quarta-feira, 10 de maio de 2017

sábado, 6 de maio de 2017

AS REGRAS PARA CRIAÇÃO DE ABELHAS SERÃO REVISTAS





No último dia 27 de um grupo de meliponicultores apresentou para diferentes entidades uma proposta para alteração da atual norma reguladora. Segue um relatório independente preparado por alguns dos presentes. Ainda não saiu o  relatório oficial que será emitido pelo Ministério do Meio Ambiente


BREVE RELATO DA REUNIÃO NO MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE O presente relato (independente do relatório oficial) tem o objetivo de abordar os temas debatidos na reunião que foi realizada no ultimo dia 27/04/2017 pelo Ministério do Meio Ambiente, para discutir as possibilidades de mudanças e reformulação na Resolução CONAMA 346/2004. Participantes Estiveram presentes na reunião: • Representantes da Confederação Brasileira de Apicultura – CBA; • Analistas ambientais do IBAMA; Analistas do ICMBio; • Analistas do Ministério do Meio Ambiente; • Coordenadores da reunião (membros do Ministério do Meio Ambiente); • Pesquisadores da EMBRAPA; da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia- UFRB; • Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia- UESB; Universidade de São Paulo – USP; • PUC – Rio Grande do Sul; Universidade Estadual do Maranhão; Associação de Meliponicultores do Distrito Federal – AME – DF; • Federação Baiana de Apicultura e Meliponicultura – FEBAMEL; • Associação de Meliponicultores do Rio de Janeiro – AME – Rio; • Representante do Fórum Nacional de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos; • Federação de Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina; • Outras Federações e MELIPONICULTORES de Goiás e Distrito Federal. Temas discutidos As discussões foram conduzidas pelos representantes do Ministério do Meio Ambiente que em todos os momentos se demonstraram abertos ao debate para a resolução dos principais gargalos que enfrenta a Meliponicultura. O representante do Ministério do Meio Ambiente relatou inicialmente que já havia tratado com a CBA a respeito da necessidade das mudanças na Resolução 346/2004 para atender as demandas da Meliponicultura brasileira. Principais temas discutidos foram: • Limite de colmeias e procedimentos de cadastro; • Cadastro Técnico Federal simplificado; • Espécies criadas em regiões geográficas diferentes de sua origem; • Propostas de alteração da Resolução 346 recebidas formalmente; • Proposta de minuta da Resolução alterada; marcos legais da criação de abelhas no Brasil; • Casos específicos da Melipona scutellaris (uruçu nordestina) e da Melipona capixaba. Limite de colmeias Após diversas justificativas e falas dos representantes das entidades a respeito do número limite de 49 colônias, ficou acordado por unanimidade que essa questão deverá ser mudada, tornando a atividade sem um número limite para criação. Cadastro Técnico Federal Quanto a necessidade de registro no Cadastro Técnico Federal (CTF), o representante do Ministério do Meio Ambiente e demais analistas presentes relataram que por força da legislação, não se pode isentar. Entretanto, entendem que é fundamental simplificar os procedimentos, saindo do processo trifásico (1.Cadastro/2.Autorização de instalação/3.Autorização de uso e manejo) para o monofásico que seria somente o preenchimento dos formulários do CTF e emissão de relatório anual de regularidade. Estas (CTF e Relatório Anual) seriam as duas coisas indispensáveis para cadastramento do meliponário, sem prejuízo da comercialização dos produtos das colmeias tais como enxames, discos, mel, própolis, samburá e outros. Em resumo ficou acordado que o CTF é necessário, mas será simplificado de forma que fique claro para o Meliponicultor os procedimentos de preenchimento do cadastro. Entre as simplificações, estão: 1) A inserção da atividade da Meliponicultura nos itens relacionados a categoria “uso de recursos naturais e atividades potencialmente poluidoras (CTF – 20)”; 2) A obtenção do Certificado de Regularidade – CR deixará de ser trimestral para ser anual em conjunto ao Relatório Anual de Atividades de forma simplificada. Transporte das abelhas Sobre a questão do transporte das abelhas, o representante do IBAMA relatou que por força da legislação, o transporte de abelhas silvestres somente poderá ser feito dentro de sua região geográfica de ocorrência natural, e mediante autorização emitida pelo Sistema Nacional de Gestão da Fauna Silvestre – SISFAUNA. O SISFAUNA é um sistema eletrônico de gestão e controle dos empreendimentos e atividades relacionadas ao uso e manejo da fauna silvestre em cativeiro em território nacional. Na reunião ficou claro que os procedimentos de transporte serão simplificados (segundo o representante do IBAMA, “depois que já tem registro, dá para fazer a autorização de transporte em 5 minutos”) e terão validade de 90 dias, mas sem prejuízo das exigências de outras instancias públicas. Continua sendo proibido o transporte de abelhas nativas fora de sua região geográfica de ocorrência natural, exceto para fins científicos. Sobre o forrageamento (transporte temporário de colônias para alimentação das abelhas e polinização dos campos) feito dentro do município e com espécies de ocorrência na área do Estado, foi dito que será feita a verificação se somente a autorização de manejo (cadastro simplificado) poderá servir como autorização para esta modalidade de transporte. O Meliponicultor poderá ter mais de um meliponário em mais de um município. Por força de Lei, as atividades envolvendo espécies de abelhas nativas para fins científicos serão autorizadas pelo SISBIO/SISFAUNA. Para fins científicos, o transporte poderá ser feito fora da região geográfica de ocorrência natural com autorização do Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade - SISBIO. O SISBIO é um sistema de atendimento à distância que permite a pesquisadores solicitarem autorizações para coleta de material biológico e para a realização de pesquisa em unidades de conservação federais e cavernas. Proposta para classificação de uma lista de espécies em “domésticas” Sobre a questão de tornar abelhas nativas “domésticas”, o Analista Ambiental do IBAMA disse que por força de Lei, para ser doméstica, teria que ser exótica, ou proveniente de seleção artificial, ou dependência de manejo do homem. Então, na legislação atual não se pode domesticar animal silvestre, e a resolução não tem poderes para mudar a lei. Melipona capixaba Sobre a Melipona capixaba, o representante do ICMBio e outros representantes, disseram que será necessário um “adendo” especial tendo em vista as especificidades que envolvem a espécie. Outros representantes destacaram que a necessidade da realização de outros estudos sobre a possível hibridação da M. capixaba com M. scutellaris e que será mesmo necessário essa atenção especial para essa espécie e os cuidados no manejo; Possuidores de espécies que não ocorrem no estado Quanto as demais espécies de diferentes áreas de ocorrência natural e que já foram disseminadas por todo o Brasil, especialmente a uruçu nordestina, deverá ser “mantido como está”. Foi usado o termo “congelamento”, ou seja quem já está criando, vai manter a criação, sua reprodução e exploração de seus produtos, mas no local onde se encontram, não sendo permitido vender, comprar, trocar, doar, e transportar as colônias fora de sua região de ocorrência exceto para fins científicos. Agrotóxicos e combate a vetores de doenças A Resolução terá um artigo que tratará da necessidade da fiscalização e proteção das abelhas sem ferrão em relação à aplicação de agrotóxicos e pulverização para o controle do Aedes aegypti. Encaminhamentos seguintes A proposta votada do Grupo Leis da Meliponicultura foi lida e entregue ao representante da CBA que encaminhará formalmente ao Ministério do Meio Ambiente como proposta do grupo. Todas as propostas, bem como os temas expostos na reunião, serão levados em conta para consolidação da revisão da 346. A revisão será encaminhada para os representantes e ocorrerá nova reunião para debate da minuta. O itens debatidos ainda não estão O itens debatidos ainda não estão em vigor, mas o Ministério do Meio Ambiente pediu celeridade nesses encaminhamentos.















quinta-feira, 6 de abril de 2017

Programa de Meliponicultura da Foz do Rio Doce


A AME-ES, inciou em dezembro um programa de meliponicultura em Regência. Está dando muito certo, e agora, abrange também Entre Rios e Povoação.

Um pequeno alento para os que tanto sofrem com uma grande tragédia ambiental.


https://ame-es.blogspot.com.br/2017/04/programa-de-meliponicultura-na-foz-do.html

sábado, 1 de abril de 2017

1º ENCONTRO DE MELIPONICULTURA DE PEDRA AZUL

No último dia 12, a AM-ES promoveu em parceria com o Instituto Canal, o seu  encontro na localidade de São Paulinho, Pedra Azul,

Tendo a Uruçu capixaba como principal tema, o encontro contou com participantes de diferentes municípios.

Thiago Branco tratou do tema Meliponicultura e Ecologia, onde abordou não só o retorno positivo da meliponicultura para ecologia, como discorreu sobre as responsabilidades dos criadores com o  meio ambiente.

Meliponicultura e Ecologia - Thiago Branco

Thiago defendeu que os criadores devem estar atentos, procurando serem  mantenedores apenas de espécies de ocorrência natural nos ambientes de seus meliponarios. Ele ressalta, que fica muito preocupado com a criação da espécie Melipona scutellaris (uruçu nordestina) no Espírito Santo, principalmente em regiões próximas dos locais mais indicados para a abelha capixaba,ou seja, nos locais com altitudes a partir de 600 metros.  A preocupação vem do fato de haver registro de casos de hibridismo entre as espécies.

E ele tem razão -  as duas espécies são irmãs, - existindo poucas diferenças genéticas entre elas. Os machos da uruçu nordestina são capazes de fecundar a rainha da uruçu capixaba, gerando híbridos férteis.

Participantes acompanhando a apresentação do Thiago Branco

Judismar Barbosa, o Júlio, falou sobre caixas racionais e alguns de seus diferentes modelos. Sugeriu a utilidade de ser procurar aqui, decidir um padrão, que pode ser caixa modelo Fernando de Oliveira (INPA), com os criadores de capixabas utilizando as mesmas medidas, para facilitar o intercambio de genética entre os criadores.

Julio explicou ainda, a teoria do processo de divisão nesse modelo, e aspectos gerais dos manejos,

Representando o Instituto O Canal, Sandro Firmino falou que o surgimento da AME-ES, foi fator decisivo para que ele e O Canal passarem a militar a favor da meliponicultura. Sandro falou sobre  Reserva Particular do Patrimônio Natural - RPPN. Na oportunidade, explicou que o o Instituto O Canal está se preparando para registrar uma em Pedra Azul, e que vai juntamente com a AME-ES, trabalhar a meliponicultura no local, que pretende que seja um santuário onde as espécies nativas estejam protegidas.

Eu fiquei encarregado de falar sobre a Melipona capixaba, como matrimonio ambiental e também cultural do Espírito Santo - já que a criação da uruçu preta ocorre a muitas gerações.

Na oportunidade comentei que a nossa uruçu está ameaçada pelo fato  da área de ocorrência natural identificada até o momento ser bastante limitada, em torno de 3450 km ². Somando-se a isso, o fato de ter ocorrido nos últimos anos uma redução dos ninhos naturais, e a presença perigosa da uruçu nordestina, a espécie passa o correr mais riscos, estando em situação de perigo mais efetivo.

Embora esteja havendo um progressivo aumento na quantidade de colonias de capixabas em meliponarios, o risco da espécie permanece, já que dentro dos critérios científicos atuais, considera-se apenas a ocorrência natural, quando se avalia a situação de risco de uma espécie.

A legislação castradora acaba por se tornar um um problema para a melhoria da situação, uma vez que, enquanto ajudaria bastante um comércio efetivo dentro de uma área estratégica (regiões do ES com altitude acima de 600 metros), a legislação ambiental, engessa este avanço ao proibir o comércio de animais na lista.

A Melipona capixaba foi tema em Pedra Azul
 A preservação dessa espécie, que deve ser melhor conhecida pelos capixabas, deve passar pelo estabelecimento de um plano de ações bem montado, atuando em diversas frentes:
- Trabalho de conscientização para evitar a retirada ou morte de ninhos naturais;
- Formação continuada dos meliponicultores;
- Não retirada da área de ocorrência;  
- Ampliação da área de ocorrência, permitindo e incentivando a criação em todo o Estado do Espírito   Santo, desde que em locais com altitudes a partir de 600 metros;
- Adequação da legislação, com concessão de licenciamento ambiental simplificado;
Permissão de transporte dentro da região de montanhas;
- Melhoria da genética com migração das colonias dentro da área estratégica;
- Estabelecer um percentual de colonias de criadores que devem ficar sem manejo, a não ser  de      manutenção para enxameamentos para a natureza;
- Não criação da espécie da uruçu nordestina no Estado do Espírito Santo.



É dentro deste contexto que o Instituto o Canal e a AME-ES, lançaram neste dia a pedra fundamental de um criatório junto da área que será transformada em RPPN. Este meliponario ficará a disposição dos associados da AME - ES que pretendem criar a uruçu capixaba com fins preservacionistas, mas ainda não podem,  por não terem acesso a um espaço propício.

A intensão é que colonias dos mais diferentes locais fiquem concentradas nesse espaço, o que irá proporcionar troca de genéticas entre elas, e também, com as que já existem naturalmente no local.

Ocupando uma área total de 49 mil metros, no centro da área de ocorrência da espécie, o meliponario e a RPPN estarão próximos ao Parque da Fonte Grande e da bela Pedra Azul. Local. Perfeito para a meliponicultura, tanto que, bem próximo estão presentes 03 ninhos naturais da espécie melipona mandaçaia, que os participantes puderam conhecer. Um destes ninhos está em risco, pois a árvore está morta. Vem sendo monitorado e na próxima primavera será transferido para uma caixa.

E foi onde está sendo instalado o meliponario  coletivo da  AME - ES que aconteceu a parte teórica do I Encontro, com oficinas de divisão de mandaçaia e uruçu capixaba.

Divisão de Uruçu Capixaba - André e Ozenio
Associados conhecendo a área do meliponario coletivo e futura RPPN

Oficinas de Divisão 

Acesso ao meliponario e futura RPPN - Rogério, Adriana, João

Divisão de Uruçu Capixaba - André e Thiago

Thiago Branco, Caio e Sandro Firmino (fundo)
O meliponario será gerido pela AME-ES e Instituto o O Canal

Postagem de João Luiz T. Santos 





   



sábado, 4 de março de 2017

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Criadores de abelhas sem ferrão instituem Associação de Meliponicultores


03/10/2016às 11:38
Fotos: AME-ES

Eis que a criança, traumatizada por uma picada de abelha quase fatal, se torna um criador de abelhas sem ferrão e presidente da Associação de Meliponicultores do Espírito Santo (AME-ES).

João Luiz Santos (foto à esquerda) conheceu os simpáticos insetos em 2008, por influência de um amigo a quem pediu sugestões sobre o que produzir dentro de sua propriedade rural na região do Caparaó. Adquirida há mais de vinte anos, a terra ficou longo período se recuperando da pastagem degradada que a ocupava. O retorno à produtividade veio abençoada pelas abelhas nativas da Mata Atlântica.

João conta que foi paixão à primeira vista, logo nas primeiras pesquisas que fez. “São bichos fantásticos. Os únicos que fabricam naturalmente o seu alimento. Uma organização social incrível e de importância imensa para todo o equilibro ambiental. Sem elas não há vida”, discorre, agradecido.  

Daí, foi conhecendo outros criadores, a turma foi se unindo, confraternizando, trocando ... até que decidiu se formalizar em uma associação, criada em 20 de agosto passado, em assembleia realizada em Vitória.

O objetivo é conservacionista, fazer multiplicar a população de abelhas sem ferrão no Espírito Santo. A produção de mel acontece também, mas é secundária, ajuda a subsidiar o trabalho de criação dos ninhos e colônias. “Prioridade não é produção, senão seria cooperativa. É mais preservação, mesmo. É uma terapia, um lazer”, explica João.

O potencial de mercado, no entanto, reconhece o presidente, é enorme. “Quem começou não está dando conta de abastecer o mercado”, relata. As jataís são as mais conhecidas produtoras de mel sem ferrão. O valor do litro fica em torno de R$150,00. As meliponiastambém produzem e o litro está em torno de R$ 100,00

Há também uma demanda crescente por ninhos, muita gente interessada em comprar as colônias pra ter em suas casas e sítios e até em apartamentos. “Demanda urbana grande”, avalia.


Rainhas da polinização na Mata Atlântica

Além do aspecto terapêutico de conviver com abelhas e da possibilidade de saborear pequenas quantidades de um mel suave e saboroso, com muitas propriedades medicinais, a criação de abelhas sem ferrão também tem um apelo ambiental muito importante.

Quem as cria em quintais e sítios, percebe claramente o aumento de produtividade no pomar. “É incrivelmente maior a produção das frutas”, atesta João. No seu caso, laranjeiras e abacateiros têm retribuído abundantemente a presença das abelhinhas.

Mas é na floresta que as bênçãos das meliponias, jataís e uruçús ganha uma dimensão estratégica de conservação da biodiversidade. Por serem nativas, seu poder de polinização é imensamente maior que o das abelhas exóticas, com ferrão, usados pelos apicultores na vasta produção de mel no Espírito Santo. Há quem diga até que a polinização feita pelas exóticas é muito pequena, praticamente insignificante, e que elas espantam as nativas, daí a importância de proteger e investir na multiplicação das espécies locais.

Dentre os vários gêneros e espécies criados por João e outros meliponicultores da AME-ES, a Meliponia capixaba (uruçú capixaba ou uruçú negra) é um xodó quase unânime, por ser uma espécie endêmica do Estado (só existe aqui e em nenhum outro lugar do mundo) e ameaçada de extinção.



Sua distribuição geográfica hoje é muito restrita. Só ocorre em altitudes acima de 700 metros, tendo sido vista em Vargem Alta, Venda Nova do Imigrante, Afonso Claudio, Conceição do Castelo e Domingos Martins. É muito provável que ela ocorra também no Caparaó, observações da Universidade Federal de Viçosa (UFV), que acompanha o trabalho dos associados da AME-ES.

Cursos e palestras gratuitos

Uma ideia, inclusive, surgida dessa parceria, é a de colocação de caixas de meliponiasdentro de parques naturais, porque assim os meleiros terão menos possibilidades de predar as colônias (o meleiro, que entra na mata atrás de mel, geralmente quebra a árvore e o ninho pra fazer a coleta). “Tendência é enxamear na natureza”, brinca João Luiz.

Para reproduzir um ninho, João explica que geralmente usa duas colônias para fazer uma. Ou, às vezes, de apenas uma faz a outra. Por isso a coleta de mel é muito pequena, em média 20%, pois é preciso deixar bastante alimento para que elas fiquem fortes e suportem a divisão da colônia na reprodução do ninho.

Esse trabalho é o coração que une os associados da AME-ES. “O objetivo é que a atividade cresça sempre pautada na proteção da natureza”, fundamenta o presidente. Com apenas um mês e meio de vida formal, a Associação já realizou palestras e planeja a realização de um minicurso de formação básica, gratuito e aberto a todos os associados, no dia 15 de outubro, e, em novembro, mais uma palestra.

domingo, 25 de setembro de 2016

AME - ES

             Finalmente fundamos associação dos meliponicultores do Espírito Santo, a AME - ES. Um desejo dos criadores que a tempos vinha sido polinizado com dedicação e agora frutificou.
             A assembleia de fundação ocorreu no dia 20 de agosto. Temos conquistado a simpatia de muitos e isso vem abrindo portas. Um exemplo é o ótimo espaço que nos foi oferecido para os encontros, no Parque Botânico da Vale, um belíssimo local em Vitória. Foi onde ocorreu a assembleia de fundação.
             A AME-ES surgiu com muita disposição para trabalhar pela meliponicultura. Assim que foi fundada já arregaçou as mangas e inciou as atividades. Dias depois da eleição, já estava de novo no Parque Botânico, expondo e falando sobre as abelhas nativas para centenas de pessoas em um evento promovido pelos produtores de orquídeas. Antes de completar o primeiro mês já estava lá mais uma vez, reunindo os meliponicultores para trocar conhecimentos e experiencias, no seu primeiro encontro.
             São muitos os projetos e ideias que a diretoria eleita pretende executar, priorizando a formação e a disseminação da meliponicultura. O objetivo é que a atividade cresça sempre pautada na proteção da natureza
              A próxima programação é um mini curso de formação básica, gratuito e aberto a todos os associados,  será realizado no dia 15 de outubro, tendo como facilitador o acadêmico em ciências biológicas e meliponicultor associado, Thiago Branco, abrangendo os seguintes temas:
     

- Diversividade e características das Abelhas sem ferrão;
- Vida social e estrutura dos ninhos;
- Coleta de recursos e polinização;
- Montagem de meliponario;
- Legislação;
- Manejo combate a pragas e alimentação  
   
           Em novembro o Biólogo Paulo Henrique Dettnann estará falando sobre a flora em relação as abelhas nativas. Abordará assuntos tais como plantas melíferas, nativas, exóticas e invasoras, cobertura vegetal na áreas dos meliponarios, dentre outros temas.

            Para se associar, ou se inscrever para os cursos, entre em contato com Tesoureiro eleito, Julio Barbosa pelo fone (watts app) 27  999461300.

Primeira Diretoria de Conselho Fiscal:
Diretoria Executiva:

Presidente - João Luiz Teixeira Santos


Vice-Presidente - Diego Cometti


1º Secretário - Robson Barbosa Simões


2º Secretário - Adriana Pessotti Bastos


1º Tesoureiro - Judismar Barbosa


2º Tesoureiro - Caio Tose Federici

Conselho Fiscal:
Conselho Fiscal Titular:


Conselheiro Fiscal - Thiago Branco


Conselheiro Fiscal - André Luiz Litzinger

Conselheiro Fiscal - Izaquael Oliveira Abílio

Conselho Fiscal Suplente:

1º Suplente - Adailton Gonçalves Pinheiro


2º Suplente - Paulo Henrique Dettiman Barros

3º Suplente - Ricardo Miranda Braga

                                                        Assembleia de fundação



                               
                                


 Associados Fundadores

                                                 Diretoria e Conselho Fiscal Eleitos

                                   Exposição de meliponicultura no Parque Botânico da Vale 



           


Postagem de  João Luiz Teixeira

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

FUMACÊ MATA AS ABELHAS......A PREVENÇÃO É A ÚNICA ARMA CONTRA A DOENÇA....

FUMACÊ MATA AS ABELHAS......A PREVENÇÃO É A ÚNICA ARMA CONTRA A DOENÇA....
O Fumacê da Dengue e a Morte de Abelhas
Além dos casos do uso de pulverização de pesticidas na agricultura, há também ocorrências de morte de abelhas devido a aplicações do “fumacê” no combate à dengue, doença infecciosa febril aguda causada por um vírus da família Flaviridae que é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.
Um dos recursos usados para evitar a proliferação das larvas do mosquito da dengue e exterminar o mosquito adulto contaminado é por controle químico, utilizando-se o “fumacê”, que é uma solução do inseticida cipermetrina ( um elemento piretroide ) e óleo mineral na forma de uma fumaça densa e esbranquiçada, borrifada com bombas costais ou bombas grandes acopladas a veículos. Também o malathion, pesticida altamente tóxico do grupo dos organofosforados, têm sido utilizado de forma indiscriminada, prática que deveria ser revista por nossas autoridades sanitárias.
Embora a cipermetrina seja biodegradável, mesmo assim é perigosa pois possui organoclorato, um derivado do cloro que fica no ambiente. O “fumacê” não tem eficácia nem eficiência comprovada sendo preciso haver um controle da dose da aplicação por m2 e constante regulagem das bombas. O “fumacê” somente mata o mosquito adulto pelo contato direto, quando ele está voando e atravessa a fumaça densa (por isto o produto não deve ser aplicado com vento forte, que dispersaria a solução).
Por isso o ideal é eliminar os criadouros de larvas ao longo do ano. Devido ao uso indiscriminado dos pesticidas, o mosquito pode não ser a única vítima do “fumacê”. Muitos casos de contaminação de pessoas, animais domésticos e, particularmente, das abelhas. Para estas últimas, a ação tóxica da cipermetrina e outros pesticidas, como o malathion, é letal, havendo diversos casos de criadores de abelhas, particularmente de meliponicultores, com graves perdas de enxames de abelhas nativas sem ferrão pelos efeitos do fumacê.
Por Prof. Dr. Lionel Segui Gonçalves, professor titular aposentado da USP-RP, e professor visitante da UFERSA-RN, em 06/04/15.
nobee As Abelhas Estão Sumindo, Bee Alert, Notícias

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Isca na PET em reportagem no Globo Rural


 

       Na edição do último dia 30 de agosto, o programa Globo Rural apresentou uma reportagem realizada no Laboratório de Abelhas da USP, em resposta a uma pergunta de um telespectador a respeito da captação de colônias de abelhas nativas.
     O diferencial do que foi apresentado, com relação ao que tenho visto, em termos de ninho-isca, é a utilização de um pedaço de O cabo de vassoura, vazado no meio, e com um furo na lateral, onde ficará a entrada das abelhas.
     Segundo o Técnico Paulo Cezar Fernandes, a instalação desta entrada em madeira, se deve ao fato de que este material é familiar às abelhas, por lembrar os buracos que dão acesso aos ocos das árvores.
     Fiquei pensando que, mais importante do que isso, até porque que a maioria das espécies que costuma enxamear na iscas, habitualmente utiliza os mais diferentes ambientes para nidificar; é o fato de que o pedaço de cabo de vassoura servirá de túnel de ingresso, útil na proteção das abelhas contra os inimigos naturais e também evita a entrada de água. Devemos considerar ainda, que, quando encharcada com o líquido atrativo, a madeira absorve bem o cheiro. Fora isso, podemos utilizar como alternativa, pedaços de mangueiras ou conectores de PVC, senão um simples furo na tampa da garrafa.
     Para a produção do líquido atrativo foi utilizado batume: produto das meliponas composto de barro e resinas das plantas. Funciona, mas, para se conseguir trigonas, como a jataí, por exemplo, abelhas que aceitam melhor os ninhos-iscas, é preferível se utilizar do própolis que geralmente se apresenta na forma de bolotas gosmentas que ficam depositadas nas paredes e nas frestas das caixas com estas espécies. A cera também pode, e deve ser utilizada.
    Quando o atrativo é o extrato do batume, penso que seja interessante oferecer espaços maiores, como garrafas de três a cinco litros, ou mesmo, caixas-iscas confeccionadas com sobras de madeiras banhadas neste líquido. O fato de o espaço ser maior, não significa que a abelha jataí ou as da família das scaptotrigonas não o adotarão como moradia. Além delas, uma área maior poderá ser adotada também por abelhas mais encorpadas.
     O Paulo falou ainda, que, as iscas devem ser cobertas com um plástico preto para evitar a entrada de luz. Além disso, antes de forrar com o plástico, devemos enrolar algumas camadas de papel - jornal (quanto mais, melhor), possibilitando, assim, um melhor conforto térmico.
     Um outro detalhe que me chamou a atenção foi a informação de que, depois de apenas dois dias macerando no álcool, a solução já esteja pronta para ir para as garrafas. Este espaço de tempo, no meu entendimento, é extremamente curto. Penso que deve ficar por pelo menos quinze dias, e que o ideal é que fique ali curtindo por meses.
     O mesmo ocorre com as garrafas: Na minha opinião, o líquido deve ficar ali por uns dias, impregnando a garrafa com o cheiro.
     É possível conseguir comprar o atrativo já pronto em alguns sites ou blogs de meliponarios, bem como em sites de vendas. Outra opção alternativa é adquirir extrato de própolis nas farmácias e gotejar algumas gotas nas iscas (lembrando que o ideal é o aroma das próprias abelhas nativas. O importante é oferecer às abelhas locais confortáveis para a nidificação, protegidos do sol direto e evitar a entrada de água. Sempre com aromas que sejam reconhecidos e agradáveis a elas.
      Segue o link para a reportagem:

http://globotv.globo.com/rede-globo/globo-rural/t/edicoes/v/armadilha-com-garrafa-pet-serve-para-capturar-especies-nativas-de-abelhas/4428865/

João Luiz
  

sábado, 8 de março de 2014

A criação ainda é pouco difundida no Espírito Santo, mas prática comum no vizinho Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul e no Amazonas. Uma tradição que começou com os indígenas, antes mesmo da chegada dos portugueses ao Brasil,  é mantida por poucos meliponicultores capixabas. No Estado, ainda não há muito interesse por esse tipo de criação, que reúne 300 espécies catalogadas. Dentre elas, Jataí, a que melhor se adequou ao espaço urbano, uruçu amarela, mandaguari, mandaçaia e as várias abelhas mirins. Meliponicultura consiste, basicamente, na criação de abelhas sem ferrão, de origem brasileira, técnica que é diferente da apicultura, que é a criação das abelhas do gênero Apis, chamada de abelha africanizada.
 
Segundo o site O Eco, a variedade Apis mellifera L. foi trazida ao Brasil por volta de 1839, pelo padre português Antonio Carneiro, para produzir cera e mel. Em 1956 a abelha africana Apis mellifera scutellata chegou ao país para investigação científica. As duas espécies se miscigenaram, dando origem à abelha africanizada, que monopolizou a produção no Brasil devido à sua alta produtividade. Enquanto as melipolíneas produzem entre dois e sete quilos de mel por ano, as africanizadas chegam aos 100 quilos anuais.
 
Entretanto, o mel das melipolíneas possui 80% mais propriedades medicinais do que o mel das abelhas africanas, o que faz com que um litro de mel das abelhas brasileiras chegue a até R$ 150 reais, como retrata o meliponicultor Judismar Barbosa, o Júlio. O valor agregado, considera, é muito maior do que o da produção de mel tradicional.
 
Para chegar a esse resultado, que seria uma renda alternativa para um produtor rural, por exemplo, Júlio compara a produção anual de ambas as espécies: enquanto são necessárias 80 mil abelhas africanizadas para produzir 15 litros de mel ao ano, que são vendidos por R$ 20 e, assim, rendem R$ 300 anuais, apenas três mil exemplares de abelhas brasileiras produzem quatro litros de mel por ano. Cada um vendido a R$ 150 reais, rendendo um total de R$ 600 por ano. 
 
Ao contrário do mel da abelha Apis, com bastante concentração de açúcar e apenas 20% de umidade, o mel das abelhas melipolíneas tem cerca de 35% de água e seu gosto varia entre o azedo, o doce e o frutal. É um problema até mesmo na legislação nacional do setor, que considera como mel apenas aqueles que têm concentração semelhante à das abelhas melíferas.
 
Devido à grande quantidade de água, o mel das melipolíneas precisa estar sempre refrigerado para que não fermente ou passe por processos adequados de fermentação se for armazenado no ambiente livre. Essas abelhas, aliás, são bastante seletivas, procuram somente o pólen e o néctar de flores para produzirem seu mel, ao contrário das Apis, que podem utilizar materiais artificiais, como balas e refrigerantes, na fabricação de seu produto. Em oposição às suas co-irmãs africanizadas, esses animais são tão dóceis que, em determinados momentos, chegam a ser temerosos aos movimentos humanos.
 
O próprio formato das colmeias é diferente. As colmeias das abelhas brasileiras não possuem aquele clássico formato feito pelas abelhas que possuem ferrão, que constroem seus favos em gavetas paralelas de caixas quadradas. Os meliponários, que é como se chamam os criadouros das abelhas sem ferrão, podem ser criados em pequenas caixinhas com divisões horizontais, onde as abelhas constroem pequenos potes de cera e depositam o mel. O processo de extração é tão simples que não é necessária nenhuma roupa de proteção. Apenas com o uso de uma seringa se extrai o mel dos potes de cera que as abelhas constroem.
 
Até mesmo a reprodução desses ninhos é fácil. Com uma garrafa pet, embebida em uma mistura de álcool de cereais e a cera da espécie que se quer capturar, as abelhas já são atraídas e, ali, constroem um ninho, que mais tarde pode ser transferido para caixas de madeira. Júlio, atualmente, também realiza experiências com recipientes feitos com isopor reciclado. É um trabalho de baixo custo e que precisa de raras manutenções, apenas garantindo que os predadores naturais (calangos, passarinhos e mosquitos forídeos) não atinjam os ninhos e que as abelhas tenham acesso ao pólen e ao néctar.
 
Além disso, o meliponicultor retrata que essas abelhas são fundamentais para que as árvores frutíferas deem frutos de melhor qualidade, por conta da polinização natural que provocam. Sem esse processo, conta, as árvores podem até dar frutos, mas não tão bons como os que nascem pela fertilização natural provocada pelos pequenos animais. Algumas delas, por serem de menor porte, chegam a polinizar flores ainda menores, chegando onde as abelhas africanas não conseguem. Sem dúvidas, considera, é um benefício para o agricultor familiar que busca melhor qualidade em seus produtos.
 
Entretanto, esses pequeninos animais possuem dois grandes vilões: a destruição das matas e o uso indiscriminado de agrotóxicos. Júlio conta que as árvores são fundamentais para a reprodução das abelhas brasileiras, que se aproveitam de troncos ocos para instalar suas colmeias, e para que haja um manejo sustentável das espécies, é importante que hajam estudos de reflorestamento e de floradas associados a pesquisas sobre as abelhas e os ninhos que constroem. Já sobre os agrotóxicos, considera que seu uso é "um tiro no pé", já que o objetivo é produzir maiores e melhores frutos, sendo que eles próprios matam as abelhas, que são animais fundamentais para a qualidade da polinização e, consequentemente, da produção.
 
A maioria dos criadores das abelhas brasileiras, como relata Júlio, o fazem não com a intenção de vender seu produto, que é escasso, mas sim com a pretensão de não deixá-las extinguir, já que, por exemplo, a espécie Uruçu capixaba está na lista negra (de extinção) do Instituto Nacional do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
 
Entretanto, para que a criação das abelhas brasileiras seja feita da forma correta e não cause um desequilíbrio ecológico, os meliponicultores precisam da capacitação. Júlio alerta, ainda, para o fato de que os capixabas ainda não conhecem a criação dessas espécies e de que o governo e a iniciativa privada precisam investir em pesquisas, em financiamento para sua criação e em capacitação para futuros meliponicultores. "Temos que quebrar esse paradigma de que são abelhas apenas as que ferroam, já que as espécies brasileiras poderiam ser amplamente disseminadas em parques públicos e no meio dos centros urbanos", enfatizou.
 
Quem tem interesse em se tornar um meliponicultor, pode entrar em contato com os criadores nos endereços abaixo:
 
 
 
Blogs:
 

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Mel de abelha Jataí

Mel de abelha Jataí

Um dos mais raros do mundo.

É antibiótico, antioxidante, anti-inflamatório, auxilia no combate e prevenção da catarata.

O mel de jataí contém substâncias capazes de substituir antibióticos.
As doutoras Marilda Cortopassi Laurino e Dilma S.Gallis, fizeram uma pesquisa no Instituto Adolfo Lutz em S.Paulo, quando examinaram 14 amostras de méis de meliponíneos inclusive o mel de Jataí, constatando ação antibacterianas superior ao mel de Apis mellifera.

O mel de Jataí não possui sacarose, é composto por levulose, uma substância mais doce que a sacarose, numa concentração de mais ou menos 45% e de dextrose com uma média de 25%, muita água, por isso é mais fino e liquefeito em relação ao mel de Apis.
Além de catarata, o mel de Jataí é usado para tosse, bronquite e cicatrização de feridas.

O mel de jataí tem uma textura mais fina que os outros méis, assim como seu sabor que é mais ácido e ligeiramente azedo.

O mel de Jataí deve ser guardado sob refrigeração, evitando a fermentação e para quem quer usar para catarata deve pingar apenas 1 gota em cada olho, uma vez por dia, mas como é forte e arde muito, aconselha-se usar uma colher de chá diluída em meio copo de água filtrada ou água de coco fresca (nunca industrializada).

Por que devo consumir mel de jataí?

- Possui menos gordura (lipídios) que o mel de apis mellifera;
- Nele é encontrado nove propriedades medicinais, dentre elas: Ação antianêmica e digestiva e antibiótica;
- Estimulara a criação e preservação das abelhas nativas;
- Aumento da polinização das plantas nativas, aumento da biodiversidade, preservação das pespécies.

Abelha Jatai
Tetragonisca angustula

A Tetragonisca angustula, também chamada jataí-amarela, abelha-ouro, jati, abelha-mirim, mosquitinha-verdadeira, sete-portas, três-portas e abelha de botas, é uma abelha social da subfamília dos meliponíneos, de ampla distribuição no Brasil.

Apresenta cabeça e tórax pretos, abdômen escuro e pernas pardacentas. Mede até quatro milímetros de comprimento. Constrói ninhos de cera em espaços ocos na natureza. A entrada do ninho tem o formato de um dedo de luva e é, geralmente, ramificada (motivo pela qual a espécie também é chamada "sete-portas" e "três-portas"), a qual fecha quando se aproxima algum perigo, como uma abelha iratim ou uma formiga.Tem o hábito de morder a roupa das pessoas e de se enroscar nos cabelos se for provocada, mas não tem ferrão, sendo considerada uma abelha dócil e de fácil manejo pelos meliponicultores. Produz mel claro, de aroma suave e muito valorizado, porém escasso.

Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Hymenoptera
Superfamília: Apoidea
Família: Apidae
Tribo: trigonini
Género: Tetragonisca
Espécie: T. angustula
Nome binomial
Tetragonisca angustula

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Alimentador Liebert, Caixa Vermiculita

O criativo leitor Cleomar Liebert, enviou para este blog mensagens mostrando um alimentador que ele criou e vem utilizando no seu meliponario, e também, falou das caixas de vermiculita que ele está fabrincando a três anos,

O alimentador é bem interessante, e vale a pena conhecer e, porque não, testar.

Material necessário:
 
Cano 20 mm. (tamanho conforme o número de abelhas a serem alimentadas)
Curva 20 mm : 01
Tampa lisa 20 mm: 01
Garrafa pet. Tamanho conforme o número de abelhas a serem alimentadas.

Simples de fazer.
Furar a tampa pet, colar em um lado da curva com cola super bonder, furar o cano com broca 3 mm ou no máximo 3,5 mm, se o furo for maior que isso no final do alimento elas conseguem entrar e acabam morrendo afogadas, conectar a curva e tampa no cano, rosquear o cano na pet, instalar o equipamento no nível.
 



 
 
 
CAIXAS DE VERMICULITA
 
Cleomar fabrica e utiliza as caixas em vermiculita tanto na meliponicultura como também para na apicultura.
 
Segundo ele, "sendo a vermiculita um mineral expandido com PH neutro e inodoro, de alta absorção e ainda térmico, resulta uma moradia bastante confortável, principalmente no inverno,  porque  as fabrica com 05 centímetros de espessura. Assim, estas caixas oferecem uma temperatura com 05 graus a mais, se comparadas com as caixas de madeira nos dias mais frios".
 
O criador ressalta também o fato de serem caixas de longa durabilidade, não sendo necessário que se realize pintura, a a não ser por uma opção estética.
 
Para maiores informações, tanto sobre as como sobre o alimentador, basta entrar em contato por email:
 
Mostraremos caixa horizontais, mas Cleomar fabrica também outros modelos.