terça-feira, 26 de junho de 2012

Cick para ampliar

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Pasto para melipona: Ipê-de-jardim - Tecoma Stans

Ipê de jardim (Tecoma Stans)  não é muito citada dentre as plantas indicadas para formação de um pasto para nossas meliponas. Este esquecimento é uma injustiça pois tenho visto uma ótima visitação nestas plantas em meu meliponario urbano, mesmo com diversas plantas de maior fama também estarem floridas. É o caso das jabuticabeiras, pés de pitanga, amor agarradinho e jambo para citar apenas algumas.

Existe vários nomes populares para a espécie: Ipê-amarelo - de jardim, ipêzinho - de - jardim, bignônia-amarela, sinos-amarelos, ipê-mirim, guarã-guarã,  carobinha e  amarelinho dentre outros. Trata-se de uma planta perene e exótica, originária do México e sul dos Estados Unidos.

Apesar de ser uma boa opção para os meliponarios urbanos por oferecer uma floração farta durante quase todo o ano, inclusive durante o inverno, deve-se ter cautela na utilização nos meliponarios rurais, já que é considerada uma planta invasora que pode vir a atrapalhar a recuperação de áreas  pois é capaz de produzir muitas sementes férteis que são aladas. Além disso, é uma planta de crescimento rápido e que se espalha muito formando aglomerados que abafam a vegetação nativa.

O ipê - de - jardim é uma pequena árvore que alcança até seis metros e apresenta folhas de bordas serrilhadas e flores amarelas em forma de sino, muito parecidas com as flores do ipê amarelo. Trata-se de uma planta rústica que gosta de sol pleno e de solo fértil, enriquecido com matéria orgânica. Prefere clima mais quente, entretanto, e tolerante às geadas. Pode ser multiplicado por sementes e por estaquia.










Cidades podem salvar os insetos polinizadores

Cidades podem salvar os insetos polinizadores

As cidades contêm uma diversidade enorme, como jardins e reservas naturais

15 de junho de 2012

Fonte: portaldaeducação.com.br


Cidades podem salvar os insetos polinizadores
Cidades podem salvar os insetos polinizadores
Uma equipe de pesquisadores vasculhou 12 cidades da Grã-Bretanha para fornecer o número de insetos polinizadores – como abelhas, borboletas, besouros e moscas – que podem ser encontrados nas áreas urbanas.

Além dos centros urbanos, a pesquisa também foi feita em 12 habitats agrícolas e em 12 reservas naturais. Tudo isso para descobrir onde os insetos estão escolhendo viver, e como são as condições de cada lugar.

Por incrível que pareça, por mais que a expansão urbana tenha sido associada à diminuição dos animais selvagens, os pesquisadores suspeitam que as cidades ofereçam um improvável paraíso para esses insetos essenciais. Parece coisa do filme Vida de Inseto, não?

As cidades contêm uma diversidade enorme, como jardins e reservas naturais. E os jardineiros ajudam muito nesses locais. Ruas residenciais de Bristol, na Inglaterra, são um exemplo disso. Lá, existem conjuntos ecléticos de plantas, cuidadosamente plantadas e cuidadas, livres de ervas daninhas – e com isso, vêm uma abundância de insetos zumbindo e polinizando.

Nas cidades, também há uma maior diversidade de flores. É como se muitos habitats pudessem ser encontrados no mesmo lugar – um banquete para os insetos.

Já os habitats agrícolas podem deixar os polinizadores famintos em algumas situações. Quando eles chegam em abundância, as flores são disputadas, e há poucas para cada um. Em reservas naturais, a escolha da planta pode ser limitada também, sem tanta diversidade e abundância quanto nas cidades.

80% das espécies de plantas britânicas dependem da polinização de insetos. Mas tem havido um declínio dramático no número de polinizadores nos últimos anos, o que tem sido associado com mudanças ambientais, pragas e doenças.

Uma espécie que tem sido particularmente atingida é a abelha. Nas últimas décadas, o número de apicultores tem diminuído na Grã-Bretanha e o número de colméias também. Com isso, podem não haver polinizadores suficientes para as plantas. Mas o número de apicultores urbanos tem crescido nos últimos tempos, visto os benefícios que elas trazem ao ambiente urbano.

Descobrir onde os insetos polinizadores vivem com qualidade pode ajudar a aumentar o número deles. Se eles estão bem nas cidades, muito pode ser feito para que as selvas de concreto se tornem ainda mais atraentes para esses insetos vitais.

Se os pesquisadores descobrirem o que está limitando a vida dos insetos nas cidades, será possível consertar isso, acrescentando ainda mais alimentos e recursos. Se todos fizerem a sua parte, as cidades podem ser ainda mais habitadas pelos insetos, que tão importantes para a vida das plantas, que são tão importantes para nós. Todos ganham!
Fonte: hypescience.com

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Produzindo Mel de Jandíra

Mesmo com a seca que assola municípios do interior, criadores de abelha encontram saída para sustentar família
Itatira. A busca da harmonia entre as atividades econômicas e a preservação dos recursos naturais demanda ações bastante abrangentes, exigindo uma ampla ação cooperativa multidisciplinar. Isso mostra o quanto o homem sertanejo encontra saídas para o convívio com a seca. Mesmo em situações adversas, agricultores deixaram para trás a enxada e as sementes e deram início a outro meio de vida.

Produtores de Itatira observam as abelhas no trabalho das colmeias Fotos: Antônio Carlos AlvesPai e filho estão dando exemplos de criatividade no Município de Itatira. A criação de abelhas sem ferrão. A primeira colheita de mel de Jandaíra na localidade de Arisco - São José, a cinco quilômetros da sede de Itatira, é como um " trabalho de parto". Até o pote ficar cheio, zelo extremo com a higiene e cria. Os criadores chegam a ouvir e conversar com as abelhas. A produção de mel, além dos benefícios para a saúde e ao meio ambiente, está transformando a vida de agricultores familiares da região serrana. Francisco Sousa Loiola, de 62 anos, e Milton Carlos Cabral Loiola, de 36 anos, estão entre os maiores criadores de abelhas nativas, abelhas sem ferrão ou indígenas do Estado do Ceará.

Numa área protegida por alpendres cobertos com telhas, estão instaladas 81 colmeias de Jandaíra, três de Cupira e uma de Tuíba, abelhas que vivem em regiões protegidas dos ataques do homem e da degradação ambiental. Para se ter uma ideia da preservação dos criadores de Arisco, é que os cortiços são feitos de troncos de árvores perdidos no meio da caatinga e reaproveitados para moradas das abelhas nativas. "São pedaços de madeira tirados do meio ambiente e transformados em espaços para abrigar as Jandaíras", frisa Milton Carlos.

Segundo Francisco Sousa, quando o inverno é bom dá para se colher entre um e dois litros de mel de Jandaíra por ano. "Com essa seca, uma das maiores da história do Nordeste, iremos produzir em torno de um litro e meio por cada colmeia. É um negócio rentável. Cada litro custa hoje R$ 100,00", explica. A previsão é de produção de 100 litros de mel.

O filho, Milton Carlos, diz que a criação das abelhas nativas mudou o seu conceito em relação ao meio ambiente. "Antes eu não tinha muito interesse por esse negócio de preservar a natureza. Hoje vejo outra realidade e o que é mais importante, consigo repassar para meus amigos a importância desse processo para a preservação das espécies", frisa.

Além da Jandaíra, Milton Carlos cria três colmeias de Cupira, que produz dois litros de mel por ano a preço de R$ 25,00 e uma Tuíba, que garante um litro e meio ano do produto que custa R$ 30,00. "Toda a nossa produção já está encomendada para a Capital cearense. Vendemos para empresários da região do Centro de Abastecimento da Ceasa", diz.

Outro que cria Jandaíra é João Batista dos Santos, de 46 anos, conhecido em Itatira por Sidoca e que mora há 819 metros acima do nível do mar. Há dois anos entrou no ramo e já conta com dez colmeias, chamados também de cortiços. "É um negócio em expansão e multiplicação. De um enxame estou fazendo dois". De acordo com o produtor, quando a flora é boa a produção chega de 1 a 2 litros - ano. "Nossa região é rica em marmeleiro, retirina, flor do feijão, cabeça branco, arapiraca, grinalda, entre outros, as plantas que auxiliam na fabricação do mel".

"Tudo que estiver pronto para comercialização será levado em julho para a Expoece em Fortaleza. O produto é muito apreciado na Capital, por ser um mel diferenciado e medicinal", diz. Para Sidoca, criar abelhas é mais rentável do que criar galinhas, os custos são mínimos e não exige muito cuidados, porque a Jandaíra é nativa do campo e ajuda a preservar o meio ambiente.

A extinção dessas espécies causaria um problema ecológico, uma vez que são responsáveis, dependendo do bioma, pela polinização de 80 a 90% das plantas nativas no Brasil.

Mais informações
Rua: 25 de março - 1060
Bairro do Conjunto, Itatira
(88) 8124.6724
Assentamento Santa Terezinha
Itatira - Ceará

Projeto trabalha na preservação de abelhas
Itatira. Conscientes do problema, os técnicos Domingos Sávio, da Emartece de Canindé, e Aníbal Moreira, do Instituto Agropolos do Ceará, trabalham um projeto de preservação e expansão da abelha Jandaíra, nos Sertões de Canindé. Domingos Sávio lembra que o Governo brasileiro, por meio do Conselho Nacional do Meio Ambiente, publicou no Diário Oficial da União, em 17 de agosto de 2004, resolução nº 346 de 06 de julho de 2004, que disciplina a utilização de abelhas silvestres nativas bem como a implementação do meliponário. Para ele, que todas as quartas-feiras visita a região de Itatira para prestar assistência aos criadores de Jandaíra, sabe-se que somente a criação de uma legislação normativa não é suficiente para preservação de espécies da fauna e flora nativa. "É necessário também um programa informativo visando a capacitação e sensibilização, para que os produtores não só sejam conscientizados, mas também sejam capazes de mobilizar e informar aos seus vizinhos sobre os problemas", explica.

O litro do mel de Jandaíra custa R$ 100,00, pela sua raridade na produção. A previsão dos produtores é chegar ao patamar de 100 litros de mel neste ano
"Precisamos criar mecanismos para evitarmos a retirada indiscriminada dessas abelhas da mata. A criação dos meliponídeos deve ser realizada com responsabilidade para evitar a extinção das abelhas e a médio e longo prazo, a extinção desse importante agente polinizador", alerta Domingos Sávio.

Dóceis
"A criação de abelhas sem ferrão tem baixo custo e manejo fácil. Como as espécies são dóceis, não é necessário o uso de roupas e equipamentos de proteção para lidar com elas. Outra vantagem é que a atividade pode ser realizada até em áreas urbanas, como o quintal de uma residência, convivendo com pessoas e animais domésticos, desde que haja vegetação na vizinhança". Essas espécies vivem em colônias compostas por muitas operárias, que são as responsáveis pela construção e manutenção das colmeias, e por uma rainha geradora de ovos, que dão origem a novas abelhas. Os ninhos em geral, são instalados em troncos e galhos de árvores, mas também podem ser encontrados em mourões de cerca, alicerces de construção, cupinzeiros e locais subterrâneos, como formigueiros. Com ou sem ferrão, as abelhas têm uma função importante na natureza. São polinizadoras de plantas, permitindo a floração e a produção de sementes e frutos.

As abelhas são fundamentais para a manutenção da vegetação natural e cultivada, pois, pela polinização e consequente produção de frutos e sementes, contribuem para a perpetuação de muitas espécies nativas e de culturas agrícolas. São importantes formadores de renda para as populações rurais e peri-urbanas, pois aumentam e melhoram a produção de frutos, além de possibilitar a comercialização de mel, própolis, pólen e das próprias colônias.

ExtinçãoNo entanto, apesar desse papel como elemento fundamental à sustentabilidade das áreas com vegetação natural, a maioria da população desconhece a existência e a importância das abelhas nativas. E para salvar as abelhas indígenas, o que fazer? Segundo pesquisadores do tema, serão necessárias algumas ações primordiais como: que cada criador brasileiro, com consciência ecológica, crie 60 colônias de uma única espécie de abelha sem ferrão de sua região, para evitar a endogamia; que este processo seja iniciado com as espécies de Melipona de cada região, as mais atacadas por meleiros e as que estão mais próximas da extinção.

ANTÔNIO CARLOS ALVESCOLABORADOR

Livro "POLINIZADORES NO BRASIL: Contribuição e Perspectivas para a Biodiversidade, Uso Sustentável, Conservação e Serviços Ambientais"

Prezados colegas,
temos a grata satisfação de anunciar que o livro "POLINIZADORES NO BRASIL: Contribuição e Perspectivas para a Biodiversidade, Uso Sustentável, Conservação e Serviços Ambientais" está à venda pela EDUSP:  http://www.edusp.com.br/detlivro.asp?ID=413445

Este livro é o resultado de pesquisas promovidas pelo Instituto de Estudos Avançados da USP, cujo objetivo do estudo era conhecer a situação dos polinizadores do Brasil, seu impacto na agricultura, na biodiversidade e no agronegócio; o estudo reuniu, no total, 85 pesquisadores de 36 instituições científicas do país. O volume inicia-se com estudo da conservação de biomas e as síndromes de polinização e polinizadores vertebrados, apresentando uma lista inédita destes, reunida por especialistas brasileiros. Em seguida, os artigos concentram-se nas abelhas, os polinizadores mais manejados para a agricultura. Tratam também de modelagem climática, trazendo um resumo do que se conhece sobre o tema e apresentando três estudos de caso. Por fim, os autores apresentam uma proposta de estratégia de desenvolvimento da área. O livro não esgota o assunto, mas representa uma mobilização da comunidade de estudos sobre abelhas e polinizadores do Brasil em torno do tema.
Atenciosamente,
Os organizadores

terça-feira, 22 de maio de 2012

Manual Tecnológico - Mel de Abelhas em Ferrão.

O ISPN, no âmbito do projeto FLORELOS, com o apoio da União Européia, lançou a terceira publicação da série, Manuais Tecnológicos, que foi iniciada com dois importantes símbolos vegetais para a agricultura familiar e a conservação dos ambientes naturais do Cerrado brasileiro, o Pequi (Caryocar brasiliense) e o Baru (Dipteryx alata).
O terceiro volume é dedicado à importância que as abelhas nativas sem ferrão oferecem à renda das famílias de agricultores e, principalmente, à manutenção das espécies nativas.
O Manual Tecnológico Mel de Abelhas sem Ferrão foi produzido a partir do conhecimento das famílias de agricultores, povos e comunidades tradicionais e o desenvolvimento de pesquisadores, que optaram por realizar sua pesquisa-ação, para o benefício direto aos produtores familiares e, consequentemente, à rica fauna nativa das abelhas sem ferrão.

Este manual foi organizado pelo meliponicultor Jerônimo Villas Bôas, atuante companheiro,  reside atualmente na Paraíba e desenvolve projetos ambientais pelo Brasil, inclusive no Espírito Santo, onde está em vias de implantar um projeto de meliponicultura junto às aldéias indíginas de Aracruz.

Quando se visualiza o título do ótimo trabalho que aqui apresentamos a impressão é de que se trata de material específico sobre o mel de meliponas, mas ao abrir, observa-se que se trata de um trabalho que trata de diferentes temas, com espécies manejos, caixas... enfim, trata da meliponicultura como um todo. As belissímas fotografias são um deleite.

Parabéns Jerônimo, você preparou um maravilhoso trabalho.  

Abaixo postamos atalho para que vocês possam conhecer um pouco mais sobre o Instituto Sociedade, Populaçao e Natureza e também,  é claro, para o manual. Boa leitura.




http://www.ispn.org.br/categoria/editais-e-documentos/publicacoes/


 

Para acessar o manual clique no link abaixo:
www.ispn.org.br/arquivos/mel008_31.pdf

Para acessar a página do Instituto Sociedade, População e Natureza:

http://www.ispn.org.br/



Congresso conscientiza sobre importância da polinização


21 de maio de 2012

Pesquisas da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) envolvendo abelhas sem ferrão serão apresentadas no 19º Congresso Brasileiro de Apicultura e 5º Congresso Brasileiro de Meliponicultura, que se inicia nesta terça-feira (22), em Gramado. Além de trabalhos e palestras sobre tema, haverá duas clínicas tecnológicas dirigidas a produtores sobre boas práticas agrícolas envolvendo a polinização.
Um meliponário, com mais de 40 colméias de abelhas sem ferrão, será instalado no local pela Emater, com apoio técnico da pesquisadora Sídia Witter, da Fepagro, que integra a comissão organizadora dos eventos. As colméias do meliponário foram obtidas junto a pequenos produtores da região. A intenção do projeto é promover a conscientização popular sobre a importância das abelhas nativas e da polinização.
A Fepagro disponibilizará também duas clínicas tecnológicas direcionadas aos produtores. Numa delas, boas práticas agrícolas para a manutenção de polinizadores serão demonstradas numa maquete de propriedade rural, enquanto na outra, serão fornecidas orientações sobre abelhas sem ferrão em ambiente natural.
- Os eventos vão reunir especialistas de várias áreas, tanto relacionados a Apis mellifera (abelha comum) quando às diversas espécies de abelhas sem ferrão.É uma oportunidade ímpar para aprender, não só com os demais pesquisadores, quanto com os produtores e agricultores presentes -  comenta Sídia.
Serão apresentados trabalhos sobre as pesquisa de monitoramento da polinização da canola, da qual faz parte a Fepagro, em conjunto com a Pontifícia Universidade Católica (Pucrs) e a Universidade de Caxias do Sul (UCS); e sobre um estudo envolvendo a produção de mel branco, em Cambará do Sul. O projeto da canola tem apoio das Organizações das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o do mel branco, do Ministério do Desenvolvimento Agrário.
Além disso, Sídia participa de um simpósio sobre a meliponicultura brasileira, na tarde de sexta-feira (25). Os congressos são promovidos pela Confederação Brasileira de Apicultura e Federação Gaúcha de Apicultura. Mais informações podem ser obtidas no site do evento:www.conbrapi.com.br

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Abelhas têm ideias abstratas como os mamíferos, diz estudo

As abelhas são capazes de levar em consideração as relações entre objetos, assim como conceitos abstratos – um privilégio que se acreditava reservado a cérebros como o dos mamíferos -, revela um estudo do Centro Nacional de Pesquisa Científica francês (CNRS). O fato de as abelhas poderem utilizar simultaneamente duas ideias abstratas é um resultado “completamente inesperado” que põe abaixo o pressuposto de que “a elaboração de um saber conceitual” necessita de um cérebro do tamanho do dos mamíferos, como o ser humano, destacam os cientistas neste estudo, publicado pela revista americana PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences).
Em sua vida cotidiana, o ser humano utiliza os conceitos que relacionam objetos diferentes através de sistemas do tipo: “igual”, “diferente”, “maior”, “acima de”.
A equipe do professor Martin Giurfa (CNRS), da Universidade Toulouse III Paul Sabatier, demonstrou que as abelhas também eram “capazes de gerar e depois manipular conceitos para ter acesso a uma fonte de alimento”. “O notório”, disse o professor, ouvido por telefone, “é que podem, inclusive, utilizar dois conceitos diferentes para tomar uma decisão, ante a uma situação nova”.
As abelhas demonstraram que podem conseguir água com açúcar (a sua recompensa) ou a um líquido azedo (castigo) mediante dois orifícios colocados entre imagens que variavam de posição. Se serviam para isso das noções “acima de” ou “ao lado de”, que associavam com o prêmio ou a punição. “Ao final de 30 tentativas, as abelhas passavam a reconhecer, sem equívocos, a relação que as guiaria para a água açucarada”, mesmo “quando eram utilizadas imagens que não viram nunca”, explicou o professor Giurfa.
Segundo os cientistas, a experiência pôs em destaque que as abelhas ignoravam os estímulos realizados com imagens idênticas, “demonstrando que, além dos conceitos ‘acima, abaixo e ao lado’ manipulavam simultaneamente o de ‘diferença’ para tomar sua decisão”. “Esta capacidade, que se acreditava própria dos seres humanos e de alguns primatas, demonstra que as análises cognitivas sofisticadas são possíveis, na ausência de linguagem, apesar de uma arquitetura neural em miniatura”, concluíram. Essa investigação, assegura o CNRS em comunicado, “questiona muitas teorias em âmbitos como a cognição animal, a psicologia humana, as neurociências e a inteligência artificial”. (Fonte: Portal Terra)

terça-feira, 10 de abril de 2012

Forideos

Amigos,

Desta vez tremi nas bases: Uma poderosa matriz de capixabas que escorria muita umidade, caiu e  rolou uns dois metros porque a umidade podreceu a base da caixa.

Como a caixa estava muito bem soldada  de geoprópólis ela não desmontou, senão seria fatal. Ao colocar a caixa no local, surgiu uma quantidade incrível de forídeos. Eram dezenas andando nas paredes e voando em torno. Como elas não conseguiam entrar devido a grande força e população de abelhas, optei por não abrir pois pensei que aí então com mais cheiro o ataque seria insuperável.

Primeiro coloquei três iscas externas de vinagre, que não solucionaria pois eram centenas. Daí, me lembrei de uma isca pega - mosca que comprei já faz um tempo, fabricada para controle biológico de pragas. Trata-se de peças de plástico colorido com as cores atrativas para as moscas que se deseja combater e impregnadas com uma cola adesiva em ambas as faces.
  
Daí o alívio. Pendurei  três em volta da caixa. Como as abelhas entram direto na caixa, então elas não caem nas armadilhas. Até porque, observei que elas desviam daquela coisa amarela, enquanto que os forídeos ao contrário, pousam para observar e esperar o momento do bote. Eles ficam voando em zigue -zigue em torno da caixa acabavam por cair na armadilha. Depois então que coloquei umas gotinhas de vinagre nas armadilhas é eles para elas mesmo.

 No segundo dia havia mais de sessenta forídeos agarrados em cada um dos pega - moscas fora os muitos que cairam nos potinhos com vinagre. A quantidade pousada na caixa já havia reduzido bastante. Assim, retirei o vinagre, para não "chamar" mais forídeos, permanecendo apenas o os pega-mosca.

No terceiro dia acabou a força do ataque com poucos rondando a área. Os pegas moscas ficaram lotados de forídeos grudados. Tentei uma contagem em apenas uma das faces de um deles. Havia um coisa perto cem maleditos grudados. Imaginem então que eram três, dupla face. Quanto às abelhas, apenas quatro em três dias  pousaram no pega mosca. Bastou puxar que se soltaram e saíram voando.

Estas fotos foram feitas pouco tempo depois da instalação. Mesmo assim podem observar a grande quantidade de forídeos capturados. Os pontos mais claros, são os forídeos que estão agarrados no outro lado. Depois de três dias a quantidade destes monstrinhos era muito maior. As armadilhas ficaram cheias.


Para os que se interessarem segue o contato com o fabricante: biocontrole@biocontrole.com.br



      





segunda-feira, 2 de abril de 2012

Fonte G1.com
 http://g1.globo.com/natureza/noticia/2012/04/abelhas-usam-propolis-para-fazer-automedicacao.html
02/04/2012 08h00 - Atualizado em 02/04/2012 08h00

Abelhas usam própolis para fazer automedicação

Substância tem propriedades contra fungos e bactérias.
Descoberta pode ter aplicação na apicultura.

Do Globo Natureza, em São Paulo
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O própolis na natureza é esta resina amarelada que aparece na imagem (Foto: Divulgação)O própolis na natureza é esta resina amarelada
que aparece na imagem (Foto: Divulgação)
Se você toma própolis ao menor sinal de dor de garganta, saiba que está usando este produto da forma correta, do ponto de vista das abelhas. Um estudo publicado recentemente mostra que os insetos usam o própolis em uma forma de automedicação.
O própolis é uma mistura de cera com resinas de plantas, que é produzido normalmente por abelhas – selvagens ou domesticadas – e tem propriedades que protegem a colmeia de fungos e bactérias.
A pesquisa da Universidade do Estado da Carolina do Norte, nos EUA, publicada pela revista científica “PLoS One” mostra que a produção da substância aumenta em média 45% quando a colmeia é atingida por um tipo de fungo parasita.
Se o fungo é de um tipo que não oferece perigo às abelhas, a produção de própolis continua normal. Além disto, as larvas infectadas pelo fungo são retiradas da colmeia, mais um sinal do cuidado que as abelhas têm com a saúde da comunidade.
A automedicação, no entanto, tem seus limites. Quando alguma bactéria infecta a colmeia, o aumento na produção de própolis não é significativo – e a substância tem propriedades que ajudariam na defesa das abelhas.
A descoberta pode ser útil para os criadores de abelha. “Historicamente, os criadores norte-americanos preferem colônias com menos resina, porque ela é grudenta e dificulta o trabalho”, afirmou Michael Simone-Finstrom, autor do estudo, em material de divulgação.
“Agora sabemos que vale a pena promover esta característica, porque oferece às abelhas alguma defesa natural”, completou o pesquisador.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Técnica produz in vitro abelhas rainhas da espécie jataí

Agência USP de Notícias - - MEIO AMBIENTE - 22/03/2012 - 19:51:59

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Pesquisador observou condições naturais das colônias para reproduzí-las em laboratório
Na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, um estudo inédito sobre o comportamento das abelhas Tetragonisca angustula propiciou a reprodução in vitro da espécie a fim de multiplicar suas colônias.
Como explica o biólogo Mauro Prato, grande parte dos alimentos do tipo hortifruti que o homem consome vem de plantas polinizadas por abelhas. Assim, a manipulação das colônias pode ter grande influência para a produção de alimentos.
A pesquisa Ocorrência natural de sexuados, produção in vitro de rainhas e multiplicação de colônias em Tetragonisca angustula (HymenopteraApidaeMeliponini) foi dividida em três etapas: o monitoramento do que acontece dentro da colônia (para entender a reprodução natural das abelhas rainhas e com que frequência elas e os machos são produzidos); a produção in vitro das rainhas (possível por causa dessa observação prévia) e a multiplicação da colônia. A espécie utilizada, conhecida como jataí, é nativa do Brasil e não possui ferrão. Prato enfatiza que o estudo também pode servir para a maioria das outras abelhas do tipo. O orientador da pesquisa foi o professor Ademílson Espencer Egea Soares.
Observando a Tetragonisca angustula em condições naturais, o biólogo constatou que o que determina qual larva vai virar uma abelha rainha ou uma operária é a quantidade de alimento oferecido a ela. Algumas das células presentes nos favos são maiores do que as outras, e se uma célula é maior, vai receber mais alimento. Desta célula, emerge uma rainha. Nesta observação do processo natural, Prato coletou o alimento produzido pela própria colônia que seria utilizado para a produção da rainha, além de larvas em seu período inicial de desenvolvimento. Em laboratório, reproduziu artificialmente as células reais, com tamanho exatamente igual às encontradas na natureza, e ofereceu a elas o alimento retirado da natureza (55 microlitro de alimento para cada célula, também um número exatamente igual ao observado). Este processo, que ocorre dentro de uma estufa, é a produção in vitro de rainhas. “Fizemos em laboratório o que as operárias fazem dentro da colônia”, conta. Este processo aumenta o número de rainhas, que, na natureza é considerado baixo. “Mas não é que seja realmente baixo, é o suficiente para as abelhas se multiplicarem. Porém, para o produtor, em grande escala, esse número não é o suficiente, o que mostra a utilidade deste processo”, acrescenta o biólogo.
http://www.usp.br/agen/wp-content/uploads/Nova-imagem2-300x225.jpg
Produção in vitro de rainhas: larvas em desenvolvimento
Depois do nascimento das rainhas, é feita a multiplicação das colônias. O processo se dá por meio da retirada de material (como favos de cria, abelhas operárias jovens e alimentos) de um dos ninhos de um meliponário (o local aonde se criam as colônias). Foram formadas várias minicolônias e em cada uma introduziu-se uma rainha produzida em laboratório para ser fecundada por um macho. Por causa disso, o pesquisador também fez uma observação prévia da produção de machos para poder sincronizar a sua produção com a fecundação das abelhas. As minicolônias eram levadas para um ambiente externo para a fecundação com os machos e, ao fim desta etapa, o processo estava completo e a nova colônia estava formada.
Dificuldades
O processo descrito é um dos primeiros do tipo feito no País, e encontrou algumas dificuldades no começo de sua operação. Etapas como a transferência das larvas do ambiente natural para laboratório apresentaram obstáculos devido à grande mortalidade dessas larvas, que acabavam sendo feridas pelo estilete que conduzia o processo. Na outra transferência, que leva as minicolônias já prontas para o ambiente aberto, também houve muitas baixas. Fora isso, muitas das rainhas que saíram para o vôo nupcial (para serem fecundadas) não retornaram.
Houve também rejeição por parte das operárias em algumas rainhas. Pelo fato destas terem sido produzidas em laboratório, elas não possuíam o cheiro da colônia, o que fazia com que as operárias não as tratassem como rainhas, chegando a matá-las. Para contornar este processo, o pesquisador passou a manter a rainha presa dentro da colônia antes de liberá-la, para que pudesse se proteger das operárias e pegar o cheiro do ambiente.
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Na foto, uma colônia grande e natural ao lado de duas mini colônias
Custo
A ferramenta desenvolvida pelo pesquisador é voltada ao produtor, que pode passar a oferecer muitas colônias para o serviço de polinização de algum cultivo. “A ocorrência de abelhas aumenta a qualidade e a eficiência da polinização, pode render frutos maiores, etc”. O que poderia ser um problema é o custo da técnica, já que ela é experimental. Mas, segundo Prato, isso não é um motivo para preocupação. O pesquisador conta que a técnica em si é muito barata e não exige equipamentos sofisticados (o equipamento mais sofisticado utilizado foi a estufa, para manter as larvas em desenvolvimento), o que a torna acessível inclusive para o pequeno produtor.
O trabalho do biólogo recebeu o prêmio Prêmio Dow-USP de Inovação em Sustentabilidade, porque tem sua técnica apoiada nos quatro pilares da sustentabilidade: ecologia, já que os ninhos podem ser conseguidos na natureza sem causar impacto negativo na população selvagem e sem gerar resíduo poluente; sustentabilidade econômica, pela capacidade de gerar renda e independência econômica ao produtor; sustentabilidade social, pois pode ser praticada por grupos, como as cooperativas; e a sustentabilidade cultural, pois as abelhas são nativas, elas “são uma criação que faz parte da história das populações nativas da América do Sul e Central”, completa.

domingo, 18 de março de 2012

Livro: "AS AMIGAS MIÚDAS QUE FAZEM MEL SEM FERROAR"


O meliponicultor Mario Tessari de Jaguaruna -SC publicou recentemente um livro infantil tendo as abelhas nativas como tema.

As Amigas Miúdas Que Fazem Mel Sem Ferroar, conta a história de Asefe, um menino diferente da maioria das crianças da atualidade. Ao contrário dos amigos  não é  alucinado pela tecnologia mas é muito vidrado na natureza, em especial os bichos pequenos que vivem livres. Ao invés de ficar horas no computador envolvido em jogos, o que gosta mesmo é  de pesquisar sobre as pequenas criaturas da natureza.

Foi com muita alegria que o pequeno Asefe recebeu da mãe a notícia de que iria passar um feriado no sítio do avô pois lá  poderia ficar observando os insetos.

Foi neste passeio que surgiu a paixão do menino pelas abelhas nativas. Ao perceber a fascinação do neto pelas abelhas jataí, o Vozé prometeu leva-lo para conhecer um velho barbudo que vive  próximo a uma floresta criando diferentes espécies de abelhas nativas.

É contando as aventuras melipônicas do Asefe na residência do antigo criador que Tessari de forma leve e não cansativa, vai passando  para os leitores informações sobre a abelhas sem ferrão.

É um livro que tende a agradar as crianças pois além de agradável leitura, as ilustrações de Douglas Silva e Maria Elisabeth Ghisi possibilitam a  participação ativa dos pequenos leitores colorindo.

Ao terminar a leitura eu já estava imaginando continações da aventura do pequeno Asefe, quem sabe  já criando a suas próprias abelhas. E esta é a idéia dos idealiadores do projeto.

A convite deste blog, Mario Tessari escreveu um texto que publicamos abaixo, comentando sobre a obra

AS AMIGAS MIÚDAS QUE FAZEM MEL SEM FERROAR nasceu de uma ideia fecundada durante a visita que recebi do José Halley Winckler.

Tínhamos – e ainda temos – a consciência de que uma das dificuldades para obter um bom desenvolvimento da Meliponicultura é o pouco conhecimento que a população em geral tem sobre o assunto. Para superar essa barreira, pensamos abrir caminho através das mentes das crianças e dos jovens que ultimamente se mostram preocupados com a triste situação a que está relegado o meio ambiente do nosso planeta.

Compartilhamos esse desejo com mais alguns meliponicultores e firmamos esperança de que seria possível escrever um livro voltado especificamente para o público infanto-juvenil. O Winckler queria foco fixo em uma determinada idade, que estivesse entre os 7 e os 17 anos; eu, mais ousado (e romântico), queria escrever para cada ‘criança’ que habita as pessoas que estão entre 3 e 92 anos de idade.

Casando nossas ideias e pesquisando sobre a linguagem adequada para esse público, fui formando uma lógica de como deveria ser o texto. Daí, escrever foi fácil. A dificuldade é encontrar ilustrador. Eu sou garatujento, apenas. Desenho muito mal. E tinha mais uma exigência: o ilustrador deveria entender, ao menos um pouco, de abelhas-sem-ferrão.

Foi um ano de esperas frustradas, de pesquisas gráficas, de vontades de abandonar o sonho. A capa, então, foi uma luta contra o exibicionismo dos pretensos ‘artistas gráficos’. Finalmente, descontratei o profissional, assumi a tarefa e trabalhei em mais de 100 ensaios, até chegar à imagem que foi impressa sobre a capa.

Assim, depois de um ano de gestação, o pequeno livro está viajando pelo Brasil, para ser apreciado e analisado por meliponicultores e por todos os que lutam por melhores condições de vida neste planeta. Essa edição foi por minha conta: trabalho, dinheiro e riscos. Se valer a pena, poderão ser escritos, formatados, impressos e distribuídos os demais livros do projeto original, que era editar de 5 a 7 deles, seguindo os passos da aprendizagem de Asefe sobre técnicas em meliponicultura.
Estou disponibilizando o texto para quem quiser reimprimir – como está ou com outra capa e com outras ilustrações –, bem como me proponho escrever os textos das etapas seguintes do projeto. Porém, eu ficaria com a responsabilidade de escrever o texto, apenas. As pessoas e as instituições interessadas podem entrar em contato comigo: mariotessari@gmail.com, mariotessari@ymail.com.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Considerações Sobre Desdobramento de Colônias



O grupo Abena (Yahoo Grupos) é uma importante, eu diria até, a mais importante fonte de informações e troca de conhecimentos sobre a meliponicultura. 

Hoje o amigo Jean Locatelli postou um texto que considerei bastante pertinente tratando das divisões e como concordo plenamente tomo a liberdade de reproduzir.

"Benautas",

É comum o pessoal falar:
- "Hoje fiz uma divisão de nativa";

Isso até pode parecer normal e seria, se todos tivessem a consciência de que o fato de transferir material de uma caixa para outra se constitui apenas no primeiro passo para uma divisão racional (forçada);

Pois, na verdade o processo é gradual e crescente, a exemplo do que acontece na natureza, em se tratando de Abelhas Nativas Sem Ferrão;
Ou seja, se inicia o processo com o transporte de material, mas o criador deve continuar provendo o novo enxame com os insumos que ele precisará para se desenvolver eficientemente;

Vejam que o ideal é iniciar com o mínimo de discos de cria para não sobrecarregar as operárias, pois terão de preservar a temperatura das células de cria; também não é bom colocar muito alimento, pois atrairão outras abelhas pilhadoras ou inimigos (formigas, apis, iratim..); nem muita operárias pois nos primeiros dias estarão desorganizadas e isso pode gerar uma guerra interna.

Assim, os materiais devem ser acrescidos conforme o cortiço vai se organizando, ou conforme o meliponicultor percebe a necessidade ou tem a disponibilidade, pois pode não ter o suficiente no inicio mas ir acrescendo conforme vai obtendo junto a outros enxames.
Quanto ao pólen o correto é só fornecer em pequenas porções e quando o novo enxame já tiver rainha, pois ele só serve para alimentação das larvas.

Uma forma eficaz de garantir a as provisões de alimento nos primeiros dias ofertar pouco alimento em alimentadores pequenos, mas após o enxame estar se defendendo, se remove um naco de potes de mel de caixas estabelecidas e se insere no novo cortiço ou transferir uma melgueira de outro enxame, inclusive nesse caso, se houver disponibilidade no inicio do processo, pode ser colocado pois os aromas internos ajudam na organização do novo ninho.

Assim respeitamos o processo natural de formação dos enxames, evitando o que não é raro acontecer de criadores que fazem a divisão e abandonam os enxames, mas após alguns meses dizem: "xiiiiiii.... As beinhas foram imbora!".

Bons Manejos.

Jean
Multiplicador

terça-feira, 13 de março de 2012

Para melhor visualização clique na imagem

terça-feira, 6 de março de 2012

Abelhas Nativas na Polinização de Morangos

 Mirim Plebeia nigrips (mliponario Zuge)

Abelhas nativas do RS aumentam produtividade de plantações de morango: Polinização pela abelha mirim reduz a quantidade de frutos deformados
Estudo integrado por pesquisadores da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) apontou aumento da produtividade no cultivo de morangos com o auxílio da polinização por abelhas nativas do Rio Grande do Sul (RS). A abelha utilizada (Plebeia nigriceps), popularmente conhecida como mirim, não possui ferrão e é originária do estado, ao contrário da abelha comum (Apis mellifera). O estudo foi publicado na edição mais recente da revista Pesquisa Agropecuária Brasileira (PAB), editada pela Embrapa.
A pesquisadora Sídia Witter, que participou do estudo, comenta que o trabalho é mais um exemplo da importância das abelhas para a agricultura familiar gaúcha. Os morangos foram plantados em estufas no período de agosto a novembro de 2007, na Estação Experimental da Fepagro Saúde Animal, em Eldorado do Sul. Além de Sídia, os pesquisadores da Fepagro Bernadete Radin e Bruno Brito Lisboa também integraram o trabalho, além de Juliane Galaschi Teixeira (USP), Betina Blochtein (PUCRS) e Vera Lúcia Imperatriz-Fonseca (USP).
O aumento da produtividade está relacionado à redução do percentual de frutos deformados, problema provocado pela autopolinização. A polinização cruzada (troca de pólen entre flores diferentes), produzida pela ação das abelhas, diminui a incidência de deformação nos morangos. O Rio Grande do Sul é um dos principais produtores de morango do país. O cultivo ocorre nos municípios do Vale do Rio Caí, Caxias do Sul e Farroupilha e região de Pelotas.
Além deste estudo, Sídia desenvolve uma série de pesquisas envolvendo a polinização por meio de espécies de abelhas nativas do Rio Grande do Sul, como opção ao uso da Apis mellifera. “A maior importância dasabelhas não está na produção do mel, mas sim na polinização”, observa. “Muitas das espécies que estudamos já estão em extinção”.
A pesquisadora da Fepagro integra um projeto financiado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), através do Ministério do Meio Ambiente (MMA), para promover a conservação, a restauração e o uso sustentável da diversidade de polinizadores na agricultura e ecossistemas relacionados.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Agricultor cria árvore que dá flor o ano todo



Um produtor rural de Santa
Leopoldina desenvolveu uma espécie
de eucalipto que pode se
tornar uma alternativa para os
apicultores em todo o Brasil. Trata-
se de uma planta que floresce
o ano inteiro, com potencial para
ser a principal fonte para a produção
do mel de abelha.
O produtor José Lúcio Batista,
o Preto do Viveiro, que também é
técnico agrícola e biólogo, contou
que há cerca de 10 anos percebeu
que dois pés de eucalipto floresciam
mais que o normal. Ele teve
a ideia de fazer um cruzamento
das árvores, fecundando uma
com o pólen da outra.
“Dessa experiência consegui
cinco sementes. Dois pés começaram
a apresentar os primeiros
botões florais com cerca de 75
dias. Normalmente, demoraria
entre cinco e seis anos. Plantamos
essas duas mudas e, fazendo
o acompanhamento, percebemos
a importância para a apicultura”,
relatou José Lúcio.
Após vários testes, 50 árvores
produzidas por clonagem foram
plantadas em uma propriedade
rural na localidade de Rio Bonito,
em Santa Maria de Jetibá.
“Nos últimos dois anos, todos
os meses as plantas apresentaram
botões florais, mas em sete
meses por ano, a florada é mais
intensa”, relatou.

José Lúcio foi apicultor até
1994, mas parou de produzir mel
devido à falta de flores na região.
“Agora eu já estou recomeçando a
produção de mel. Sei que essa nova
variedade de eucalipto não será
a salvação dos apicultores, mas
com certeza irá contribuir muito
para o setor”, garante.
O técnico agrícola da prefeitura
de Santa Leopoldina, André Lima
Neves, acompanha o trabalho de
José Lúcio desde o início do processo.
“Já fizemos contato com o
Ministério da Agricultura Pecuária
e Pesca (Mapa) para registrar a
nova espécie. Acreditamos que
ainda este ano ela já possa ser comercializada”,
acredita André.
Para o secretário de Agricultura
de Santa Leopoldina, Roberto
Dias Ribeiro, a nova espécie de
eucalipto possibilita agregar renda
ao agricultor familiar de duas
formas: para a comercialização
de madeira, já que o desenvolvimento
é o mesmo das variedades
tradicionais, e também para a
produção de mel.
JULIO HUBER
Fonte: Tribuna on line
 Para ler diretamente da fonte: http://pdf.redetribuna.com.br/    colocar o dia 05 -  noticiario e pagina 22

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A importância das abelhas nativas para a conservação das florestas

A importância das abelhas nativas para a conservação das florestas

Por

Olímpio Menezes*

As abelhas são seres fundamentais para a manutenção da vegetação natural e cultivada, pois através da polinização e conseqüente produção de frutos e sementes, contribuem para a perpetuação de muitas espécies nativas e de culturas agrícolas. São importantes formadores de renda para as populações rurais e peri-urbanas, pois aumentam e melhoram a produção de frutos além de possibilitar a comercialização de mel, própolis, pólen e das próprias colônias.

No entanto, apesar desse papel como elemento fundamental à sustentabilidade das áreas com vegetação natural, a maioria da população desconhece a existência e a importância das nossas abelhas nativas. Isso é verificado quando falamos de abelhas: a primeira referência que se tem é a abelha de ferrão (Apis mellifera) conhecida como abelha italiana, atualmente africanizada, resultado entre o cruzamento de três espécies introduzidas no Brasil a partir do século XVI.

Os meliponíneos, assim chamados por pertencerem à subfamília Meliponinae, apesar de apresentarem uma grande diversidade (mais de 300 espécies), são desconhecidos da maioria das pessoas. São conhecidas como abelhas sem ferrão ou ainda abelhas índigenas ou nativas do Brasil. Muitas dessas abelhas, ainda desconhecidas pela ciência, estão na condição de risco de extinção e outras já desapareceram pela ação dizimadora do homem desde o início da colonização. Assim, moça-branca, jataí, mosquito, uruçu, entre outros tipos de abelhas nativas, são ignoradas pelas pessoas, não raro confundidas com outras espécies de insetos e correm o risco de desaparecer nos ambientes alterados pela atividade humana.

A derrubada das florestas e o surgimento de pequenas ilhas de mata (fragmentação) fizeram com que diminuísse o número de colônias de muitas de nossas abelhas nesses ambientes, favorecendo o processo de endogamia (cruzamento entre indivíduos aparentados). A endogamia pode levar a morte da população em algumas gerações, resultando também no desaparecimento de algumas espécies vegetais visitadas por essas abelhas, desestabilizando toda a rede de interrelações existente nos ecossistemas e afetando o próprio homem.

Aliados ao desmatamento e à fragmentação, existem ainda graves problemas como as queimadas, aplicação indiscriminada de agrotóxicos e a ação dos meleiros (pessoas habilidosas em encontrar ninhos dessas abelhas), que derrubam as árvores onde elas habitam para retirar o mel e o pólen (saburá), desestruturando o ninho e abandonando as crias, que se tornam presa fácil para os predadores.

O mais grave é que as rainhas dessas espécies de abelhas, quando acasaladas e já em fase de postura, não conseguem voar, pois apresentam o fenômeno da fisiogastria, ou seja, seus abdomens se dilatam bastante, apresentando-se desproporcionais em relação ao tamanho de suas asas. As abelhas-operárias, obedecendo ao instinto animal e à séculos de evolução, permanecem no local da depredação tentando proteger a rainha e acabam servindo de alimento para outros predadores.

Essas laboriosas abelhas ficam incansavelmente voando de flor em flor a procura de alimento: néctar (fonte de carboidrato), pólen (fonte de proteínas, minerais, etc.) e levam aos seus ninhos, onde são armazenados em potes feitos de cerumes (mistura de cera e resinas).

As resinas são coletadas nas inúmeras árvores visitadas pelas abelhas; a cera é produzida pela ingestão de mel e pólen, que são metabolizados e transformados em pequenas placas de cera. A cera sai dos tergitos abdominais, de onde é retirada com o auxilio das patas traseiras, misturada à resina ou armazenada para posterior utilização.

Os ninhos dos meliponíneos são encontrados em ocos de árvores, muros de pedras, nos galhos de árvores, no solo ou em cupinzeiros e formigueiros, habitados ou não, pois vivem em perfeita simbiose com essas classes de insetos sociáveis.

Estas abelhas sofrem muito com a destruição do seu ambiente natural, encontrando-se sem opções de locais para fazerem seus ninhos. O desmatamento aumenta a incidência direta dos raios solares nos ninhos que porventura permaneçam no local, aumentando a temperatura ambiente e a umidade relativa do ar no interior das colônias. Além disso, suas fontes de alimentos são reduzidas.

E para salvar nossas abelhas indígenas, o que fazer?

Segundo pesquisadores do tema, serão necessárias algumas ações primordiais a serem tomadas por todos envolvidos:

1- Que cada criador brasileiro, com consciência ecológica, crie sessenta colônias de uma única espécie de abelha sem ferrão de sua região, para evitar a endogamia;

2- Que este processo seja iniciado com as espécies de Melipona de cada região, as mais atacadas por meleiros e as que estão mais próximas da extinção;

3- Esses criadores, que realizam divisões artificiais, deverão entregar, todos os anos, uma ou duas colônias para casas próximas as escolas de seu bairro, e colocar colônias em matas da região a fim de iniciar ou incrementar suas populações nessas matas;

4- Que todas as universidades, das regiões em que existam meliponínios e cursos de Biologia, Agronomia, Engenharia Florestal ou Zootecnia, criem um meliponário com sessenta colônias de abelhas nativas para demonstração, experimentação e estudos, colônias essas compradas dos criadores (e não buscadas no mato);

5- Uma atenção toda especial deve ser dada ao plantio das árvores e arbustos que lhes sejam úteis como pasto e abrigo

6- Finalmente, há necessidade de termos campanhas de educação ambiental, sobre as nossas abelhas, ressaltando que elas não representam perigo algum para as pessoas e delas depende a polinização de muitas plantas e conseqüentemente a produção de fruto que alimentam a fauna e de sementes que garantem a perpetuação da floresta.

*Estudante de Agronomia da UFRPE e participa o Grupo Árvores-UFRPE, que congrega professores, alunos e funcionários daquela instituição em prol de ações para a conservação da sua área verde. C coordenador do grupo de estudo sobre abelhas nativas ou sem ferrão.

domingo, 22 de janeiro de 2012

DIVISÃO EM CAIXAS VERTICAIS MODULARES


As caixas verticais modulares apresentam muitas qualidades tanto para a produção e coleta de mel, como também nos manejos das meliponas. Dentre outras qualidades, destaca-se a facilidade na hora de se realizar a desdobras dos enxames pois a operação é feita com rapidez e sem a manipulação dos discos de cria.

Alguns criadores pensam que para multiplicar uma colônia nestas caixas se faz necessário que a postura esteja na parte de cima, ou seja, sobreninho. Mas isto não é verdade. Também quando os discos com as abelhas eclodindo na primeira (parte inferior) é perfeitamente viável a desdobra.

Para ilustrar isto, colocamos abaixo, um link de um desdobramento nesta condição, realizado pelo amigo Reginaldo de Criciúma, Santa Catarina:

http://www.youtube.com/watch?v=bvA7PiqRyq4   

Video Sobre a Meliponicultura.


Segue um vídeo sobre a meliponicultura e colaboração da EMPRAPA, incentivando a atividade:

http://www.youtube.com/watch?v=sZa0Q_pmuHY

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Salvando jataí da fome

Como praticamente todas as minhas colônias estão em locais de farta alimentação, eu acabei por me esquecer da excessão e como castigo quase perdi uma jataí que está em uma bela casa Ivo. No caso da foto abaixo, é a casinha da esquerda:

 
Esta colônia é o resultado de um enxameamento em isca PET ocorrido no início deste ano. Desde o início, este enxame não é dos mais fortes dentre os que o Judismar (Julio)  - meliponarioaracruz.blogspot.com - conseguiu no fim do ano passado. Assim, eu deveria ter ficado mais atento mas o fato é que com o inverno e também com o início de primavera com bastante frio e ventos e pouca chuva, acabou que o enxame não conseguiu disponibilizar alimentos  Quando percebi uma redução da população fui vistoriar. Não havia estoque de alimentos e, como consequência, zero de postura. Isto sem contar que a quantidade de abelhas era bastante reduzido. 
Ainda bem a rainha estava lá. Assim, tive que pegar dois favos com as abelhas nascentes para provocar um aumento da população. Como alimento eu ofereci mel e o pólen desidratado em pó que eu revendo.

No início fui colocando o pólen  aos poucos, diretamente no piso do sobre-ninho e aceitação foi imediata. Imaginei que estavam consumindo e também utilizando para colocar nos favos que teriam voltado a construir, pois não ficava nada do pólen ofertado. Com o tempo, começaram a construir potes onde começaram a armazenar. Confirmada a aceitação para não mais ficar abrindo para repor, passei a
servir um volume maior, num copinho: 





Daí que em poucos dias elas transformaram o copinho em um grande pote de saburá. - pólen com a ação das enzimas das abelhas, transformado em forma mais pastosa. 

Elas construíram túneis para acessar o alimento. Ao abrir o ninho descobri que elas gostaram do trato, pois
 surgiram discos de cria


.

Outra coisa interessante que aconteceu nesta experiência, é que ofereci para elas um pouco de água e elas pegaram. Pode até ser que tenham jogado fora, mas desconfio que podem ter utilizado para misturar com o mel de ápis - oferecido puro - deixando-o no teor de umidade que gostam.