segunda-feira, 29 de março de 2010

Revisão nas Jataís

A revisão das colônias é sempre um momento de prazer para o meliponicultor pois nesta oporunidade se tem um contato com o ninho, os discos em seus detalhes. Vemos como está a população, a quantidade de discos de crias, admiramos a rainha... É um manejo importante, pois se percebe eventuais problemas que podem ser resolvidos  antes que causem maiores estragos. É também uma boa hora  para  se verificar se a colônia está em condições de ser dividida.  



Como eu penso que as abelhas devem ter o maior sossego possível, com pouca interferência do criador, não faço revisão com muita frequência. Estando o enxame com um bom movimento e se não estiver necessitando de retirar discos, fico até dois ou três meses sem abrir, no máximo dando uma olhadinha pelo vidro que gosto de manter abaixo da tampa. Elas gostam de ficar mais na delas.

Aproveitando uma bela manhã de domingo deste início de outono, resolvi fazer revisão em duas colônias de jataí no meliponario urbano. Elas estão alojadas nas caixas verticais em que foram alojadas pelo vendedor.

Na primeira colônia, a postura foi subindo, subindo, subindo, até que chegou na separação de bambuzinhos que divide o espaço do ninho da  melgueira. Até então, as abelhinhas vinham respeitando a esta delimitação, construindo os favos até neste limite e depois recomeçando em baixo. A parte superior à separação estava até então repleta de mel.

Ao observar que esta parte superior totalmente ocupada pelo invólucro logo percebi que alí deveria haver postura. Então começei ali abrir  por alí.  Vejam então o que encontrei onde até então havia potes de mel:

abaixo da separação há mais cinco favos com postura mais recente

São nada mais, nada menos do que 17 favos de bom tamanho. Olhando aquilo, considerei que fosse parar por aí; que a rainha havia trocado de local, utilizando os gravetinhos como suporte e que aquela ex- melgueira passou a ser ninho.

Mas não é que, ao abrir ao abrir o invólucro abaixo da separação, encontrei mais cinco discos já operculados e mais um sexto onde está ocorrendo a postura de cima para baixo?  Ou, seja, a colônia estava com 22 discos e já iniciara a postura  no 23º.  Aproveitei então para pegar os que estão logo acima da separação, pois são os mais velhos, os que estão com as abelhas já nascendo, para reforçar uma divisão que está com poucas campeiras.  

O chato é que acabei por me esquecer de fotografar esta parte de baixo, por isto não mostro aqui uma foto com todos os favos. Espero que vocês não brigem comigo.  É uma que colônia está bem fortinha, não é? Eis aí uma genética  que merece ser muito bem aproveitada.

Já na segunda caixa, o ninho estava nos conformes: a postura na  parte de baixo e o mel (bastante) em cima. Esta estava mais fraquinha: 11 favos.observem na foto abaixo uma realeira no 4º favo de baixo para cima. R
Retirei este disco e inceri em um desdobramento que está sem postura.

Esta caixa, apesar de não ter uma quantidade de favos tão  grande como na primeira, está  está muitissimo populosa. Ou seja, também pode ser considerada como sendo  uma colônia bastante forte.

discos de cria com uma realeira (4º disco de baixo para cima.)

Aproveitei para dar uma olhadinha em uns desdobramentos que fiz recentemente. Fiquei muito satisfeito ao verificar que um deles, em caixa INPA, apesar de recente estava com uma bela pilha de discos já chegando bem perto da tampa, na segunda gaveta. Isto significa que em breve teremos mais um grande e belíssimo enxame.





terça-feira, 9 de março de 2010

Fruto do Sabiá

Como eu disse a algumas postagens atrás, este ano estou dando uma especial atenção para a agradável atividade que é plantar árvores e plantas melíferas para daqui a algum tempo conseguir uma produção bacana de mel. A mais nova aquisição é fruto do sabiá, que os amigo Fábio Calimam, conseguiu para mim.

Foi  para mim motivo de muita alegria quando quando soube do presente, pois eu sempre quiz esta planta pois além de ser muito melífera com seus fartos cachos de flores brancas que depois vão formar as bagas alaranjadas que agradam e muito aos pássaros;
e pássaros é o que não falta no meliponário capixaba,  local em que se acorda com canto dos sábias, que temos com fartura. Isto sem contar com os inúmeros, canários, curiós, tucanos, azuluões, coleiros,tiziu, cardeais...


A Acnistus arborescens  apresenta uma vasta distribuição geográfica, ocorrendo desde o Caribe e América Central, até a Região Sudeste do Brasil. Geralmente em capoeiras, ou seja, em ambientes em processo de regeneração. Trata-se de um arbusto de 1-2 m, com galhos finos e de madeira leve e pouco resistente.


Muito fácil de cultivar, aprecia solos organo-argilosos e que retenham um pouco de umidade. Precisa de luz solar direta ou indireta para vegetar com vigor. Vai bem climas subtropicais e tropicais, até mesmo em vasos. Incia a frutificação em pouco tempo.


Além dos predicados ornitófilos e meliponicos a fruteira-do-sabiá vem sendo objeto de muitas pesquisas recentes, pois descobriu-se que um grupo de substâncias presentes em suas folhas (vitanolídeos) possui destacada atividade anti-cancerígena.



Fonte:

e-jardim.blogspot.com/2009/01/fruta-do-sabi.html


sábado, 6 de março de 2010

LISTA DA DIVERSIVIDADE VEGETAL DA MATA ATLÂNTICA

Os pesquizadores João Renato Stehmann e Rafaela Campostrini Forzza, à frente de de um batalhão de mais de 200 taxonomistas foram à luta com objetivo de publicar uma ampla lista das plantas do DomínioAtlântico.
As iniciativas de documentação da diversidade vegetal no Brasil têm sido realizadas até em então de forma isolada. Neste trabalho foi feita uma pesquisa mais detalhada envolvendo pesquizadores de instituições como a Universidade Federal de Minas Gerais, Universidade Federal de São João del-Rey e do Jardim Botâncco do Rio de Janeiro. O resultado deste grande trabalho disponibilizamos para os amigos deste blog. Basta clicar no link abaixo:
Plantas da Floresta Atlântica

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

PASTO PARA ABELHAS SEM FERRÃO

Este será um ano em que  daremos especial atenção ao plantio de árvores no nosso meliponário.
Mesmo estando em uma área que ainda conta com um bom verde, é sempre interessante oferecer  uma ajuda  extra para as meninas.

Vamos agora falar um pouco do já temos para plantar, já plantamos ou que está chegar  neste incio de ano. Aproveito para  agradecer aos amigos de diferentes lugares que enviaram sementes, mudas e estacas. Estejam à vontade para sugerir mais espécies. Agradecemos a colaboração. 


Cosmos: Planta herbácea, anual, que pode atingir alturas de 0,45 a 1,2 m. A sua folhagem é muito fina, de corte pinulado, plumosa, caduca e de cor verde. As flores de Cosmos são singelas, circulares, com cerca de 10-15 cm de diametro, balanceadas em longas e finas hastes, com variadas cores desde o branco, amarelo, rosa, vermelho , laranja, carmesin. As flores de Cosmos são brilhantes e atrativas para abelhas e borboletas. São plantas muito fáceis de cultivar. Já temos deste alaranjado  e agora recebemos bastante sementes de cores diversas. 

Amor Agarradinho: Planta arbustiva tuberosa, trepadeira tipo liana de ramos finos e flexíveis, providos de gavinhas, com folhas verde-claro em forma de coração e flores pequenas completas, cor-de-rosa ou brancas, numerosas e muito duradouras, reunidas em grande inflorescências, muito apreciadas pelas abelhas.
Muitos produtores de mel a cultivam para alimento destes insetos.
Floresce praticamente o ano todo.


Astrapéia: Ficamos felizes por conseguir plantar as  astrapéias porque é  uma árvore muito atraente para as abelhas. É uma árvore importante para os meliponários instalados na Mata Atlântica por florescer em ambundância no inverno que é o período crítico de alimentos para as abelhas, neste bioma . O plantio desta espécie, representou um importante passo para que possamos não ter que nos preocupar com alimentação artificial.

A Dombeya Walliachii, conhecida popularmente como astrapéia, astrapéia-rosa, dombéia, aurora e lombeija é uma árvore da família das Sterculiáceas, originária da África do Sul, que pode atingir até 10 m de altura.


Ora-pro-nobis: Conhecida popularmente como “ora-pro-nobis”, a planta Pereskia aculiata pertence à família dos cactos. É uma cactácea nativa da região que vem desde a Flórida até o Brasil. Trata-se de uma trepadeira que apresenta folhas suculentas e comestíveis, cuja forma lembra a ponta de uma lança. Por apresentar ramos repletos de espinhos e crescimento vigoroso, a planta pode ser usada com sucesso como uma cerca-viva intransponível.
Do ponto de vista ornamental, a “ora-pro-nobis” apresenta uma florada generosa que ocorre entre os meses de janeiro a abril, produzindo um espetáculo surpreendente.  Uma outra característica interessante é que suas flores são muito perfumadas e melíferas, tornando o seu cultivo indicado também aos apicultores.

Após a floração, o “ora-pro-nobis” produz frutos em forma de pequenas bagas amarelas e redondas, entre os meses de junho e julho. E aí vem um ponto importante a ser observado: nem todas as variedades desta planta são comestíveis; apenas a que tem flores brancas, com miolo alaranjado e folhas pequenas.

As folhas do ora-pro-nobis, desidratadas, contém 25,4% de proteína; vitaminas A, B e C; minerais como cálcio, fósforo e ferro. É uma planta que merece atenção especial por seu alto valor nutritivo e facilidade de cultivo, inclusive doméstico.


Moringa (Moringa oleifera Lam.): é uma planta perene, com aproximadamente 5 m de altura, de tronco delgado e folhas compostas. As flores são numerosas e floresce o ano todo. Os frutos são longos, parecidos com uma vagem e contém muitas sementes.
A raiz é em forma de tubérculo e armazena energia para a planta, que favorece em seu rebrote. A madeira é mole, porosa e amarelada.
Visitada pro diferentes espécies de abelhas  é originária da Índia é considerada por botânicos e biólogos, um milagre da natureza. Uma esperança para o combate da fome no mundo. Rica em vitaminas e sais minerais, cálcio, proteína e ferro.

O Mutre é um arbusto de tamanho médio que medra a pleno sol ou até mesmo a meia sombra. Suas pequenas flores, brancas e perfumadas, dispostas em racemos terminais, recobrem a planta à maior parte do ano, especialmente durante os meses mais quentes. Em certas regiões de clima quente o Mutre floresce o ano inteiro, mas em outras, dependendo das condições do inverno, a planta diminui e até mesmo pode parar a floração e perder parte de suas folhas.
Esta planta é muito boa para as abelhas nativas pois floresce durante o ano inteiro, além disto possui um perfume muito agradavel

O Cardo Mariano é uma planta medicinal amplamente utilizada na Medicina Tradicional Europeia. Em França as raízes, folhas e frutos são usados no tratamento de prisão de ventre crónica, de várias doenças hepáticas tais como a icterícia, cálculos biliares, hepatite e fígado gordo, como descongestionante do sistema circulatório, no tratamento de hemorróidas e úlceras varicosas e, como anti-alérgico no tratamento da asma e urticária. Em Itália, os frutos do Cardo Mariano são usados no tratamento de doenças do fígado, devido à sua acção desintoxicante do fígado e também pelas suas propriedades diuréticas e cardiotónicas. Na Alemanha e na Hungria, em Medicina Tradicional, os frutos do Cardo Mariano são usados no tratamento de cálculos biliares devido à sua acção colagoga, estimulante da circulação entero-hepática e protectora do fígado. Na Grécia o Cardo Mariano é usado no tratamento de varizes, pedras da vesícula e na úlcera duodenal. A Medicina Homeopática também utiliza as tinturas dos frutos do Cardo Mriano no tratamento de doenças do fígado, cálculos biliares, peritonite, pleurite, congestão do útero e varizes.

Taiuiá: A taiuiá é da mesma família que o chuchu (Sechium edule) - tem uma folhagem parecida, com folhas palmadas, e gavinhas, extensões que parecem molas e fixam a planta sobre outras.
Melilotus Officinalis: da família Fabaceae é  um exelente pasto apícula, com uma produtividade estimativa de 1.000 de mel/hectare com abelha africanizada,  é visitado também pelas abelhas nativas. Como se trata de um planta considerada difícil de se conseguir, foi com muita alegria que ganhamos as sementes. conhecido também como trevo amarelo, é um importante em casos de insuficiencia venosa crônica graças à presença do dicumarol. Original da Europa e Ásia.   



Vitex ou Agnus castus: Nativa do Mediterrâneo, é conhecida pelos gregos há 2.000 anos ou mais. O nome Vitex foi obra dos antigos romanos, que a consideravam a planta similar ao salgueiro, por causa da forma semelhante de suas folhas. Os ramos flexíveis favoreciam o seu uso para o artesanato em vime, à semelhança do salgueiro. Agnus castus, do grego agnos castus — casto, puro - tem a ver com a associação que era feita entre a planta e a castidade, desde tempos remotos. Suas sementes lembram os grãos da pimenta.
Quase todos os estudos com o Vitex se baseiam na preparação desenvolvida pelo médico Gerhard Madaus, em 1930, de um extrato de frutas secas patenteado com o nome de Agnolítico. Ele observou que a formulação tinha o efeito de aumentar o nível de progesterona produzido pelo organismo feminino. Pesquisadores atuais acreditam que sua substância regula o funcionamento da hipófise, ao detectar níveis aumentados de estrógeno e levar os ovários a diminuir a sua produção(1). A planta é usada para tratamento de irregularidades menstruais. Em mulheres que querem engravidar, desempanha o papel de regularizar os ciclos e prevenir abortos. Estudos clínicos mostram que os benefícios dessa planta podem demorar seis meses ou mais para aparecer. No alívio da TPM (2), sua ação é perceptível já a partir da segunda mestruação. Entretanto para efeitos mais deifinitivos, pode-se ter que esperar até um ano.  




 
  

Veja também:
http://meliponariocapixaba.blogspot.com/2009/12/producao-de-mel-e-as-plantas-medicinais.html

Sitios pesquisados:
www.dinakalman.com
www.jardimdeflores.com
jardimcentro.pt
www.fazfacil.com.br
ame-rio.blogspot.com
ruralbionergia.com.br
www.granjaparaiso.com.br


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

PÓLEN - UM SUPER - ALIMENTO PARA AS ABELHAS E HUMANOS

Pólen desidratado
Coletado das flores e trabalhado pelas abelhas, possui altíssimos teores de vitaminas (B1, B2, B6, B12, A, P, E, K), aminoácidos, globulinas, enzimas, carbohidratos e minerais. O Pólen possui em média 20 vezes mais caroteno (próvitamina A) que a principal fonte natural, a cenoura. É ainda excepcionalmente rico em rutina (vitamina P).

Exames clínicos realizados no Leste Europeu comprovaram a eficiência no uso de Mel com Pólen no tratamento da ansiedade, bem como problemas com o sistema nervoso e endocrinológico.

O Pólen normaliza o intestino (especialmente em casos de colite e constipação crônica), aumenta o apetite e a capacidade de trabalho.

Tem sido usado no tratamento de anemia perniciosa, de baixa pressão sanguínea, e também para aumento de hemoglobinas e eritrócitos no sangue.

Pesquisas realizadas na Suécia indicam os efeitos benéficos do Pólen na próstata. Possui efeito profilático no tratamento de adenomas e inflamações da próstata. Recomenda-se para homens com mais de 50 anos de idade o consumo regular de 15g diárias como preventivo.

O Pólen é um estimulador biológico. Pesquisas demonstram que as propriedades rejuvenescedoras atribuídas ao Mel, na realidade são devidas a presença de Pólen no mesmo.

0 Resumindo, o Pólen é um complemento alimentar rico em vitaminas e aminoácidos. Seu consumo diário auxilia no combate ao stress e nas debilidades físicas e mentais. Crianças que consomem pólen possuem maior capacidade de assimilação nos estudos.

Recomendamos como dose diária 1 colher de sopa (podendo ser aumentado). Crianças metade da dose.

O Pólen pode ser consumido puro, misturado com mel ou leite, ou em conjunto com outros alimentos (sorvetes, etc).

FONTE:
Associação Paulista de Apicultores – APACAME
R D Germaine Burchard, 208 – CEP 05002-061 – São Paulo-SP
Tel: (11) 3862-2163 – Fax: 3872-8132
E-mail: apacame@apacame.org.br

sábado, 6 de fevereiro de 2010

AS ABELHAS PODEM RECONHECER ROSTOS

Cuidado: abelhas podem reconhecer rostos
Yahoo Brasil - - MUNDO - 04/02/2010 - 17:35:00

O cérebro de uma abelha tem 1 milhão de neurônios, em comparação aos 100 bilhões do cérebro humano.

Porém, como relatam pesquisadores, as abelhas são capazes de reconhecer rostos, e elas podem o fazer da mesma forma que nós.

Abelhas e humanos usam uma técnica chamada processamento configural, a junção de componentes de um rosto - olhos, orelhas, nariz e boca - para formar um padrão reconhecível, como relata uma equipe de pesquisadores na edição de 15 de fevereiro do The Journal of Experimental Biology.

"É como se fosse uma colagem", disse Martin Giurfa, professor de biologia neural da Universidade de Toulouse, na França, e um dos autores do estudo.

É a mesma habilidade, segundo Giurfa, que ajuda os humanos a perceber que uma pagoda chinesa e um chalé suíço são ambos moradias, com base em seus componentes.

"Conhecemos duas linhas verticais, com um teto como de cabana", disse ele.

"É uma casa".

Em sua pesquisa, Giurfa e colegas criaram uma exibição de imagens desenhadas à mão, algumas eram rostos, outras não.

Os rostos tinham potes de água açucarada na frente, enquanto os desenhos que não representavam rostos foram colocados por trás de potes contendo água pura.

Depois de algumas viagens frustradas aos potes de água sem açúcar, as abelhas passaram a voltar continuamente aos potes de água açucarada na frente dos rostos, descobriram os cientistas.

As imagens e os potes foram limpos após cada visita das abelhas, para garantir que elas estavam usando sinais visuais para encontrar o açúcar, e não deixando marcas de cheiro.

Os pesquisadores descobriram que as abelhas também eram capazes de distinguir um rosto que oferecia água açucarada de um que não fornecia.

Após muitas horas de treinamento, as abelhas escolheram os rostos certos em aproximadamente 75% das vezes, disse Adrian Dyer, outro autor do estudo e cientista da visão da Monash University, na Austrália.

Os pesquisadores afirmaram que, embora eles fossem biólogos e não cientistas da computação, eles esperam que seu trabalho possa ser mais amplamente usado, incluindo por especialistas em reconhecimento facial.

"Se alguém achar interessante e isso melhorar a segurança nos aeroportos, isso é ótimo", disse Dyer.

"Os mecanismos potenciais podem se tornar disponíveis para a comunidade de reconhecimento facial em geral".

Girufa afirmou que o beneficio de estudar uma criatura tão simples quanto a abelha estava em saber que não é necessária uma rede neural complexa para distinguir objetos.

Isso traz esperanças a tecnologistas, disse ele.

"Podemos imaginar que, através da exposição repetida, podemos treinar máquinas para extrair uma configuração e saber se isso é uma moto ou não, se isso é um cachorro ou não", disse ele.

Porém, embora a pesquisa com abelhas seja interessante, isso não ajuda no problema mais difícil enfrentado por tecnologistas, afirmou David Forsyth, professor de ciência da computação da Universidade de Illinois, cuja pesquisa foca em visão de computador.

O problema desafiador é construir sistemas capazes de reconhecer as mesmas pessoas num período de tempo, disse David Forsyth, depois que seu cabelo cresceu, ou quando elas estiverem usando óculos de sol, ou depois de envelhecerem.

Todas essas são tarefas que os humanos podem facilmente desempenhar, mas que os computadores têm dificuldades em replicar.

"Duvido muito que as abelhas possam fazer essa distinção", disse Forsyth, acrescentando: "Se as abelhas conseguissem, eu cairia da cadeira".

No entanto, disse ele, é importante acrescentar ao corpo de pesquisa sobre reconhecimento facial estudos com animais.

Embora computadores tenham se tornado muito capazes em detectar rostos, o reconhecimento facial confiável realizado por máquinas continua sendo algo elusivo.

"Não sabemos quase nada sobre reconhecimento, mas é muito útil, apesar de difícil, e isso nos ajuda a tomar decisões sobre o mundo", disse Forsyth.

"Pesquisas sobre qualquer aspecto da identificação e reconhecimento de rostos parecem ser algo bom".

© 2010 New York Times News Service Tradução: Gabriela dAvila

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Projeto Meliponarios Urbanos: Meliponicultura e Responsabilidade Social

Eis aí uma bela iniciativa que surgiu na região metropolitana de Salvador - BA: Um grupo inicial de 12 meliponicultores se organizou em uma associação devidamente registrada para promover ações de responsabilidade social e ambiental, ao mesmo tempo em que divulga a criação de abelhas nativas.

O Projeto Meliponarios Urbanos reúne profissionais de diferentes atividades sendo que um deles vive exclusivamente da criação de abelhas nativas do Brasil. Como se trata de meliponicultores é evidente que existe a intenção em divulgar a meliponicultura embora os trabalhos não se resumam nisto, uma vez que eles estão se unindo com outras entidades para desenvolver diferentes ações em defesa do meio ambiente e desenvolvimento social.

Um exemplo destas ações é a colaboração com o Instituto Corredor Ecológico Costa dos Coqueiros (INCECC) para realizar o plantio de árvores nativas principalmente entre o Rio Joanes e o Rio Real (a Costa dos Coqueiros). Nestes reflorestamentos feitos com a comunidade o projeto vai mostrar a importância dos polinizadores e oferecer a possibilidade de treinamento para que todos possam criar as abelhas sem ferrão.

O Exército Brasileiro é outro parceiro. Por ser detentor da maior parte das áreas verdes urbanas vem recebendo atenção do grupo. Lá dão palestras de educação ambiental aos militares e instalaram um meliponario - escola para o treinamento de pessoal e pesquisas. Agora estão entrando em contato com hortos, parques e instituições que possuem áreas de matas para assim serem articuladas novas parcerias.

Apesar da denominação, hoje o Trabalho não se restringe apenas aos aglomerados urbanos já que o projeto está inserido também no sertão e em área de transição, onde se encontra tanto abelhas típicas do litoral como também da caatinga. É interessante observar ainda que nem todos os colaboradores do projeto são meliponicultores, mas pessoas de diferentes atividades que assumiram compromisso com o meio ambiente.

Graças as parcerias firmadas o projeto tem a disposição uma boa quantidade de mudas de árvores. Assim, sempre que um novo meliponario é instalado, simultaneamente são plantadas árvores, fechando-se um ciclo: enquanto as abelhas vão polinizando a área em torno dos meliponarios, as árvores plantadas vão crescendo. Então, a medida em que aumenta o número de colônias, e consequentemente de polinazadores,o pasto melipônico também se amplia.

Para saber mais, colaborar com a turma e entrar no projeto escrevam uma mensagem para o email do projeto: pomelipu@gmail.com


Postagem de João Luiz Teixeira Santos com a colaboração de Claudio Vieira Lyra, Diretor Executivo do ProMeliPolitano

MEL DE JATAÍ

Curiosidade – Mel de Jataí

By Alfredo
O mel de jataí é fabricado pelas abelhas da subfamília Meliponinae (Tetragonisca angustula), conhecidas por "abelhas indígenas sem ferrão". Elas possuem o ferrão atrofiado sendo, portanto, incapazes de ferroar
O mel da jataí é bem mais liquido do que o mel do gênero Apis e é mais rapidamente absorvido quando passado na pele.
Com pH é baixo, o mel tem sido utilizado na alimentação, como anticéptico, conservante de frutas e de grãos e até para embalsamar, devido à ação anti-putrefante que possui. Tem ainda efeito bactericida devido a uma substância chamada “inibina”.
O mel de jataí, quando maduro, é envolvido por potes ovais, medindo cerca de 1 cm de diâmetro cada um.
Para pessoas sadias, o mel de jataí é indicado para amenizar as insuficiências alimentares eventuais em aminoácidos, sais minerais e diversas vitaminas; Facilitar a assimilação e digestão de outros alimentos; Reforçar o organismo em luta contra as agressões; Dar ao organismo maior resistência contra o cansaço físico e intelectual, em ocasião de atividades intensas, proporcionado melhor rendimento físico, principalmente aos atletas.
É também indicado em casos de atraso de crescimento, astenia ou estado de cansaço (físico ou psíquico), anorexia ou perda de apetite, desnutrição (principalmente crianças) e má dentição.
As informações são da Cooperativa Vida Natural.
Enviado por Luis Carlos Rubin

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Própolis é natural e cheio de benefícios


Fonte:Paraná Online - Curitiba/PR - VIDA E SAÚDE - 14/01/2010

O ditado popular já dizia: a própolis é um santo remédio. Mas será que o remedinho receitado pela vovó funciona de fato? Produzida pelas abelhas, ela resulta da mistura de substâncias colhidas do pólen e das árvores com as secreções da própria abelha.

A combinação dá origem ao produto, que é rico em aminoácidos, vitaminas e bioflavonoides, tornando a própolis um poderoso antioxidante com ação antibiótica. "Seu uso tem indicações específicas que devem ser respeitadas", explica o zootecnista Sílvio Lengler, professor de apicultura da UFSM (Universidade de Santa Maria, RS).

Composição química da própolis
Resinas e bálsamos aromáticos: 50%
Ceras: 25 a 35%
Óleos essenciais: 10%
Grãos de Pólen: 5%
Minerais: alumínio, cálcio, estrôncio, ferro, magnésio, silício, titânio, bromo e zinco.
Vitaminas: pró-vitaminas A e todas do complexo B.
Flavonoides: Ésteres cafeinados.
Própolis
Benefícios para a saúde
Ação antibacteriana: a própolis é popularmente conhecida como sendo um antibiótico natural. A grande vantagem de seu uso em relação aos antibióticos comuns é que ela destrói as bactérias nocivas, preservando as benéficas, como é o caso das bactérias da flora intestinal.

Alguns estudos apontam que as bactérias não criam resistência à própolis, como acontece com os antibióticos sintéticos, impedindo que estas se tornem mais nocivas, perigosas e resistentes.
Antiviral: é uma poderosa aliada no combate dos vírus do herpes e da gripe. Também previne o aparecimento de constipações, pneumonias, resfriados e doenças do aparelho respiratório.

"A Universidade Federal de Santa Catarina realizou recentemente um etudo confirmando a ação broncodilatadora e analgésica da própolis", explica o epecialista.

"Conclui-se que a própolis pode ser usada tanto na prevenção como no tratamento da gripe, asmas, bronquites e resfriados. Seu uso já é consagrado no tratamento de sinusites, amidalites e renites", continua.
Antifúngica: sua ação estende-se ainda a fungos, como a Candida albicans, responsável por infecções vaginais, bucais e no sistema digestivo. "A  própolis também tem ação antimicótica, atuando sobre alguns fungos e leveduras, principalmente micoses e coceiras no corpo, fungo de unha e dermatite seborreica. Nestes casos, utiliza-se xampus à base de própolis, pomadas e extrato de própolis", explica o zootecnista.
Própolis
Função imunoestimulante: estudos científicos também apontam o benéfico da própolis para o fortalecimento do sistema imunológico. O fato de estimular as células imunológicas torna a própolis um potente agente anti-infeccioso. "Ela estimula a produção de células produtoras de anticorpos e globulinas, importantes para pacientes com baixa resistência", diz Sílvio.
Combate os radicais livres: além de possuir ação antioxidante, que bloqueiam a ação dos radicais livres sobre as células saudáveis, a própolis preserva a ação da vitamina C, um potente antioxidante antienvelhecimento.

Função cicatrizante e regeneradora dos tecidos: a presença de flavonoides e aminoácidos, considerados regeneradores dos tecidos, torna a própolis eficaz no tratamento de dermatites, feridas, úlceras e queimaduras. "Sabe-se que a maioria das úlceras gástricas são causadas pelo bacilo Heliobacter pilori, que é altamente sensível à própolis. Isso justifica o seu emprego no tratamento de infecções gástricas", explica o apicurista.
Alívio de dores: sua função anestésica faz da própolis um excelente suplemento no combate de amidalites, dores de garganta, dor de dentes, entre outras.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Mata Atlântica perdeu mais de 100 mil hectares da floresta entre 2005 e 2008


O Atlas de Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, uma parceria entre a Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), divulgou em 2009 a constatação de que mais de 100 mil hectares de floresta foram suprimidos no período de 2005 a 2008. A pesquisa avaliou a situação do Bioma em dez Estados, da Bahia ao Rio Grande do Sul, e indicou como mais críticas a situação de Minas Gerais, Santa Catarina e Bahia. Neste período perdeu-se mais de 100 mil hectares de floresta ou dois terços do tamanho da cidade de São Paulo. A parceria entre a Fundação e o INPE traz uma novidade para quem precisar acessar os dados: os mapas dos estados e municípios do Bioma poderão ser usados gratuitamente por estudantes, pesquisadores e universidades para fins de pesquisa e o download dos shapefiles estarão disponíveis nos sites. O Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica é realizado desde 1989, conta com patrocínio do Bradesco Cartões e co-patrocínio da Colgate Palmolive. Para acessar os mapas acesse os portais www.sosma.org.br e www.inpe.br
Fonte: Ecos da Mata nº 256 - Edição Especial - FUNDAÇÃO SOS MATA ATLANTICA

CASA CONSTRUÍDA COM GARRAFA PET.



Apesar deste espaço ser destinado às abelhas em ferrão, acreditamos que os temas que dizem respeito ao meio ambiente estão relacionados entre sí e qualquer atitude de proteção ao meio ambiente, é direta ou indiretamente, uma atitude que vem a ajudar a preservar as abellhas.

Um exemplo de reaproveitramento de materiais que acabariam por se somar ao grande volume de lixo acumulado é esta casa construida a partir de garrafas PET.




Estas imagens foram postadas por Josete no site Banco do Planeta - www.bancodoplaneta.com.br.



As garrafas são preenchidas com areia ou terra , servindo com substitutas aos tijolos. Ao mesmo tempo em que se livra a natureza de um bocado de lixo, consegue-se um efeito visual bastante interessante.


Isto é apenas um exemplo do muito que se pode fazer. A poucos metros do Meliponario Capixaba, temos uma belísima obra da construção em que se utilizou garrafas de vidro. Nós do meliponario estamos juntando garrafas, vidros de carros e outros para a construção de acomodações.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Video Sobre Divisão de Abelha Jataí

Estamos em época adequada para as divisões. No caso da jatái (Tetragonisca angustula), por ser abelha de  dar um pouco de trabalho, é importante que haja ao menos uma célula grande (realeira), para que sejam mais elevadas as chances de sucesso. No mais, cera e bastante campeiras, de preferência de outra colônia. Alimentação só no dia seguinte. Apesar da jataí não ser muito atacada por forídeos, é recomendável que se passe uma fita adesiva nas frestas. É muito importante que não se abra a tampa por pelo menos 20 dias. Para observação e alimentação, colocar um vidro com um pequeno furo por onde pode-se injetar alimento líquido enquanto a nova colônia não ficar autônoma. 

Segue link para um vídeo sobre divisão de jataí, postado por Luiz Carlos Rubim no Grupo Abena ( ver postagem de de 1º de dezembro a respeito do grupo).


segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

AME RIO

Poucos estados têm um grupo de criadores tão unido e disposto como o Rio de Janeiro. Lá, há uma associação que não se cansa de batalhar pela meliponicultura, não só do RJ, mas de todo o Brasil. Trata-se da AME-RIO, um exemplo para outros estados e um incentivo para se busque um maior entrossamento e união nacional para que possamos melhor ajudar as nossas abelhas.
 

Se você já for associado, participe e compareça aos eventos, se não for, é uma ótima oportunidade de se juntar a muita gente boa para participar da construção deu uma meliponicultura forte e representativa.


Telefone para informações:
Pedro Tel.: 21 2642-2891Paulo Peixoto
Presidente da AME-RIO

sábado, 5 de dezembro de 2009

A PRODUÇÃO DE MEL E AS PLANTAS MEDICINAIS

A tradição popular sempre valorizou o poder curativo de determinas plantas. Com o passar do tempo a ciência começou a reconhecer o que nossos avós já sabiam e transmitiram para as novas gerações. Hoje, a fitoterapia é levada mais a sério e inclusive já está incorporada ao sistema público de saúde da cidade de Vitória (ES), isto muito em parte, graças ao trabalho e dedicação da Doutora Henriqueta Sacramento,incansável divulgadora do valor curativo das plantas.

A utilização das ervas medicinais aliada ao controle da alimentação, representa a saúde ao alcance de todos, fornecendo prevenção natural às doenças bem como a cura de vários males.

Por outro lado, os apicultores e meliponicultores sabem muito bem da importância de fornecer floração para as abelhas para que as colônias tenham um desenvolvimento constante e uma boa produção de seus produtos. A dificuldade maior é para aqueles que mantêm as caixas mais afastadas da matas e dispõem de pouco espaço para o plantio de árvores.

Que tal então aliar a criação de abelhas sem ferrão ao cultivo de ervas medicinais? A formação de um jardim terapêutico é uma ótima pedida já que as plantas, além de serem eficientes para a manutenção da saúde humana, são em boa parte, excelentes pastos para as nossas nativas. Seguem alguns exemplos:


Manjericão
Manjericão: Além de um maravilhoso condimento que vai muito bem com as massas e até em carnes, possue propriedades terapêuticas, podendo ser utilizado em casos de estresse, exaustão e sintomas relacionados a eles (dor de cabeça, indigestão, tensão muscular, nevralgias etc.) ou de falta de memória e de concentração, o manjericão funciona como tônico. A ação da erva é tanto anti-séptica quanto desintoxicante, ajudando o organismo a se restabelecer de todo tipo de infecção. O chá quente reduz a febre e o muco no peito e no nariz, aliviando os sintomas de gripes, resfriados, congestão, tosse e dor de garganta. As propriedades relaxantes agem nos tratos digestivos e respiratórios e podem diminuir as cólicas, a prisão de ventre, bem como a náusea. Também ajuda a atenuar a tosse.

Erva Doce: Erva doce - A erva-doce é um vegetal rico em celulose, substância muito importante para o bom funcionamento dos intestinos.
Por suas propriedades alcalinizastes, funciona como expectorante. É ainda estimulante da digestão e diurético. Além disso, contém Cálcio, Fósforo e vitaminas do Complexo B, principalmente Niacina.
Atua no organismo como Anti-séptico, antiinflamatório, antioleosidade, suavizante, calmante, refrescante


Alfavaca: É a mais melífera entre as plantas medicinais. Floresce praticamente o ano inteiro e é visitada por uma grande variedade de espécies. Propriedades medicinais: analgésica, antiemética, anti-febril, anti-séptico, aperiente, aromática, aromatizante, calmante, digestivo, dispepsia nervosa, diurética, estimulante digestivo e estomacal, expectorante, excitante, hidratante, relaxante, revigorante, sedativo, sudorífera, tônica.

Indicações: afta, amigdalite, angina, aumentar a lactação, bico do seio rachado, bronquite, cabelo, catarro, cólica, debilidade de nervos, dispepsia, doença das vias respiratórias, dor de cabeça nervosa, dor de garganta, enxaqueca, espasmo, espinha, estagnar o sangue, febre, ferida, flatulência, fraqueza, frieiras, furúnculo, garganta, gases, gastrite, gripe, infecções intestinais, dos rins e do estômago, insônia, intestino, pele, picada de inseto, problemas digestivos, resfriado, reumatismo, rins, tosse, tuberculose pulmonar, vermes, vias aéreas, vômito.


Erva cidreira: Planta de flores pequenas, porém fartas, são muito melíferas. Utilizada como calmante, para equilibrar, o sistema digestivo ajuda em casos de insônia, problemas gastrointestinais de origem nervosa . O óleo essencial tem efeito repelente pode ser esfregada na pele para aliviar picadas de insetos.

Além das plantas acima citadas outras plantas importantes como fornecedoras de néctar ou pólen não podem faltar em um jardim terapêutico. Não podemos deixar de citar a babosa que é um excelente cicatrizante, reidratante capilar, e da pele, ótimo em caso de queimaduras. Embora ainda não haja ainda comprovação científica definitiva, é dado como anticancerígeno. Já o guaco dentre outras propriedades medicinais é expectorante podendo ser utilizado para fazer xarope. Outra planta visitada pelas abelhas e muito útil na medicina popular é o boldo, grande remédio para o estômago, diarréia, ressaca alcoólica e dificuldades hepáticos.

Vou ficando por aqui apesar de haver outras plantas que poderiam ser citadas, mas em outra oportunidade voltaremos ao tema.

João Luiz

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

É NA MATA ATLÂNTICA QUE ESTÁ A MAIORIA DAS ESPÉCIES AMEAÇADAS.

O programa Bom dia Brasil da Rede Globo exibiu neste dia 03/12/2009, uma interessante matéria que trata da Mata Atlântica, que apesar de contar atualmente apenas com 8% de sua cobertura original, continua sendo vítima da destruíção, pemanecendo continuadamente desmatada.

A Mata Atlântica está fragmentada e todas as espécies de médio e grande porte estão em sério risco por falta de espaço. Isto em absoluto não significa  que as abelhas deste bioma estejam livres, haja vista a situação da melipona capixaba, isolada em determinados retalhos de mata no ES.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

ABENA: É AQUI QUE NOS ENCONTRAMOS.

A criação de abelhas nativas ocorre de norte a sul do Brasil. Como é uma atividade relativamente recente muito há o que se descobrir ainda. Todos temos o que aprender e o que ensinar.

Existe na internet um grupo que reune grandes nomes da meliponicultura. É onde ocorrem ótimos debates, surgem  novos criadores e se faz amizades e parcerias. Tá certo que às vezes surgem certos conflitos de idéias, o que de certa maneira não deixa de ser interessante, já que não há verdades absolutas e das contradições postas na balança vamos chegando às conclusões. 

O grupo é uma ótima oportunidade dos criadores já existentes se conhecerem para trocar conhecimento e também uma grande fonte de informação para os que desejam começar.  

Esta é a pagina inicial do grupo:


As Asf são insetos úteis responsáveis pela polinização de um grande número de vegetais. Elas desempenham a tarefa de fecundação de muitas plantas e consequente nidificação das matas, contribuindo na preservação da flora e da fauna; Sendo seres importantíssimos para a natureza.

Para entrar no grupo envie msg para: Abena-subscribe@yahoogrupos.com.br . Assim o seu acesso a documentação será liberado.
Para baixar os documentos do site crie um e-mail no yahoo na pasta OPÇÃO DE ASSOCIAÇÃO, onde vc tb poderá configurar a sua conta para Não receber msg.

A aprovação da inscrição é condicionada ao envio da FICHA DE INSCRIÇÃO (abaixo) COPIE e mande msg ao Moderador Gesimar:
gesimar@terra.com.br

Nome Completo:
E-mail:
E-mail alternativo:
Endereço Postal com Cep:
Cidade/UF:
Telefone: DDD+
Abelhas nativas que cria (Qtde por espécie):
Principal ocupação:
Dados obrigatórios para acesso ao site, documentos e, necessários à harmonia dos Associados; Evitar a presença de hackers e difusão de vírus.

Através do site, vc poderá permutar discos de cria, adquirir/ofertar colméias (renovando a genética dos enxames); baixar Livros, Modelos de caixas - Utensílios de manejo; Relação de Plantas melíferas, etc. Tb poderá ler e enviar mensagens.

Na pasta ARQUIVOS, estão os documentos, visite para saber o que há registrado.
Na pasta FOTOS temos imagens de asf.

E, "LINKS" para outras informações.
Convide os amigos para a atividade crescer e ser reconhecida.
Atualize-se pesquisando as mensagens já discutidas. Participe enviando as suas dúvidas e partilhando as descobertas.

Gerência
http://br.groups.yahoo.com/group/abena/members?group=mod
Para sair, olhe o rodapé das msgs.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

COMO CAPTURAR ENXAMES

A meliponicultura é uma atividade ecológica por natureza. Então, toda ação do meliponicultor deve ser precedida de uma análise das consequências ambientais. A retirada indiscriminada das colônias na natureza estaria  então em descompasso com a filosofia da atividade. Retirar na natureza, só se as abelhas estiverem correndo sério risco em circunstâncias em que não sobreviveriam por muito tempo.

Para se iniciar na atividade a atitude ecologicamente correta é então adquirir os enxames com criadores racionais que multiplicam em caixas por meio dos  manejos adequados. Uma outra forma é oferecer abrigos seguros para as abelhas que buscam locais para soltar enxames. Esta opção constuma resultar em sucesso muito embora às vezes falha ou demora. Para ter mais chances de ser bem sucedido, convém utilizar uma solução em alcool cereais com cera, própolis e mesmo sobras de colônia mortas.

No site do amigo Max que além de criador de nativas é também craidor de peixes ornamentais para aquário, há um link interessante sobre a iscs com pet. Acesse http://www.plantasdeaquario.com/Jatai.htm. É possível também comprar iscas prontas, já com o atrativo ou mesmo apenas o atrativo para você utilizar nas iscas que fabricar. Uma dica segura esta no blog abelha jatai: http://abelhajatai.com/blog/  - fale com Gabriel.

As iscas podem ser feitas a partir de reaproveitamento de garrafas pets, embalagem de leite e de  sucos, pedaços de bambu ou de PVC ...
Veja este vídeo do Globo Rural sobre o assunto e boa sorte.

MATÉRIA SOBRE O TRABALHO DE FÁBIO CALIMAN - REVISTA MENSAGEM DOCE Nº96

ESTÁ SALVA, GENETICAMENTE, A MELIPONA CAPIXABA

Luiz Fabio Feitoza Caliman
Correspondências: Rua das Palmeiras,51 - Centro Venda Nova do Imigrante - ES - 29375-000
Meliponário: Estrada Larinhas, KM 0,5 - Sítio Esperança - (28)3546-3648 - lffcaliman@gmail.com

Comecei minha criação em 22 de março de 1986, tendo a principio 03 (três) colônias de Uruçu Preta {Melipona Capixaba].

 Em 1994 comecei coloca-las em colméias racionais. No ano de 1997 começamos a multiplicá-las e chegando ao ano de 2007 com um total de 60(sessenta) colônias. E com esse sucesso obtido, salvamos geneticamente a Melípona Capixaba. Abelha essa que o seu habitat é sem duvida nenhuma, restritíssimo. Falou-se em 100 km de raio o seu habitat (Kerr), e eu digo, que dentro desses 100 km de raio, ela esta ocorrendo apenas em 5% dessa área que já foi 100% habitada pela M. Capixaba.
Foi assustador e decepcionante ver na década de 90(noventa), um trabalho do Dr. Kerr e da Bióloga Vânia A. Nascimento, trabalho esse belíssimo e profissional, virar quase que uma tragédia. Pôr eles ensinarem a pratica correta de multiplicação de enxame, ouve uma grande corrida em busca das Uruçu Preta nas matas. Após retirarem as colônias das matas os agricultores passaram essas colônias para as caixas racionais, e tentaram dividi-las sem monitoramento, percepção de desenvolvimento da colônia, alimentação de sobrevivência, ataque de forídeos e outros problemas que no dia a dia se tem. E para se obter sucesso na divisão é preciso resolvê-los. Foi constrangedor verificar que mais de 90% das colônias que foram passadas para caixas racionais morreram. Lembro-me que alguns agricultores, perguntados sobre as Uruçus nas caixas racionais, tiveram respostas similares. R: Coloquei a minha Uruçu Preta na caixa e ela foi embora!!! Foi triste dizer a eles que colônias de Uruçu, infelizmente, não vão embora. Ela morre onde estão.
No meliponário também se encontra a [Melípona Rufiventris ] Mondury num total, hoje, de 07(sete) colônias, que também estão sendo multiplicada para se salvar geneticamente esta espécie .E foi com grande alegria que em 26 de fevereiro de 2000, registrei uma simbiose entre Uruçu Preta (Melípona Capixaba) e Arvore de Mata Pau (Fícus Guaratinica).
Acontece que o Mata Pau fornece polpa do seu fruto para as colônias de Uruçu Preta misturar com outras resinas e barro para calafetar a sua colônia. E as abelhas coletando a sua polpa, que é em forma de gel resinoso, também transportam para a sua colônia as sementes de Mata Pau. Ela, as sementes, ficam em dormência ate que haja luz. Havendo luz, haverá possibilidade de umidade. Se apareceu luz, é sinal que a arvore que a colônia habita, esta morrendo. A semente germina, cresce, envolve toda a arvore que esta morrendo e consequentemente preserva a colônia que esta envolvida na arvore. Portanto, uma perpetua a outra.


Vista Lateral do Meliponario Caliman

Proprietário do Meliponario Luiz Fabio

Crias Nascentes da Melípona Capixaba

Vista lateral da caixa que também ocorreu simbiose

simbiose em primeiro plano

Simbiose Entre Urucu Capixaba e Arovre de Mata-pau

Vista Frontal do Meliponario

Entrada de Uru

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

DIVISÃO INDUZIDA DE JATAÍ - 1ª PARTE

Vou relatar uma experiencia que desenvolvo com o Francisco, um futuro meliponicultor de Vitória que conheci através do amigo Gabriel do site abelhajataí.com.
A colônia mãe está alojada em um muro. A caixa contendo dois furos foi acoplada com um dos furos no local da saída das abelhas de forma a terem que entrar na caixa para daí sairem para o exterior. Em um primeiro momento não havia favos disponíveis para serem colocados na caixa e as  abelhas então, construíram um túnel até a outra saída. 




Alguns dias depois, conseguimos disponibilizar disco maduros, ou seja, com as crias nascentes, e algumas abelhas aderentes (recém-nascidas).
Ocorre não havia ainda realeiras, então ficou sem realeira para ver se sairá alguma princesa do muro.
Passados 20 dias foi construído um belíssimo invólucro, potes de alimento e construíram um belo pito na saída da caixa. A população de abelhas na caixa é grande. Ocorreu ainda das abelhas construírem uma entrada alternativa  para o muro que também está sendo usada.
Em breve verificaremos se há postura.Caso contrário colocaremos mais discos, de preferênica com realeira

João Luiz.











quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Motim no reino das abelhas


Pragas On-line - SP - NOTÍCIAS - 25/11/2009 - 15:05:





© dailymail.co. uk
A ordem costuma ser rígida na colmeia: a rainha põe ovos e produz a força de trabalho que executa as demais tarefas, como buscar alimento, combater invasores e cuidar da cria. Mas nem sempre é assim.
Entre as abelhas sem ferrão brasileiras da espécie Melipona scutellaris, também conhecidas como uruçus, mais de 20% dos machos não são filhos da rainha. A insurreição não é inédita – machos alheios já tinham sido encontrados em outras espécies. São filhos de operárias reprodutivas, cujos ovos não fertilizados só podem dar origem a machos devido a particularidades genéticas das abelhas.
A surpresa maior do trabalho, parte do doutorado da bióloga Denise Alves na Universidade de São Paulo, foi descobrir que 80% desses machos também não foram produzidos pelas operárias ativas na colônia. São filhos de operárias da rainha anterior, um caso de parasitismo reprodutivo.
A pesquisa, feita em colaboração com Tom Wenseleers, da Universidade de Leuven, na Bélgica, mostra que as operárias reprodutivas têm vida três vezes mais longa do que a das trabalhadoras verdadeiras, o que lhes permite sobreviver a uma rainha morta e povoar com filhos seus, que serão criados pelas novas operárias, o reino da nova monarca (Molecular Ecology).
Fonte: Revista Pesquisa Fapesp nº164/2009