quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Alimentador Liebert, Caixa Vermiculita

O criativo leitor Cleomar Liebert, enviou para este blog mensagens mostrando um alimentador que ele criou e vem utilizando no seu meliponario, e também, falou das caixas de vermiculita que ele está fabrincando a três anos,

O alimentador é bem interessante, e vale a pena conhecer e, porque não, testar.

Material necessário:
 
Cano 20 mm. (tamanho conforme o número de abelhas a serem alimentadas)
Curva 20 mm : 01
Tampa lisa 20 mm: 01
Garrafa pet. Tamanho conforme o número de abelhas a serem alimentadas.

Simples de fazer.
Furar a tampa pet, colar em um lado da curva com cola super bonder, furar o cano com broca 3 mm ou no máximo 3,5 mm, se o furo for maior que isso no final do alimento elas conseguem entrar e acabam morrendo afogadas, conectar a curva e tampa no cano, rosquear o cano na pet, instalar o equipamento no nível.
 



 
 
 
CAIXAS DE VERMICULITA
 
Cleomar fabrica e utiliza as caixas em vermiculita tanto na meliponicultura como também para na apicultura.
 
Segundo ele, "sendo a vermiculita um mineral expandido com PH neutro e inodoro, de alta absorção e ainda térmico, resulta uma moradia bastante confortável, principalmente no inverno,  porque  as fabrica com 05 centímetros de espessura. Assim, estas caixas oferecem uma temperatura com 05 graus a mais, se comparadas com as caixas de madeira nos dias mais frios".
 
O criador ressalta também o fato de serem caixas de longa durabilidade, não sendo necessário que se realize pintura, a a não ser por uma opção estética.
 
Para maiores informações, tanto sobre as como sobre o alimentador, basta entrar em contato por email:
 
Mostraremos caixa horizontais, mas Cleomar fabrica também outros modelos.
 
 



 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

domingo, 18 de agosto de 2013

Vídeo Meliponicultura RS

Com baixo custo e alta rentabilidade, a produção de mel de abelha sem ferrão torna-se cada vez mais uma boa alternativa de renda aos agricultores familiares. Quem comprova é o José Nelson Nunes de Sede Nova, no noroeste do Rio Grande do Sul, que desde criança lida coma espécie jataí e já faz uma década que passou a comercializar a produção. Assista a reportagem abaixo.

http://whttp://www.agrosoft.org.br/agropag/226050.htmww.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ykcSZooEluA

Abelhas Nativas na Rede TV


O programa Good News da Rede TV fez uma boa reportagem sobre as abelhas nativas em diferentes locais no Brasil. A reportagem contemplou diferentes aspectos da atividades: polinização, mel, o fundamental trabalho das abelhas - sem - ferrão para a recuperação das matas nativas, sem deixar de comentar sobre a problemática da invasão das abelhas exóticas que ocupam os espaços de nidificação e disputam os alimentos com as abelhas genuinamente brasileiras. A reportagem que foi realizada em duas partes e não deixou de contemplar também o manejo, mostrando uma divisão e também abrangeu temas como estrutura dos ninhos e a biologia destas maravilhosas criaturas.

Parabéns à Rede Tv pela iniciativa.

Abaixo o link para a reportagem:

Abelhas Nativas na Rede TV - Good News

terça-feira, 4 de junho de 2013

Festival em Curitiba valoriza o mel nativoA chef paranaense Manu Buffara é entusiasta do produto, elaborado por diferentes espécies de abelhas, a iguaria é ingrediente por si só e em receitas surpreendentes

Publicação: 04/06/2013 07:15 Atualização: 04/06/2013 09:28

Na imagem, a paraense Manu Buffara. (Foto: Facebook/Reprodução)
Na imagem, a paraense Manu Buffara. (Foto: Facebook/Reprodução)
Uma entusiasta da valorização de ingredientes regionais na alta gastronomia, a chef Manu Buffara inaugurou na última semana um projeto totalmente inovador, o Menu Degustação Mel na Mata. Montado em parceria com a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), o minifestival gastronomico levou para a mesa do restaurante Manu, em Curitiba, receitas idealizadas a partir do mel produzido por diferentes espécies de abelhas nativas: uruçu-amarela, tubuna, mandaçaia, mirim e jataí. Basicamente, a proposta envolveu a criação de oito pratos diferentes com o uso da produção da Associação de Criadores de Abelhas Nativas da APA de Guaraqueçaba (Acriapa), projeto de meliponicultura desenvolvido no litoral paranaense.

Nas opções do cardápio, coração de pato, carne de javali e vieiras (veja receita na página), entre outros ingredientes. No entanto, a estrela principal é mesmo o líquido viscoso que, como garante a chef, tem características que variam de abelha para abelha, do tipo de polén consumido por elas e outros fatores. “Há mais de 20 espécies catalogadas só no estado do Paraná”, conta a especialista na produção de receitas que misturam ingredientes regionais com técnicas sofisticadas aprendidas durante o período em que trabalhou em alguns restaurantes de destaque no Guia Michelin, como os europeus Ristorante da Vittorio, Ristorante Guido e Noma e o norte-americano Alinea.

Na concepção de Manu, nascida e criada no interior do Paraná, período do qual guarda a lembrança do mel servido em torradas durante o café da manhã, o brasileiro ainda desconhece a riqueza do ingrediente, abundante em matas de todo o país. “Com o festival, pretendemos divulgar o trabalho dessas cooperativas e chamar a atenção para o produto. Já está na hora de o brasileiro se dar conta de que o mel de abelhas nativas é nobre. Na minha opinião, é um tipo de caviar da mata, já que demanda um processo de cultivo longo e contínuo. Muitas dessas abelhas demoram até um ano para produzir apenas 1 litro de mel”, opina.

A chef conta ainda que desenvolveu uma intensa pesquisa para harmonizar os méis de abelhas nativas e outros ingredientes. No fim, chegou a resultados surpreendentes. “O mel da abelha mandaçaia, por exemplo, é tão ácido que substitui o limão e o sal. Trata-se de um produto fantástico para temperar pratos com frutos do mar.” Já a tubuna, aquela abelha mais pretinha, tem um mel superdiferente, de cor escura e mais encorpado. Manu descreve ainda que o produto tem tais características devido ao tipo de florada que a abelha busca, geralmente espécies amareladas da mata atlântica. “Gosto de servir o mel da tubuna com carnes, de preferência mais cruas, como o steak tartare ou carpaccio, que acentuam seu sabor de terra”, ensina. Já o mel da uruçu-amarela, ainda segundo a chef, é ao mesmo tempo adocicado e amargo, ideal para o preparo de carnes de caça. Exemplos são coração e magret de pato, codorna ou javali.

Produção mineira Aqui no estado, segundo dados da Federação Mineira de Apicultura, a produção de méis de abelhas nativas ainda é muito incipiente, trabalho desenvolvido apenas devido à verdadeira paixão de alguns apicultores. Este é o caso do empresário Masio Magalhães, proprietário da empresa Apis & Indígenas (www.apisindigenas.com.br). Desde 1980, ele faz meliponicultura (termo que designa o cultivo de abelhas nativas sem ferrão ou indígenas) com as espécies jataí, mandaçaia, iraí e marmelada. “São méis muito saborosos. No entanto, praticamente desconhecidos pela culinária local”, registra.

O próprio empresário nunca experimentou uma receita sofisticada à base do ingrediente, que chega a custar até 10 vezes mais que o mel comum, de abelhas africanizadas. O vidro com 1 quilo da produção da jataí (e não litro, já que o peso do produto varia de acordo com o tempo de maturação, quantidade de água e de cristais de açúcar na composição), custa, em média, R$ 150. “O consumidor de Belo Horizonte geralmente procura esse produto com função terapêutica, por indicação de médicos de linhas mais alternativas, e não como ingrediente culinário”, afirma.
No que depender de Manu Buffara, muito em breve os méis de espécies nativas ficarão mais conhecidos tanto entre cozinheiros quanto pelo público gourmet. “No mercado nacional já encontramos bons balsâmicos e não um bom azeite de dendê. Isso porque falta conhecimento e até interesse por parte dos consumidores a respeito dos ingredientes regionais, tão ou mais nobres até que os importados. Por isso o festival, fruto de um trabalho minucioso de pesquisa. Esperamos que em breve as pessoas percebam que é um luxo ter e oferecer um mel diferenciado no cardápio de um restaurante ou em casa.”

Vieira marinada com água de tucum com mel de mandaçaia e seu pólen (Restaurante  Manu)
Ingredientes

para quatro porções: 4 vieiras frescas, 100ml de água de tucum (fruto do tucunzeiro, palmeira nativa da mata atlântica), 50ml de mel de mandaçaia e seu pólen, 4 unidades de minirrabanete com talo e raiz, 4 fatias de pão preto caseiro, 50g de ervilha desidratada, wasabi em pó, brotos de coentro, brotos de mizuna, flor de sal a gosto.

Modo de fazer

Tempere a água de tucum com um toque de flor de sal. Leve os pães para assar com um fio de manteiga de garrafa, até ficarem crocantes. Deixe esfriar e com a ajuda de um pilão faça um pó, parecendo uma terra. Tempere as ervilhas com o wasabi e quebre-as também no pilão. Sele as vieiras numa frigideira antiaderente quente, com um fio de azeite e manteiga. Ela deve ficar levemente crua no meio. Corte cada vieira em quatro partes e marine na água de tucum. Disponha a vieira cortada numa pedra de ardósia ou num prato plano. Ao lado, coloque a terra de pão e a grama de ervilha. Pingue gotas do mel no prato. Finalize com uma pitada de pólen em cima de cada pedaço de vieira e decore com os brotos, como se fosse um pequeno jardim.

Meliponicultura e Saúde


O amigo Medina, meliponicultor do Rio de Janeiro, publicou a pouco tempo no blog da associação AME-RIO uma postagem bastante interessante onde discorre sobre a relação entre a criação de abelhas nativas e a preservação da saúde e a cura de enfermidades.

Para esta postagem ele fez uma pesquisa sobre a utilização dos produtos das abelhas nativas sem-ferrão pelas populações tradicionais, não só no Brasil, mas também em outros países onde elas ocorrem naturalmente.

Achei muito interessante a semelhança entre a narração de um caso ocorrido na Bolívia com um outro que ouvi pessoalmente de uma pessoa aqui no Espírito Santo: Trata-se da utilização do mel da abelha jataí na cura da catarata. Em ambos os casos, foi dito que com 3  meses já se percebe uma substancial melhora que foi evoluindo até se chegar a cura com aproximadamente um ano.

Bem, eu não vou ficar me alongando pois está tudo dito na postagem do Medina. O fato é que a criação das ASF, além de ser de imensa importância para natureza e um maravilhoso entretenimento, possibilita a coleta de um delicioso alimento, o mel, e também de outros produtos de grande potencial para a preservação recuperação da saúde.

Leiam o texto do Medina, segue o link:

http://www.ame-rio.org/2013/05/propriedades-medicinais-na.html





   

terça-feira, 23 de abril de 2013


Com o objetivo de subsidiar a otimização da meliponicultura no Brasil, propõe-se a realização de um diagnóstico aprofundado da meliponicultura brasileira. Para tanto, será utilizada a aplicação de um questionário a criadores das diferentes regiões do país. O questionário aqui proposto foi elaborado em parceria com pesquisadores e meliponicultores experientes na criação de abelhas sem ferrão. As perguntas do questionário foram cuidadosamente escolhidas para coletar os dados mais importantes, que permitam relacionar práticas de manejo com produtividade, e também fazer um monitoramento da meliponicultura a longo prazo.
O questionário têm dois formatos: em papel e online. O questionário em papel pode ser utilizado em campo por pesquisadores ou técnicos, para coletar dados durante entrevistas feitas aos meliponicultores. Uma vez coletados, os dados podem ser preenchidos pelos mesmos pesquisadores ou técnicos no questionário online. Meliponicultores com acesso à internet podem preencher diretamente o questionário online, sem pesquisadores ou técnicos de intermediários. Uma tabela com todos os dados coletados no Brasil será disponibilizada online. Informações como nomes dos meliponicultores e respectivos locais dos meliponários não serão divulgados, mantendo assim sua privacidade. Esta tabela formará uma base de dados pública, para que qualquer pessoa interessada possa acessar os dados e utiliza-los para palestras, relatórios, publicações, etc.

Escolha o tipo de questionário que melhor se adequará às suas necessidades
Baixar Questionário
(papel)
Preencher Questionário
(on-line)
Pressione sobre as figuras para acessar o formato escolhido
Dúvidas, perguntas, críticas e sugestões podem ser enviadas para r.jaffe@ib.usp.br

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Novo Fórum Dedicado à Meliponicultura


Fórum Abelha Sem Ferrão

A Meliponicultura criação racional de abelhas sem ferrão agora pode contar com mais um Fórum que tem como objetivo abrir um espaço para os meliponicultores a debaterem e disseminarem conhecimento com os demais meliponicultores.

O Fórum Abelha Sem Ferrão e separado e organizado por categorias que facilita muito a vida dos meliponicultores na localização de assuntos buscados; exemplo dessas categorias são: Alimentação, Manejo, Identificação de Espécies, Caixas Racionais entre outros assuntos, tendo sempre como foco a Meliponicultura - criação racional de abelhas sem ferrão (Meliponíneos).

Aos interessado em participarem segue o link do Fórum abaixo:

E para quem quiser conhecer o Portal segue o endereço: 
Portal Abelha Sem Ferrão: http://www.abelhasemferrao.com/

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Culinária: Tilápia com mel de ASF


Num certo domingo de verão…
Num certo domingo destes um tanto quanto ensolarado, havia sido convidado por um amigo a conhecer algo que, de outras formas, talvez tivesse deixado de lado: conhecer uma tal de “abelha sem ferrão”!
Mas como? Isso existe? Sempre soube da dor incrível provocado pelos ferrões dessas doces criaturas!
É, e para isso fui dar uma “pesquisadinha básica” com meu amigo americano. Eis o que ele me falou sobre elas: Os meliponídeos, como são chamadas as espécies da tribo Meliponini, são abelhas sociais encontradas tipicamente nas regiões tropicais e subtropicais do planeta, e são caracterizadas por apresentarem um ferrão atrofiado que não serve para defesa; daí a designação sem ferrão. Os estudos científicos sobre essas abelhas são recentes e pouco desenvolvidos, ao contrário das Apis. Inclusive há controvérsias sobre como classificá-las zoologicamente.
No esquema da página 2 vê-se uma das classificações adotadas. A SUPERFAMÍLIA Meliponinae é dividida em três TRIBOS: Trigonini, Meliponini, Lestrimellitini. Das Lestrimellitini, grupo de abelhas sociais parasitas, foi estudado o suficiente.
Nada complicado. E nada conclusivo assim. Então, só indo olhar isso de perto.
Marcamos um encontro e ele me pegou no caminho da Floresta da Tijuca. Pronto, lá vem esse louco pensando que vou ficar caminhando no meio da floresta com toda essa minha adiposidade quase toda sedentária? A conversa rolou animada no carro.
Procurar vaga num domingo ensolarado na Floresta da Tijuca não é tarefa para qualquer um: MUITA gente vai pra lá, queimar uma carninha à sombra das árvores…
Logo chegamos a um lugar que eu poderia chamar de vila de abelhas, com suas casinhas (pode ser?) bem arrumadinhas e enfileiradas seguindo uma calçadinha para o pessoal (principalmente as crianças) poderem chegar perto.
O entra e sai delas denota a constante movimentação na produção daquele líquido divino.
Eis que toda uma parafernália de engrenagens e vidros, vasilhas, canos e bombinhas já estavam sendo manipuladas para a extração do dia. Um pote com aproximadamente 200ml daquele ouro. Um gosto suave, distante daquele sabor muito açucarado das que já povoam nossas papilas gustativas por tempos. Um toque levemente ácido, mas saboroso, instigante.
Provei. Gostei e recebi uma incumbência: preparar um prato com ele para que pudesse servir de estímulo para outros apreciadores destas maravilhas que só a mãe Natureza pode nos dar na boca.
Mas, antes de voltarmos para casa, ainda fizemos a troca de casas de uma família delas. Era preciso o remanejamento para manter a família integra. Feito isto, voltar para casa com a cabeça fervilhando.
Bem, o tempo foi passando e eu precisava concluir esse trabalho…
Ai, fui levado pela vida a comer, novamente, filé de tilápia chamada de Saint Peter. Avesso aos pescados produzidos em cativeiro, mas curioso de revisitar esse sabor que um dia havia me apaixonado ao experimentá-lo no restaurante do Boliviano-Amigo Checho Gonzales, lá fui eu para as caçarolas ou, como queiram, às frigideiras.
A manteiga de ervas tinha apenas salsinha e alecrim, finamente picadas e secas para “dar a graça” de umas pintinhas verdes no amarelo dela. Um dedinho de óleo de olivas serviu de fundo para aquele belo filé com a marca escura dos caminhos da sua espinha central. Quieto ali, ficou dourando. Virado para complementar o bronzeamento, um fino fio do ouro líquido colhido na Floresta caiu sobre o filé, de forma que ele caísse na frigideira e complementasse o trabalho.
Um creme de frutos da terra (batata “inglesa” e doce) cozidas com casca e no vapor, foram passadas em peneira de malha fina e adicionada uma pequena porção de manteiga sem sal.
Sobre o creme, folhas de espinafre ao vapor serviam de base para o peixe. Azeite denso português e flor de sal completaram.
Simples assim. Delicioso assim.
Vais fazer?

terça-feira, 19 de março de 2013

Mel de Jataí


Estamos disponibilizando para venda um excelente mel de jataí em charmosas garrafinhas de vidro de 100 ml e com peso bruto de 140 g.

De delicioso sabor e bela cor, o  mel foi coletado recentemente pelo meliponicultor Fabio Moacir Welter do Rio Grande do Sul e assim que recebemos tratamos de coloca-lo para maturar, que é um processo de retirada dos gazes que ocorrem naturalmente por conta da atividade natural das leveduras presentes no produto e também para diminuir um pouco a umidade. Assim, o mel fica conservado por um bom período sem perder o sabor ligeiramente ácido. Aliás, se você provar um mel fresco e comparar com o sabor do mel maturado, muito provavelmente vai gostar mais do maturado.

A maturação tem se mostrado suficiente para manter o mel das abelhas nativas estável, mesmo quando não conservado sob refrigeração (condições ideais)  e dentro dos parâmetros para o consumo por um período superior a um ano.

É sabido que abelha jataí fabrica um mel delicioso e reconhecido pela sabedoria popular como medicinal, mas é antes de tudo, um ótimo alimento, com grande potencial na gastronomia.

Entretanto, a quantidade é muito limitada, na maioria das vezes não chegam a produzir 1 kilo por caixa a cada ano.

Para os moradores de Vitória que residam na região de Bento Ferreira, Praia do Canto e imediações podemos analisar a possibilidade de entregar em domicílio.

Para mais  informações escreva para gente no endereço meliponariocapixaba@gmail.com  ou telefone para 27- 9814.1687.

João Luiz


 

segunda-feira, 11 de março de 2013

Gugu cultiva seu próprio mel no jardim de casa


O apresentador mostrou sua colmeia no Instagram

Gugu cultiva seu próprio mel no jardim de casa - Reprodução


Gugu Liberato parece que nem mora em São Paulo com as coisas que ele colhe no jardim da casa dele. Depois de mostrar cogumelos gigantes, o apresentador compartilhou no Instagram o seu próprio cultivo de mel, nesta quinta-feira (07).
“Na minha casa tenho três caixas simples de madeira e cultivo meu próprio mel. A abelha é do tipo Jataí, que não tem ferrão. Até quem mora em prédio pode ter na área de serviço uma caixa dessas. E o mel é delicioso”, ele escreveu na rede social.
Na foto, Gugu aparece no quintal, segurando o potinho de mel que acabou de tirar das caixas de madeira. 

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Meu meliponario urbano



Olá amigos,

Gostei bastante de ter parte de minhas abelhas mais perto no meliponario urbano em Cariacica na Grande vitória. Ali tenho muita planta, e agora também bastante mato devido chuvas recentes. Não vai ser nada fácil para especulação imobiliaria me tirar esta área apesar da incrível valorização recente. Por enquanto é meio que improvisado, mas em breve estará bem produzido e organizado com suportes bacanas. Agora que vi que realmente é possível manter abelhas no espaço urbano, e nem é tão trabalhoso, vou investir para que fique um espaço bem agradável.


Vista parcial do meliponario. No centro e à direita as "caixas capixabas" de isopor 

Esta mondury está com apenas 4 semanas já está com uma bela postura. É a minha primeira divisão da espécie que, alias, muito tem me agradado. Havia ouvido dizer que são um pouco complicadas mas não me parece não. A jovem rainha é moderninha e resolveu inovar fazendo a postura helicoidal. Não sei se por ter ido na conversa da rainha irai, ou se é para tentar bater algum recorde de postura. O fato que realmente está se desenvolvendo muito rapidamente.


As duas matrizes da espécie estão cada vez melhores mesmo uma tendo sido  pouco alimentada na transferência enquanto que a outra não alimentei. Uma, em caixa Fernando Oliveira estava com postura e alimento nas duas alças, assim, este desdobramento sequer necessitou ser alimentado. A outra, em um grande caixotão vertical, não alimentei já que é difícil até de abrir a porta devido à madeira empenada. Quando abri, estava cheia de mel. Fiquei surpreso por ter se mantido com tanto alimento no espaço urbano  





Multipliquei esta colônia a apenas três dias. Foi mais complicado, pois em caixas assim, temos que ficar procurado a postura e os potes atrapalham. Neste caso, os favos nascentes estavam em baixo. Com uma espátula fina fui quebrando os pilares de sustentação até se soltarem dos discos mais verdes. Algumas células acabaram danificadas, assim, retirei as ninfas para não atraírem os forídeos. Mas valeu o trabalho extra  pois consegui levar para nova colônia discos com abelhas eclodindo e vários bebês, ou melhor abelhas aderentes, o que ajuda muito. Agora é torcer para que também este desdobramento finge. Estou acreditando que dará certo, pois ultimamente tenho andado com "mão boa", mantendo o índice de 100 % de aproveitamento em 2012. Só espero que isto se mantenha agora na segunda quinzena de dezembro, quando finalmente poderei realizar os manejos nas uruçus capixaba no meliponario rural.

Jataí, que por incrível que pareça possuo apenas três colônias, fiz um desdobramento que está com rainha em postura e ganhei um enxameamento em isca no próprio meliponario. Como vou espalhar mais isca, espero aumentar um pouco mais o plantel.
As desdobras de mandaçaias neste meliponario foram feitas para as novas caixas de isopor que bolei e estou inciando os testes com ajuda do Julio (Meliponarios Aracruz e Ilha do Mel). Agora  temos um novo parceiro nos testes, que é o experiente Ozenio da agradável Conceição do Castelo, que está esperando apenas que loja de isopor entregue o material. Estamos acreditando muito nestas caixas de isopor revestido. Pretendo em breve preparar uma postagem sobre elas.

Por enquanto foram apenas dois desdobramentos para estas caixas, ambos muito recentes, sendo que nos dois casos a aceitação pelas abelhas por este tipo de moradia foi tranquilo e já existe postura.



  









  

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

DESDOBRAMENTO EM CAIXA IMPA QUANDO A POSTURA NOVA ESTÁ EM CIMA

Amigos,

Para se realizar a divisão com caixas modulares IMPA, basta separar o ninho do sobre ninho, sem deixar de observar se o enxame está bem forte, é claro. A parte que está com as abelhas nascendo - favos mais claros - deve ficar no local onde estava a colonia que doará campeiras (pode ser mesma que doou os discos - 1 x1 - ou uma outra - 2 x1)

Teoricamente, não importa onde ficou a rainha; teoricamente. Vejamos:

Se a postura nascente estiver na alça de cima da caixa, será bem mais tranquilo já que ao perceber a abertura da caixa, digo, separação das alças de ninho e sobre ninho, a rainha descerá para a parte de baixo (ninho) como defesa.  Assim, vamos retirar a parte de cima com as abelhas nascendo ou em vias de eclodir, colocaremos em um fundo ou sobre outra alça vazia, conforme a caixa e tampar deixando a divisão no local em que está a caixa doadora de campeiras. Isto é claro, sem esquecer de vedar bem todas as frestas. A caixa doadora de campeiras vai para outro local.

Entretanto, se a postura nova estiver na parte de cima e os discos nascentes estiverem em baixo, a coisa fica um pouco diferente exigindo um manejo mais cuidadoso.  Isto porque teremos que usar a parte de baixo para formar a a nova família e como eu falei antes, apesar de que, em teoria a rainha estaria em cima realizando postura, a tendência natural é que no momento do manejo ela  fuja e se esconda no fundo onde estão os discos novos que originarão a nova família.

Ocorrendo isto estaremos levando para divisão, discos  nascentes, a rainha e uma boa parte das campeiras. A  caixa mãe ficará em uma situação complicada com os discos verdes  que demorarão muito tempo para começarem os "nascimentos" e com poucas campeiras.  Boa parte das campeiras vai morrer de velhas e ainda não terá começado os nascimentos. Com isto, esteremos correndo o risco de perder a mãe.     

Concluindo então, considero que é viável a realização de desdobramento em caixa IMPA, mesmo quando os discos nascentes estão no ninho inferior e o procedimento deverá ser o de manter esta parte no local onde está a caixa-mãe que deverá cuidadosamente levada para outro local, sendo muito importante, neste caso, verificar  onde ficou a rainha, e no caso provável dela ter ficado no desdobramento deverá ser devolvida para a caixa originária. 

Mais cuidado ainda, deverá ser tomado no caso dos desdobramentos 2 x 1, quando uma colônia fornece os discos e uma outra doa as abelhas campeiras, já que colocar a rainha junto de campeiras de outra colônia poderá ser fatal para ela.


segunda-feira, 24 de setembro de 2012


No dia 09/09 o Jornal do Campo (Tv Gazeta/Globo) vinculou uma reportagem em que mostra a utilização de abelhas nativas na polinização de maçã.

Veja a matéria:

http://globotv.globo.com/tv-gazeta-es/jornal-do-campo-es/v/veja-o-jornal-do-campo-deste-domingo-9/2130384/

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Meliponicultura foi sucesso na GranexpoES

A GranexpoES, o maior evento do agronegócio do ES, e um dos maiores do Brasil, ocorreu de 08 a 12 agosto. A feira foi visitada por mais de 100 mil pessoas que puderam conhecer as abelhas-se-ferrão. A presença de nossas nativas só foi possível graças ao apoio que temos recebido da Federação Capixaba das Associações de Apicultores (FECAPIS) e do SEBRAE. Ficamos muito agradecidos pela oportunidade.

Cinco criadores do Grupo Capixaba Pró - meliponicultura se uniram para montar um meliponario composto de 20 colônias de 8 espécies e se revesaram para dar conta da grande demanda já que o público     ficou realmente encantado com nossas abelhas silvestres.

O sucesso foi tanto, que em determinados momentos, mesmo tendo cinco e até mesmo seis pessoas atendendo aos visitantes simultaneamente,  havia gente esperando alguém desocupar para poder conversar ou degustar o mel


Apesar de que o  nosso interesse maior era o dar uma maior visibilidade para  a meliponicultura, até porque a maioria dos meliponicultores não possui neste ano um plantel  que permita a realização de negócios, muitos nos procuravam desejando adquirir colônias e mel. Isto foi muito bom, pois assim, ficou claro o potencial da meliponicultura como negócio. Isto fez o SEBRAE ratificar o apoio para o desenvolvimento da atividade. O  coordenador de apicultura da instituição, Adriano Matos Rodrigues, afirmou que para a próxima feira destinará um espaço maior para a meliponicultura e que oferecerá uma melhor estrutura, inclusive com a contratação de paisagismo.

As abelhas não se fizeram de rogadas e saíram sem timidez a voar nas imediações do meliponario. O destaque foi uma colônia de uruçu capixaba que descobriu uma boa florada e ficou num movimento intenso. As abelhas entravam recobertas de pólen e não se cansavam de posar para os fotógrafos.

Convidamos o biólogo José Lúcio que a 10 anos vem trabalhando em um eucalipto especial para abelhas.  Floresce quando ainda é  uma pequena muda e segundo o produtor, permanece florido durante praticamento todo o ano. Pudemos comprovar a eficiência da planta que só de se observar as flores, já se percebe a fartura de néctar. Em pouco tempo já estavam sendo visitas pelas nossas abelhas. Pude ver uruçu amarelas, mandaçaias e também jataí nas flores. Milhares de mudas foram encomendadas.


 Foi Grande o interesse do público

 João Caniçali, marcelino (Meliponario Neblina) João Luiz (Melip. Capixaba) 

 Julio (Meliponario Aracruz) Marcelino (Meliponario Neblina), Adriana e Artur (Meliponario Capixaba)

Artur e Adriana (Meliponario Capixaba) observando visitante

 
Stand da Federação Capixaba das Associações de  Apicultores (FECAPIS)

Meliponicultura atraindo a atenção das crianças 


Eu, João Luiz (Meliponario Capixaba)



 Os visitantes puderam degustar mel das abelhas-sem-ferrão 

 Visitante fascinado com as abelhas

 Marcelino (Meliponario Neblina) atendendo visitantes


A curiosidade do publico foi grande, mas fomos incansáveis 


mandaçaias, jatai, irai, capixaba, uruçu amarela, moça branca, Marginata, e diferentes mirins foram expostas













   

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Eucalipto de Floração Permanente

Em fevereiro divulgamos o trabalho do Sr. José Lucio Batista que está desenvolvendo um eucalipto especial para as abelhas. Dependendo do clima e da geografia de onde for plantado, fica florido durante todo o ano.


Desde então, tenho recebido menssagens perguntando como comprar esta nova espécie. Ainda não sei quando estará disponível, mas não deve demorar muito. Vou procurar ficar em contato com ele e não deixarei de divulgar.


Ele me informou que continua produzindo mudas. Segundo esclareceu, um pequeno jardim clonal foi plantado agora em janeiro de 2012 e já está abrindo flor a algum tempo.
O mesmo clone  foi plantado na sacola (2 mudas) no mês de fevereiro e já está em flôr e com novos botões florais. Isso consideranado que ele deixa essas mudas passarem por todas as deficiências, tanto minerais quanto Hídricas.


Segundo o produtor, eucalíptos que foram plantados a uma altitude acima de 500 metros ficam floridos durante mais 7 meses ininterruptos e depois de uma interrpção de apenas dois meses a florada retorna. Já árvores estão em áreas mais baixas, como é o caso  de Santa Leopoldina - ES, nunca pararam de produzir flôr ao longo de 10 anos ( sendo o mesmo clone - mono clonal)

Abaixo algumas fotos de mudas, inclusive uma com apenas 15 cm de altura já com botões florais. 








terça-feira, 31 de julho de 2012

Caixas alternativas para abelhas - sem - ferrão



Sempre procuramos uma caixa eficiente e de custo acessível. Vários meliponicultores estão pesquisando alternativas econômicas e duradouras para substituir a madeira, sem deixar de oferecer conforto e segurança para as abelhas.

Barro, cimento convencional, cimento aerado, polietileno, isopor estão sendo testados.Até peças de eletrônicos, sobras de diferente materiais ou conjunto de materiais podem ser incluídos na construção de caixas quando misturados ao cimento. 

Vamos aqui falar três experiências distintas vindas de diferentes regiões:

A primeira, vem de Pilar do Sul - São Paulo. O meliponicultor Nilton Brisola buscou construir uma caixa com a máxima redução custo e reaproveitando materiais. Utilizando baldes de gordura vegetal como fôrma, mais cimento e vermiculita ele construiu colmeias. 

Para tanto, bastou cortar o balde cônico,utilizando a parte de cima, mais larga para servir como a parte externa da forma  e a parte inferior, mais estreita, como a parte interna. Pode-se também usar baldes distintos com diferentes larguras dependendo da espessura que se deseje para as paredes das colmeias.

A parte interna ele corta com 14 cm e parte externa com 12 cm. Depois de colocar a parte interna sobre um pedaço de papel, basta depositar uma camada de  2 cm de cimento sobre este papel para fazer o fundo, em seguida coloca a parte externa e enche o meio o meio de cimento para fazer a parede. Segundo ele, com boa vontade e criatividade  logo se chega  ao objetivo.


  





Uma outra maneira de se construir caixas alternativas às de madeira, vem sido utilizada por Valdemar Schmidt em Santa Catarina. Ele utiliza uma mistura de 3 partes de isopor em grãos para uma parte de cimento comum  mais um pouco de água e mexe até formar uma massa dura que servirá de enchimento das formas que faz de madeira. Depois de seco passa uma nata de cimento para dar mais resistência

Para uma melhor aceitação por parte das abelhas, imagino que deva ser interessante também, um banho com cera de ápis derretida ou também aplicação de verniz ecológico preparado com o geoprópolis das abelhas nativas.








Já em Raposos -  Minas Gerais - José Geraldo Araujo, a exemplo do Eurico Novy (no topo deste blog há um botão para a pagina caixa novy),  adotou o cimento aerado que é o resultado da mistura de cimento, água com um aditivo como o ESPUMOGEN. Estes elementos são agitados em betoneira ou mesmo improvisando com uma máquina de furar até se criar uma espuma que depois de depositados nas formas. O resultado é um material muito leve e que isola muito bem o calor e os ruídos.

José Geraldo optou por simplificar as caixas já que as novy são multo complexas, segundo palavras do José Geraldo, quase que obras de arte.

Ele utiliza tubos de PVC de diferentes tamanhos como formas, conforme o tamanho da caixa que deseja fazer para as mais diferentes espécies de abelhas. Como fundo do sobre ninho e melgueira utiliza acrílicos destes dos boxes de banheiros.




Mostramos aqui um pouco do que se tem feito pelo Brasil afora. Mas muito mais ações estão acontecendo.
É possível misturar as idéias e desenvolver diferentes experiências a partir do que já foi feito. Mas nunca se esqueça que mais importante são as abelhas. Se com determinado experiemento as colônias estiverem  enfraquecendo, troque para outra caixa e depois verifique se foi a caixa experiemental ou algum fator externo.

Caso você esteja tenha desenvolvido algum projeto no gênero, e a exemplo dos meliponicultores citados quiser optar por compartilhar, o Meliponario Capixaba faz questão de  mostrar. Entre em contato.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Meliponicultura presente na 36ª GranexpoES


A meliponicultura ganhou uma boa oportunidade de divulgação:
Com o apoio do Sebrae e Rede Apis, os meliponicultores terão um espaço no mesmo stand destinado aos apicultores.

O Grupo Capixaba Pró – Meliponicultura vai levar caixas IMPA, Novy e também estilizadas com diferentes espécies de abelhas sem ferrão. Pretendemos ainda distribuir cartilhas de divulgação da atividade e também material de pesquisa que poderá ser consultado. Pretendemos ainda exibir vídeos.

Estamos vendo este momento mais como uma oportunidade de divulgação e de conseguir mais adeptos.  Não existe um interesse maior na realização de negócios, até porque não ainda temos por aqui uma expressiva quantidade de colônias e de mel para isto.  

Outro fator importante na participação no evento, é que nestas oportunidades ficamos conhecendo criadores que estão dispersos pelo Espírito Santo e uma maior integração fundamental para o desenvolvimento da atividade.

A GranExpoES é o maior e mais tradicional evento de negócio rural do Espírito Santo e um dos maiores do setor agropecuário no país, com mais de 100 mil visitantes anualmente e lugar cativo no coração dos capixabas da capital e do interior.

A programação da GranExpoES 2012 conta com atrações diversificadas que atendem às expectativas dos mais variados públicos. No evento, é possível fazer negócios, ampliar os conhecimentos técnico-científicos relacionados às cadeias produtivas do Espírito Santo e ainda desfrutar de diversão e entretenimento variados. Além dos tradicionais leilões, Exposição Estadual Agropecuária, Concurso Leiteiro, Feira Náutica e Feira de Máquinas, a GranExpoES traz também atividades lúdico-educativas para crianças e adolescentes na Rota Geração Futura. Tem ainda Feira dos Municípios, Festival da Cultura Capixaba, Espaço Gourmet e muito mais. Saiba mais sobre cada uma das atrações pelo site do evento: