde o gosto forte característico do produto. “Fica bem mais leve e fácil de tomar?.
Na cidade de Campinas, interior de São Paulo, através do trabalho da bióloga Maria Cristina Marcucci, a Fapesp, Fundação de Amparo à Pesquisa, registrou duas patentes de medicamentos extraídos da própolis do alecrim-do-campo. Um desses remédios pode ser usado com muita eficiência para matar bactérias que causam infecção hospitalar, o outro combate bactérias que causam a cárie. “A partir da própolis verde cerca de 30 compostos foram patenteados, incluindo a atividade biológica que cada um apresenta?, diz a bióloga.
Quando questionada se as patentes são brasileiras, ela responde: “Infelizmente, não posso dizer isso, a maior parte vem do Japão. Os japoneses têm esse interesse todo porque a própolis verde apresenta inúmeras propriedades terapêuticas e biológicas, a começar pela atividade antibacteriana, ela atua contra microrganismos, atua no sistema imunológico, prevenindo o aparecimento de doenças e atua também em tumores.
Os compostos do alecrim-do-campo também estão sendo estudados em Minas Gerais, na Fundação Ezequiel Dias, de Belo Horizonte. A bióloga Ester Bastos, especialista no assunto, acrescenta outras razões para o interesse de laboratórios estrangeiros na própolis verde do alecrim. Segundo ela, essa própolis tem uma grande quantidade de ácidos, do grupo dos terpenos, que são muito eficientes na prevenção e no tratamento do câncer. “No Japão, foi isolada uma substância dessa própolis que tem ação ativa contra células tumorais, que já foi patenteada no Japão, apesar do produto ser brasileiro. É provável que em breve seja lançado medicamento à base dessa substância e nós teremos que pagar os direitos para usá-lo.
Para ver de perto o interesse dos japoneses na própolis verde, o Globo Rural foi até o outro lado do mundo. Na cidade de Yokohama, perto de Tóquio, o repórter Mitsuo Kawasaki conversou com o doutor Kaoru Maeda, professor da faculdade de Medicina de Tóquio, especialista em câncer. “A primeira vez que usei a própolis no tratamento de câncer foi há 25 anos. Nós tínhamos vários pacientes sendo submetidos ao tratamento de quimioterapia, receitamos própolis a apenas dois deles, e só eles não apresentaram os efeitos colaterais do tratamento, como queda do cabelo e perda de resistência do organismo. Mas nós não receitamos de qualquer jeito, antes, fazemos o teste de ressonância molecular e entramos com uma dieta alimentar para aumentar a resistência imunológica do paciente. É nessa dieta que entra a própolis verde. Ela não é remédio, mas se você me perguntar onde ela age, eu vou dizer que ela ataca células do câncer e mata bactérias e vírus que aparecem junto com os tumores. Com esse método, nós tratamos vários tipos diferentes de câncer e conseguimos a cura de mais de 90% dos casos.
Aos pés do monte Fugi, na parte central do Japão, vive o professor Hyrofume Naito, membro da Sociedade japonesa de Apiterapia, ciência que usa os produtos das abelhas na cura das doenças. Além da própolis, o professor Naito usa veneno de abelha. Ele tira o ferrão que vem junto com uma bolsinha de veneno e faz a acupuntura em todo o corpo do paciente. O professor explica por que os ácidos do grupo dos terpenos, presentes na própolis verde do alecrim combatem o câncer. Ele diz que de uns quinze anos para cá, a causa de várias doenças dos seres humanos têm sido atribuída à oxidação das células, como exemplo, o câncer de estômago e de fígado. “Muitos produtos naturais são eficientes no combate aos radicais livres que causam as oxidações das células, são os chamados anti-oxidantes, mas nenhum deles até agora mostrou mais eficiência do que a própolis verde.
Shuzo Assumassa é um dos pacientes do professor Naito. Ele diz que tem câncer de próstata e que a própolis tem ajudado muito seu organismo a resistir ao tratamento quimioterápico. “Estou me sentindo bem e até agora nem perdi os cabelos, revela ele.
A senhora Stsuco Kobaiachi se diz fã incondicional da própolis verde, ela diz que toma duas cápsulas por dia para um tratamento de asma. Ela diz que está ótima e acrescenta que várias pessoas da sua família fazem uso da própolis brasileira para combater outro mal, o envelhecimento precoce.
Mas no Brasil, também existem pesquisas visando a prevenção e o tratamento do câncer através das essências da própolis. Na faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu, a pesquisadora Deisy Salvatori coordena um trabalho que testou a própolis em ratos que apresentavam tumores cancerígenos no esôfago. O câncer foi provocado por injeção de produtos químicos. “Nós observamos que os animais do grupo que recebeu a própolis apresentaram uma menor freqüência de lesões, tanto de DNA, que são lesões que iniciam o processo do câncer, quanto nas lesões após a cirurgia no animal em que é exposto intestino, é possível perceber que diminuem as alterações nas mucosas do cólon.
Segundo a bióloga, isso significa que a própolis teve uma ação inibidora na formação do câncer. “Ela previne a ação de compostos que são cancerígenos, mas esses resultados são preliminares para que a gente possa dizer que a própolis tem um efeito terapêutico. Ela tem efeito de prevenir e não de curar o câncer.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Vídeo - Jataí em Tronco de Bananeira

A abelha jataí é conhecida dentre outras coisas, por sua capacidade de adaptação e por construir seus ninhos nos mais variados locais, que vão desde os tradicionais ocos de árvores, até em espaços dos mais inusitados, tais como escapamento de veículos, pisos, vasos de plantas e onde mais houver alguma área em que caiba alguns favos de cria e potes de alimento.
   
Heraclito Sette, do Distrito Federal, colocou  no you tube um interessante vídeo em que documenta a transferência de  uma colônia alojada em um tronco de bananeira já derrubada, para uma caixa racional.

Clique no link abaixo para ver este muito interessante vídeo:


segunda-feira, 29 de março de 2010

Revisão nas Jataís

A revisão das colônias é sempre um momento de prazer para o meliponicultor pois nesta oporunidade se tem um contato com o ninho, os discos em seus detalhes. Vemos como está a população, a quantidade de discos de crias, admiramos a rainha... É um manejo importante, pois se percebe eventuais problemas que podem ser resolvidos  antes que causem maiores estragos. É também uma boa hora  para  se verificar se a colônia está em condições de ser dividida.  



Como eu penso que as abelhas devem ter o maior sossego possível, com pouca interferência do criador, não faço revisão com muita frequência. Estando o enxame com um bom movimento e se não estiver necessitando de retirar discos, fico até dois ou três meses sem abrir, no máximo dando uma olhadinha pelo vidro que gosto de manter abaixo da tampa. Elas gostam de ficar mais na delas.

Aproveitando uma bela manhã de domingo deste início de outono, resolvi fazer revisão em duas colônias de jataí no meliponario urbano. Elas estão alojadas nas caixas verticais em que foram alojadas pelo vendedor.

Na primeira colônia, a postura foi subindo, subindo, subindo, até que chegou na separação de bambuzinhos que divide o espaço do ninho da  melgueira. Até então, as abelhinhas vinham respeitando a esta delimitação, construindo os favos até neste limite e depois recomeçando em baixo. A parte superior à separação estava até então repleta de mel.

Ao observar que esta parte superior totalmente ocupada pelo invólucro logo percebi que alí deveria haver postura. Então começei ali abrir  por alí.  Vejam então o que encontrei onde até então havia potes de mel:

abaixo da separação há mais cinco favos com postura mais recente

São nada mais, nada menos do que 17 favos de bom tamanho. Olhando aquilo, considerei que fosse parar por aí; que a rainha havia trocado de local, utilizando os gravetinhos como suporte e que aquela ex- melgueira passou a ser ninho.

Mas não é que, ao abrir ao abrir o invólucro abaixo da separação, encontrei mais cinco discos já operculados e mais um sexto onde está ocorrendo a postura de cima para baixo?  Ou, seja, a colônia estava com 22 discos e já iniciara a postura  no 23º.  Aproveitei então para pegar os que estão logo acima da separação, pois são os mais velhos, os que estão com as abelhas já nascendo, para reforçar uma divisão que está com poucas campeiras.  

O chato é que acabei por me esquecer de fotografar esta parte de baixo, por isto não mostro aqui uma foto com todos os favos. Espero que vocês não brigem comigo.  É uma que colônia está bem fortinha, não é? Eis aí uma genética  que merece ser muito bem aproveitada.

Já na segunda caixa, o ninho estava nos conformes: a postura na  parte de baixo e o mel (bastante) em cima. Esta estava mais fraquinha: 11 favos.observem na foto abaixo uma realeira no 4º favo de baixo para cima. R
Retirei este disco e inceri em um desdobramento que está sem postura.

Esta caixa, apesar de não ter uma quantidade de favos tão  grande como na primeira, está  está muitissimo populosa. Ou seja, também pode ser considerada como sendo  uma colônia bastante forte.

discos de cria com uma realeira (4º disco de baixo para cima.)

Aproveitei para dar uma olhadinha em uns desdobramentos que fiz recentemente. Fiquei muito satisfeito ao verificar que um deles, em caixa INPA, apesar de recente estava com uma bela pilha de discos já chegando bem perto da tampa, na segunda gaveta. Isto significa que em breve teremos mais um grande e belíssimo enxame.





terça-feira, 9 de março de 2010

Fruto do Sabiá

Como eu disse a algumas postagens atrás, este ano estou dando uma especial atenção para a agradável atividade que é plantar árvores e plantas melíferas para daqui a algum tempo conseguir uma produção bacana de mel. A mais nova aquisição é fruto do sabiá, que os amigo Fábio Calimam, conseguiu para mim.

Foi  para mim motivo de muita alegria quando quando soube do presente, pois eu sempre quiz esta planta pois além de ser muito melífera com seus fartos cachos de flores brancas que depois vão formar as bagas alaranjadas que agradam e muito aos pássaros;
e pássaros é o que não falta no meliponário capixaba,  local em que se acorda com canto dos sábias, que temos com fartura. Isto sem contar com os inúmeros, canários, curiós, tucanos, azuluões, coleiros,tiziu, cardeais...


A Acnistus arborescens  apresenta uma vasta distribuição geográfica, ocorrendo desde o Caribe e América Central, até a Região Sudeste do Brasil. Geralmente em capoeiras, ou seja, em ambientes em processo de regeneração. Trata-se de um arbusto de 1-2 m, com galhos finos e de madeira leve e pouco resistente.


Muito fácil de cultivar, aprecia solos organo-argilosos e que retenham um pouco de umidade. Precisa de luz solar direta ou indireta para vegetar com vigor. Vai bem climas subtropicais e tropicais, até mesmo em vasos. Incia a frutificação em pouco tempo.


Além dos predicados ornitófilos e meliponicos a fruteira-do-sabiá vem sendo objeto de muitas pesquisas recentes, pois descobriu-se que um grupo de substâncias presentes em suas folhas (vitanolídeos) possui destacada atividade anti-cancerígena.



Fonte:

e-jardim.blogspot.com/2009/01/fruta-do-sabi.html


sábado, 6 de março de 2010

LISTA DA DIVERSIVIDADE VEGETAL DA MATA ATLÂNTICA

Os pesquizadores João Renato Stehmann e Rafaela Campostrini Forzza, à frente de de um batalhão de mais de 200 taxonomistas foram à luta com objetivo de publicar uma ampla lista das plantas do DomínioAtlântico.
As iniciativas de documentação da diversidade vegetal no Brasil têm sido realizadas até em então de forma isolada. Neste trabalho foi feita uma pesquisa mais detalhada envolvendo pesquizadores de instituições como a Universidade Federal de Minas Gerais, Universidade Federal de São João del-Rey e do Jardim Botâncco do Rio de Janeiro. O resultado deste grande trabalho disponibilizamos para os amigos deste blog. Basta clicar no link abaixo:
Plantas da Floresta Atlântica

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

PASTO PARA ABELHAS SEM FERRÃO

Este será um ano em que  daremos especial atenção ao plantio de árvores no nosso meliponário.
Mesmo estando em uma área que ainda conta com um bom verde, é sempre interessante oferecer  uma ajuda  extra para as meninas.

Vamos agora falar um pouco do já temos para plantar, já plantamos ou que está chegar  neste incio de ano. Aproveito para  agradecer aos amigos de diferentes lugares que enviaram sementes, mudas e estacas. Estejam à vontade para sugerir mais espécies. Agradecemos a colaboração. 


Cosmos: Planta herbácea, anual, que pode atingir alturas de 0,45 a 1,2 m. A sua folhagem é muito fina, de corte pinulado, plumosa, caduca e de cor verde. As flores de Cosmos são singelas, circulares, com cerca de 10-15 cm de diametro, balanceadas em longas e finas hastes, com variadas cores desde o branco, amarelo, rosa, vermelho , laranja, carmesin. As flores de Cosmos são brilhantes e atrativas para abelhas e borboletas. São plantas muito fáceis de cultivar. Já temos deste alaranjado  e agora recebemos bastante sementes de cores diversas. 

Amor Agarradinho: Planta arbustiva tuberosa, trepadeira tipo liana de ramos finos e flexíveis, providos de gavinhas, com folhas verde-claro em forma de coração e flores pequenas completas, cor-de-rosa ou brancas, numerosas e muito duradouras, reunidas em grande inflorescências, muito apreciadas pelas abelhas.
Muitos produtores de mel a cultivam para alimento destes insetos.
Floresce praticamente o ano todo.


Astrapéia: Ficamos felizes por conseguir plantar as  astrapéias porque é  uma árvore muito atraente para as abelhas. É uma árvore importante para os meliponários instalados na Mata Atlântica por florescer em ambundância no inverno que é o período crítico de alimentos para as abelhas, neste bioma . O plantio desta espécie, representou um importante passo para que possamos não ter que nos preocupar com alimentação artificial.

A Dombeya Walliachii, conhecida popularmente como astrapéia, astrapéia-rosa, dombéia, aurora e lombeija é uma árvore da família das Sterculiáceas, originária da África do Sul, que pode atingir até 10 m de altura.


Ora-pro-nobis: Conhecida popularmente como “ora-pro-nobis”, a planta Pereskia aculiata pertence à família dos cactos. É uma cactácea nativa da região que vem desde a Flórida até o Brasil. Trata-se de uma trepadeira que apresenta folhas suculentas e comestíveis, cuja forma lembra a ponta de uma lança. Por apresentar ramos repletos de espinhos e crescimento vigoroso, a planta pode ser usada com sucesso como uma cerca-viva intransponível.
Do ponto de vista ornamental, a “ora-pro-nobis” apresenta uma florada generosa que ocorre entre os meses de janeiro a abril, produzindo um espetáculo surpreendente.  Uma outra característica interessante é que suas flores são muito perfumadas e melíferas, tornando o seu cultivo indicado também aos apicultores.

Após a floração, o “ora-pro-nobis” produz frutos em forma de pequenas bagas amarelas e redondas, entre os meses de junho e julho. E aí vem um ponto importante a ser observado: nem todas as variedades desta planta são comestíveis; apenas a que tem flores brancas, com miolo alaranjado e folhas pequenas.

As folhas do ora-pro-nobis, desidratadas, contém 25,4% de proteína; vitaminas A, B e C; minerais como cálcio, fósforo e ferro. É uma planta que merece atenção especial por seu alto valor nutritivo e facilidade de cultivo, inclusive doméstico.


Moringa (Moringa oleifera Lam.): é uma planta perene, com aproximadamente 5 m de altura, de tronco delgado e folhas compostas. As flores são numerosas e floresce o ano todo. Os frutos são longos, parecidos com uma vagem e contém muitas sementes.
A raiz é em forma de tubérculo e armazena energia para a planta, que favorece em seu rebrote. A madeira é mole, porosa e amarelada.
Visitada pro diferentes espécies de abelhas  é originária da Índia é considerada por botânicos e biólogos, um milagre da natureza. Uma esperança para o combate da fome no mundo. Rica em vitaminas e sais minerais, cálcio, proteína e ferro.

O Mutre é um arbusto de tamanho médio que medra a pleno sol ou até mesmo a meia sombra. Suas pequenas flores, brancas e perfumadas, dispostas em racemos terminais, recobrem a planta à maior parte do ano, especialmente durante os meses mais quentes. Em certas regiões de clima quente o Mutre floresce o ano inteiro, mas em outras, dependendo das condições do inverno, a planta diminui e até mesmo pode parar a floração e perder parte de suas folhas.
Esta planta é muito boa para as abelhas nativas pois floresce durante o ano inteiro, além disto possui um perfume muito agradavel

O Cardo Mariano é uma planta medicinal amplamente utilizada na Medicina Tradicional Europeia. Em França as raízes, folhas e frutos são usados no tratamento de prisão de ventre crónica, de várias doenças hepáticas tais como a icterícia, cálculos biliares, hepatite e fígado gordo, como descongestionante do sistema circulatório, no tratamento de hemorróidas e úlceras varicosas e, como anti-alérgico no tratamento da asma e urticária. Em Itália, os frutos do Cardo Mariano são usados no tratamento de doenças do fígado, devido à sua acção desintoxicante do fígado e também pelas suas propriedades diuréticas e cardiotónicas. Na Alemanha e na Hungria, em Medicina Tradicional, os frutos do Cardo Mariano são usados no tratamento de cálculos biliares devido à sua acção colagoga, estimulante da circulação entero-hepática e protectora do fígado. Na Grécia o Cardo Mariano é usado no tratamento de varizes, pedras da vesícula e na úlcera duodenal. A Medicina Homeopática também utiliza as tinturas dos frutos do Cardo Mriano no tratamento de doenças do fígado, cálculos biliares, peritonite, pleurite, congestão do útero e varizes.

Taiuiá: A taiuiá é da mesma família que o chuchu (Sechium edule) - tem uma folhagem parecida, com folhas palmadas, e gavinhas, extensões que parecem molas e fixam a planta sobre outras.
Melilotus Officinalis: da família Fabaceae é  um exelente pasto apícula, com uma produtividade estimativa de 1.000 de mel/hectare com abelha africanizada,  é visitado também pelas abelhas nativas. Como se trata de um planta considerada difícil de se conseguir, foi com muita alegria que ganhamos as sementes. conhecido também como trevo amarelo, é um importante em casos de insuficiencia venosa crônica graças à presença do dicumarol. Original da Europa e Ásia.   



Vitex ou Agnus castus: Nativa do Mediterrâneo, é conhecida pelos gregos há 2.000 anos ou mais. O nome Vitex foi obra dos antigos romanos, que a consideravam a planta similar ao salgueiro, por causa da forma semelhante de suas folhas. Os ramos flexíveis favoreciam o seu uso para o artesanato em vime, à semelhança do salgueiro. Agnus castus, do grego agnos castus — casto, puro - tem a ver com a associação que era feita entre a planta e a castidade, desde tempos remotos. Suas sementes lembram os grãos da pimenta.
Quase todos os estudos com o Vitex se baseiam na preparação desenvolvida pelo médico Gerhard Madaus, em 1930, de um extrato de frutas secas patenteado com o nome de Agnolítico. Ele observou que a formulação tinha o efeito de aumentar o nível de progesterona produzido pelo organismo feminino. Pesquisadores atuais acreditam que sua substância regula o funcionamento da hipófise, ao detectar níveis aumentados de estrógeno e levar os ovários a diminuir a sua produção(1). A planta é usada para tratamento de irregularidades menstruais. Em mulheres que querem engravidar, desempanha o papel de regularizar os ciclos e prevenir abortos. Estudos clínicos mostram que os benefícios dessa planta podem demorar seis meses ou mais para aparecer. No alívio da TPM (2), sua ação é perceptível já a partir da segunda mestruação. Entretanto para efeitos mais deifinitivos, pode-se ter que esperar até um ano.  




 
  

Veja também:
http://meliponariocapixaba.blogspot.com/2009/12/producao-de-mel-e-as-plantas-medicinais.html

Sitios pesquisados:
www.dinakalman.com
www.jardimdeflores.com
jardimcentro.pt
www.fazfacil.com.br
ame-rio.blogspot.com
ruralbionergia.com.br
www.granjaparaiso.com.br


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

PÓLEN - UM SUPER - ALIMENTO PARA AS ABELHAS E HUMANOS

Pólen desidratado
Coletado das flores e trabalhado pelas abelhas, possui altíssimos teores de vitaminas (B1, B2, B6, B12, A, P, E, K), aminoácidos, globulinas, enzimas, carbohidratos e minerais. O Pólen possui em média 20 vezes mais caroteno (próvitamina A) que a principal fonte natural, a cenoura. É ainda excepcionalmente rico em rutina (vitamina P).

Exames clínicos realizados no Leste Europeu comprovaram a eficiência no uso de Mel com Pólen no tratamento da ansiedade, bem como problemas com o sistema nervoso e endocrinológico.

O Pólen normaliza o intestino (especialmente em casos de colite e constipação crônica), aumenta o apetite e a capacidade de trabalho.

Tem sido usado no tratamento de anemia perniciosa, de baixa pressão sanguínea, e também para aumento de hemoglobinas e eritrócitos no sangue.

Pesquisas realizadas na Suécia indicam os efeitos benéficos do Pólen na próstata. Possui efeito profilático no tratamento de adenomas e inflamações da próstata. Recomenda-se para homens com mais de 50 anos de idade o consumo regular de 15g diárias como preventivo.

O Pólen é um estimulador biológico. Pesquisas demonstram que as propriedades rejuvenescedoras atribuídas ao Mel, na realidade são devidas a presença de Pólen no mesmo.

0 Resumindo, o Pólen é um complemento alimentar rico em vitaminas e aminoácidos. Seu consumo diário auxilia no combate ao stress e nas debilidades físicas e mentais. Crianças que consomem pólen possuem maior capacidade de assimilação nos estudos.

Recomendamos como dose diária 1 colher de sopa (podendo ser aumentado). Crianças metade da dose.

O Pólen pode ser consumido puro, misturado com mel ou leite, ou em conjunto com outros alimentos (sorvetes, etc).

FONTE:
Associação Paulista de Apicultores – APACAME
R D Germaine Burchard, 208 – CEP 05002-061 – São Paulo-SP
Tel: (11) 3862-2163 – Fax: 3872-8132
E-mail: apacame@apacame.org.br

sábado, 6 de fevereiro de 2010

AS ABELHAS PODEM RECONHECER ROSTOS

Cuidado: abelhas podem reconhecer rostos
Yahoo Brasil - - MUNDO - 04/02/2010 - 17:35:00

O cérebro de uma abelha tem 1 milhão de neurônios, em comparação aos 100 bilhões do cérebro humano.

Porém, como relatam pesquisadores, as abelhas são capazes de reconhecer rostos, e elas podem o fazer da mesma forma que nós.

Abelhas e humanos usam uma técnica chamada processamento configural, a junção de componentes de um rosto - olhos, orelhas, nariz e boca - para formar um padrão reconhecível, como relata uma equipe de pesquisadores na edição de 15 de fevereiro do The Journal of Experimental Biology.

"É como se fosse uma colagem", disse Martin Giurfa, professor de biologia neural da Universidade de Toulouse, na França, e um dos autores do estudo.

É a mesma habilidade, segundo Giurfa, que ajuda os humanos a perceber que uma pagoda chinesa e um chalé suíço são ambos moradias, com base em seus componentes.

"Conhecemos duas linhas verticais, com um teto como de cabana", disse ele.

"É uma casa".

Em sua pesquisa, Giurfa e colegas criaram uma exibição de imagens desenhadas à mão, algumas eram rostos, outras não.

Os rostos tinham potes de água açucarada na frente, enquanto os desenhos que não representavam rostos foram colocados por trás de potes contendo água pura.

Depois de algumas viagens frustradas aos potes de água sem açúcar, as abelhas passaram a voltar continuamente aos potes de água açucarada na frente dos rostos, descobriram os cientistas.

As imagens e os potes foram limpos após cada visita das abelhas, para garantir que elas estavam usando sinais visuais para encontrar o açúcar, e não deixando marcas de cheiro.

Os pesquisadores descobriram que as abelhas também eram capazes de distinguir um rosto que oferecia água açucarada de um que não fornecia.

Após muitas horas de treinamento, as abelhas escolheram os rostos certos em aproximadamente 75% das vezes, disse Adrian Dyer, outro autor do estudo e cientista da visão da Monash University, na Austrália.

Os pesquisadores afirmaram que, embora eles fossem biólogos e não cientistas da computação, eles esperam que seu trabalho possa ser mais amplamente usado, incluindo por especialistas em reconhecimento facial.

"Se alguém achar interessante e isso melhorar a segurança nos aeroportos, isso é ótimo", disse Dyer.

"Os mecanismos potenciais podem se tornar disponíveis para a comunidade de reconhecimento facial em geral".

Girufa afirmou que o beneficio de estudar uma criatura tão simples quanto a abelha estava em saber que não é necessária uma rede neural complexa para distinguir objetos.

Isso traz esperanças a tecnologistas, disse ele.

"Podemos imaginar que, através da exposição repetida, podemos treinar máquinas para extrair uma configuração e saber se isso é uma moto ou não, se isso é um cachorro ou não", disse ele.

Porém, embora a pesquisa com abelhas seja interessante, isso não ajuda no problema mais difícil enfrentado por tecnologistas, afirmou David Forsyth, professor de ciência da computação da Universidade de Illinois, cuja pesquisa foca em visão de computador.

O problema desafiador é construir sistemas capazes de reconhecer as mesmas pessoas num período de tempo, disse David Forsyth, depois que seu cabelo cresceu, ou quando elas estiverem usando óculos de sol, ou depois de envelhecerem.

Todas essas são tarefas que os humanos podem facilmente desempenhar, mas que os computadores têm dificuldades em replicar.

"Duvido muito que as abelhas possam fazer essa distinção", disse Forsyth, acrescentando: "Se as abelhas conseguissem, eu cairia da cadeira".

No entanto, disse ele, é importante acrescentar ao corpo de pesquisa sobre reconhecimento facial estudos com animais.

Embora computadores tenham se tornado muito capazes em detectar rostos, o reconhecimento facial confiável realizado por máquinas continua sendo algo elusivo.

"Não sabemos quase nada sobre reconhecimento, mas é muito útil, apesar de difícil, e isso nos ajuda a tomar decisões sobre o mundo", disse Forsyth.

"Pesquisas sobre qualquer aspecto da identificação e reconhecimento de rostos parecem ser algo bom".

© 2010 New York Times News Service Tradução: Gabriela dAvila

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Projeto Meliponarios Urbanos: Meliponicultura e Responsabilidade Social

Eis aí uma bela iniciativa que surgiu na região metropolitana de Salvador - BA: Um grupo inicial de 12 meliponicultores se organizou em uma associação devidamente registrada para promover ações de responsabilidade social e ambiental, ao mesmo tempo em que divulga a criação de abelhas nativas.

O Projeto Meliponarios Urbanos reúne profissionais de diferentes atividades sendo que um deles vive exclusivamente da criação de abelhas nativas do Brasil. Como se trata de meliponicultores é evidente que existe a intenção em divulgar a meliponicultura embora os trabalhos não se resumam nisto, uma vez que eles estão se unindo com outras entidades para desenvolver diferentes ações em defesa do meio ambiente e desenvolvimento social.

Um exemplo destas ações é a colaboração com o Instituto Corredor Ecológico Costa dos Coqueiros (INCECC) para realizar o plantio de árvores nativas principalmente entre o Rio Joanes e o Rio Real (a Costa dos Coqueiros). Nestes reflorestamentos feitos com a comunidade o projeto vai mostrar a importância dos polinizadores e oferecer a possibilidade de treinamento para que todos possam criar as abelhas sem ferrão.

O Exército Brasileiro é outro parceiro. Por ser detentor da maior parte das áreas verdes urbanas vem recebendo atenção do grupo. Lá dão palestras de educação ambiental aos militares e instalaram um meliponario - escola para o treinamento de pessoal e pesquisas. Agora estão entrando em contato com hortos, parques e instituições que possuem áreas de matas para assim serem articuladas novas parcerias.

Apesar da denominação, hoje o Trabalho não se restringe apenas aos aglomerados urbanos já que o projeto está inserido também no sertão e em área de transição, onde se encontra tanto abelhas típicas do litoral como também da caatinga. É interessante observar ainda que nem todos os colaboradores do projeto são meliponicultores, mas pessoas de diferentes atividades que assumiram compromisso com o meio ambiente.

Graças as parcerias firmadas o projeto tem a disposição uma boa quantidade de mudas de árvores. Assim, sempre que um novo meliponario é instalado, simultaneamente são plantadas árvores, fechando-se um ciclo: enquanto as abelhas vão polinizando a área em torno dos meliponarios, as árvores plantadas vão crescendo. Então, a medida em que aumenta o número de colônias, e consequentemente de polinazadores,o pasto melipônico também se amplia.

Para saber mais, colaborar com a turma e entrar no projeto escrevam uma mensagem para o email do projeto: pomelipu@gmail.com


Postagem de João Luiz Teixeira Santos com a colaboração de Claudio Vieira Lyra, Diretor Executivo do ProMeliPolitano

MEL DE JATAÍ

Curiosidade – Mel de Jataí

By Alfredo
O mel de jataí é fabricado pelas abelhas da subfamília Meliponinae (Tetragonisca angustula), conhecidas por "abelhas indígenas sem ferrão". Elas possuem o ferrão atrofiado sendo, portanto, incapazes de ferroar
O mel da jataí é bem mais liquido do que o mel do gênero Apis e é mais rapidamente absorvido quando passado na pele.
Com pH é baixo, o mel tem sido utilizado na alimentação, como anticéptico, conservante de frutas e de grãos e até para embalsamar, devido à ação anti-putrefante que possui. Tem ainda efeito bactericida devido a uma substância chamada “inibina”.
O mel de jataí, quando maduro, é envolvido por potes ovais, medindo cerca de 1 cm de diâmetro cada um.
Para pessoas sadias, o mel de jataí é indicado para amenizar as insuficiências alimentares eventuais em aminoácidos, sais minerais e diversas vitaminas; Facilitar a assimilação e digestão de outros alimentos; Reforçar o organismo em luta contra as agressões; Dar ao organismo maior resistência contra o cansaço físico e intelectual, em ocasião de atividades intensas, proporcionado melhor rendimento físico, principalmente aos atletas.
É também indicado em casos de atraso de crescimento, astenia ou estado de cansaço (físico ou psíquico), anorexia ou perda de apetite, desnutrição (principalmente crianças) e má dentição.
As informações são da Cooperativa Vida Natural.
Enviado por Luis Carlos Rubin

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Própolis é natural e cheio de benefícios


Fonte:Paraná Online - Curitiba/PR - VIDA E SAÚDE - 14/01/2010

O ditado popular já dizia: a própolis é um santo remédio. Mas será que o remedinho receitado pela vovó funciona de fato? Produzida pelas abelhas, ela resulta da mistura de substâncias colhidas do pólen e das árvores com as secreções da própria abelha.

A combinação dá origem ao produto, que é rico em aminoácidos, vitaminas e bioflavonoides, tornando a própolis um poderoso antioxidante com ação antibiótica. "Seu uso tem indicações específicas que devem ser respeitadas", explica o zootecnista Sílvio Lengler, professor de apicultura da UFSM (Universidade de Santa Maria, RS).

Composição química da própolis
Resinas e bálsamos aromáticos: 50%
Ceras: 25 a 35%
Óleos essenciais: 10%
Grãos de Pólen: 5%
Minerais: alumínio, cálcio, estrôncio, ferro, magnésio, silício, titânio, bromo e zinco.
Vitaminas: pró-vitaminas A e todas do complexo B.
Flavonoides: Ésteres cafeinados.
Própolis
Benefícios para a saúde
Ação antibacteriana: a própolis é popularmente conhecida como sendo um antibiótico natural. A grande vantagem de seu uso em relação aos antibióticos comuns é que ela destrói as bactérias nocivas, preservando as benéficas, como é o caso das bactérias da flora intestinal.

Alguns estudos apontam que as bactérias não criam resistência à própolis, como acontece com os antibióticos sintéticos, impedindo que estas se tornem mais nocivas, perigosas e resistentes.
Antiviral: é uma poderosa aliada no combate dos vírus do herpes e da gripe. Também previne o aparecimento de constipações, pneumonias, resfriados e doenças do aparelho respiratório.

"A Universidade Federal de Santa Catarina realizou recentemente um etudo confirmando a ação broncodilatadora e analgésica da própolis", explica o epecialista.

"Conclui-se que a própolis pode ser usada tanto na prevenção como no tratamento da gripe, asmas, bronquites e resfriados. Seu uso já é consagrado no tratamento de sinusites, amidalites e renites", continua.
Antifúngica: sua ação estende-se ainda a fungos, como a Candida albicans, responsável por infecções vaginais, bucais e no sistema digestivo. "A  própolis também tem ação antimicótica, atuando sobre alguns fungos e leveduras, principalmente micoses e coceiras no corpo, fungo de unha e dermatite seborreica. Nestes casos, utiliza-se xampus à base de própolis, pomadas e extrato de própolis", explica o zootecnista.
Própolis
Função imunoestimulante: estudos científicos também apontam o benéfico da própolis para o fortalecimento do sistema imunológico. O fato de estimular as células imunológicas torna a própolis um potente agente anti-infeccioso. "Ela estimula a produção de células produtoras de anticorpos e globulinas, importantes para pacientes com baixa resistência", diz Sílvio.
Combate os radicais livres: além de possuir ação antioxidante, que bloqueiam a ação dos radicais livres sobre as células saudáveis, a própolis preserva a ação da vitamina C, um potente antioxidante antienvelhecimento.

Função cicatrizante e regeneradora dos tecidos: a presença de flavonoides e aminoácidos, considerados regeneradores dos tecidos, torna a própolis eficaz no tratamento de dermatites, feridas, úlceras e queimaduras. "Sabe-se que a maioria das úlceras gástricas são causadas pelo bacilo Heliobacter pilori, que é altamente sensível à própolis. Isso justifica o seu emprego no tratamento de infecções gástricas", explica o apicurista.
Alívio de dores: sua função anestésica faz da própolis um excelente suplemento no combate de amidalites, dores de garganta, dor de dentes, entre outras.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Mata Atlântica perdeu mais de 100 mil hectares da floresta entre 2005 e 2008


O Atlas de Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, uma parceria entre a Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), divulgou em 2009 a constatação de que mais de 100 mil hectares de floresta foram suprimidos no período de 2005 a 2008. A pesquisa avaliou a situação do Bioma em dez Estados, da Bahia ao Rio Grande do Sul, e indicou como mais críticas a situação de Minas Gerais, Santa Catarina e Bahia. Neste período perdeu-se mais de 100 mil hectares de floresta ou dois terços do tamanho da cidade de São Paulo. A parceria entre a Fundação e o INPE traz uma novidade para quem precisar acessar os dados: os mapas dos estados e municípios do Bioma poderão ser usados gratuitamente por estudantes, pesquisadores e universidades para fins de pesquisa e o download dos shapefiles estarão disponíveis nos sites. O Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica é realizado desde 1989, conta com patrocínio do Bradesco Cartões e co-patrocínio da Colgate Palmolive. Para acessar os mapas acesse os portais www.sosma.org.br e www.inpe.br
Fonte: Ecos da Mata nº 256 - Edição Especial - FUNDAÇÃO SOS MATA ATLANTICA

CASA CONSTRUÍDA COM GARRAFA PET.



Apesar deste espaço ser destinado às abelhas em ferrão, acreditamos que os temas que dizem respeito ao meio ambiente estão relacionados entre sí e qualquer atitude de proteção ao meio ambiente, é direta ou indiretamente, uma atitude que vem a ajudar a preservar as abellhas.

Um exemplo de reaproveitramento de materiais que acabariam por se somar ao grande volume de lixo acumulado é esta casa construida a partir de garrafas PET.




Estas imagens foram postadas por Josete no site Banco do Planeta - www.bancodoplaneta.com.br.



As garrafas são preenchidas com areia ou terra , servindo com substitutas aos tijolos. Ao mesmo tempo em que se livra a natureza de um bocado de lixo, consegue-se um efeito visual bastante interessante.


Isto é apenas um exemplo do muito que se pode fazer. A poucos metros do Meliponario Capixaba, temos uma belísima obra da construção em que se utilizou garrafas de vidro. Nós do meliponario estamos juntando garrafas, vidros de carros e outros para a construção de acomodações.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Video Sobre Divisão de Abelha Jataí

Estamos em época adequada para as divisões. No caso da jatái (Tetragonisca angustula), por ser abelha de  dar um pouco de trabalho, é importante que haja ao menos uma célula grande (realeira), para que sejam mais elevadas as chances de sucesso. No mais, cera e bastante campeiras, de preferência de outra colônia. Alimentação só no dia seguinte. Apesar da jataí não ser muito atacada por forídeos, é recomendável que se passe uma fita adesiva nas frestas. É muito importante que não se abra a tampa por pelo menos 20 dias. Para observação e alimentação, colocar um vidro com um pequeno furo por onde pode-se injetar alimento líquido enquanto a nova colônia não ficar autônoma. 

Segue link para um vídeo sobre divisão de jataí, postado por Luiz Carlos Rubim no Grupo Abena ( ver postagem de de 1º de dezembro a respeito do grupo).


segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

AME RIO

Poucos estados têm um grupo de criadores tão unido e disposto como o Rio de Janeiro. Lá, há uma associação que não se cansa de batalhar pela meliponicultura, não só do RJ, mas de todo o Brasil. Trata-se da AME-RIO, um exemplo para outros estados e um incentivo para se busque um maior entrossamento e união nacional para que possamos melhor ajudar as nossas abelhas.
 

Se você já for associado, participe e compareça aos eventos, se não for, é uma ótima oportunidade de se juntar a muita gente boa para participar da construção deu uma meliponicultura forte e representativa.


Telefone para informações:
Pedro Tel.: 21 2642-2891Paulo Peixoto
Presidente da AME-RIO

sábado, 5 de dezembro de 2009

A PRODUÇÃO DE MEL E AS PLANTAS MEDICINAIS

A tradição popular sempre valorizou o poder curativo de determinas plantas. Com o passar do tempo a ciência começou a reconhecer o que nossos avós já sabiam e transmitiram para as novas gerações. Hoje, a fitoterapia é levada mais a sério e inclusive já está incorporada ao sistema público de saúde da cidade de Vitória (ES), isto muito em parte, graças ao trabalho e dedicação da Doutora Henriqueta Sacramento,incansável divulgadora do valor curativo das plantas.

A utilização das ervas medicinais aliada ao controle da alimentação, representa a saúde ao alcance de todos, fornecendo prevenção natural às doenças bem como a cura de vários males.

Por outro lado, os apicultores e meliponicultores sabem muito bem da importância de fornecer floração para as abelhas para que as colônias tenham um desenvolvimento constante e uma boa produção de seus produtos. A dificuldade maior é para aqueles que mantêm as caixas mais afastadas da matas e dispõem de pouco espaço para o plantio de árvores.

Que tal então aliar a criação de abelhas sem ferrão ao cultivo de ervas medicinais? A formação de um jardim terapêutico é uma ótima pedida já que as plantas, além de serem eficientes para a manutenção da saúde humana, são em boa parte, excelentes pastos para as nossas nativas. Seguem alguns exemplos:


Manjericão
Manjericão: Além de um maravilhoso condimento que vai muito bem com as massas e até em carnes, possue propriedades terapêuticas, podendo ser utilizado em casos de estresse, exaustão e sintomas relacionados a eles (dor de cabeça, indigestão, tensão muscular, nevralgias etc.) ou de falta de memória e de concentração, o manjericão funciona como tônico. A ação da erva é tanto anti-séptica quanto desintoxicante, ajudando o organismo a se restabelecer de todo tipo de infecção. O chá quente reduz a febre e o muco no peito e no nariz, aliviando os sintomas de gripes, resfriados, congestão, tosse e dor de garganta. As propriedades relaxantes agem nos tratos digestivos e respiratórios e podem diminuir as cólicas, a prisão de ventre, bem como a náusea. Também ajuda a atenuar a tosse.

Erva Doce: Erva doce - A erva-doce é um vegetal rico em celulose, substância muito importante para o bom funcionamento dos intestinos.
Por suas propriedades alcalinizastes, funciona como expectorante. É ainda estimulante da digestão e diurético. Além disso, contém Cálcio, Fósforo e vitaminas do Complexo B, principalmente Niacina.
Atua no organismo como Anti-séptico, antiinflamatório, antioleosidade, suavizante, calmante, refrescante


Alfavaca: É a mais melífera entre as plantas medicinais. Floresce praticamente o ano inteiro e é visitada por uma grande variedade de espécies. Propriedades medicinais: analgésica, antiemética, anti-febril, anti-séptico, aperiente, aromática, aromatizante, calmante, digestivo, dispepsia nervosa, diurética, estimulante digestivo e estomacal, expectorante, excitante, hidratante, relaxante, revigorante, sedativo, sudorífera, tônica.

Indicações: afta, amigdalite, angina, aumentar a lactação, bico do seio rachado, bronquite, cabelo, catarro, cólica, debilidade de nervos, dispepsia, doença das vias respiratórias, dor de cabeça nervosa, dor de garganta, enxaqueca, espasmo, espinha, estagnar o sangue, febre, ferida, flatulência, fraqueza, frieiras, furúnculo, garganta, gases, gastrite, gripe, infecções intestinais, dos rins e do estômago, insônia, intestino, pele, picada de inseto, problemas digestivos, resfriado, reumatismo, rins, tosse, tuberculose pulmonar, vermes, vias aéreas, vômito.


Erva cidreira: Planta de flores pequenas, porém fartas, são muito melíferas. Utilizada como calmante, para equilibrar, o sistema digestivo ajuda em casos de insônia, problemas gastrointestinais de origem nervosa . O óleo essencial tem efeito repelente pode ser esfregada na pele para aliviar picadas de insetos.

Além das plantas acima citadas outras plantas importantes como fornecedoras de néctar ou pólen não podem faltar em um jardim terapêutico. Não podemos deixar de citar a babosa que é um excelente cicatrizante, reidratante capilar, e da pele, ótimo em caso de queimaduras. Embora ainda não haja ainda comprovação científica definitiva, é dado como anticancerígeno. Já o guaco dentre outras propriedades medicinais é expectorante podendo ser utilizado para fazer xarope. Outra planta visitada pelas abelhas e muito útil na medicina popular é o boldo, grande remédio para o estômago, diarréia, ressaca alcoólica e dificuldades hepáticos.

Vou ficando por aqui apesar de haver outras plantas que poderiam ser citadas, mas em outra oportunidade voltaremos ao tema.

João Luiz

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

É NA MATA ATLÂNTICA QUE ESTÁ A MAIORIA DAS ESPÉCIES AMEAÇADAS.

O programa Bom dia Brasil da Rede Globo exibiu neste dia 03/12/2009, uma interessante matéria que trata da Mata Atlântica, que apesar de contar atualmente apenas com 8% de sua cobertura original, continua sendo vítima da destruíção, pemanecendo continuadamente desmatada.

A Mata Atlântica está fragmentada e todas as espécies de médio e grande porte estão em sério risco por falta de espaço. Isto em absoluto não significa  que as abelhas deste bioma estejam livres, haja vista a situação da melipona capixaba, isolada em determinados retalhos de mata no ES.