domingo, 25 de setembro de 2016

AME - ES

             Finalmente fundamos associação dos meliponicultores do Espírito Santo, a AME - ES. Um desejo dos criadores que a tempos vinha sido polinizado com dedicação e agora frutificou.
             A assembleia de fundação ocorreu no dia 20 de agosto. Temos conquistado a simpatia de muitos e isso vem abrindo portas. Um exemplo é o ótimo espaço que nos foi oferecido para os encontros, no Parque Botânico da Vale, um belíssimo local em Vitória. Foi onde ocorreu a assembleia de fundação.
             A AME-ES surgiu com muita disposição para trabalhar pela meliponicultura. Assim que foi fundada já arregaçou as mangas e inciou as atividades. Dias depois da eleição, já estava de novo no Parque Botânico, expondo e falando sobre as abelhas nativas para centenas de pessoas em um evento promovido pelos produtores de orquídeas. Antes de completar o primeiro mês já estava lá mais uma vez, reunindo os meliponicultores para trocar conhecimentos e experiencias, no seu primeiro encontro.
             São muitos os projetos e ideias que a diretoria eleita pretende executar, priorizando a formação e a disseminação da meliponicultura. O objetivo é que a atividade cresça sempre pautada na proteção da natureza
              A próxima programação é um mini curso de formação básica, gratuito e aberto a todos os associados,  será realizado no dia 15 de outubro, tendo como facilitador o acadêmico em ciências biológicas e meliponicultor associado, Thiago Branco, abrangendo os seguintes temas:
     

- Diversividade e características das Abelhas sem ferrão;
- Vida social e estrutura dos ninhos;
- Coleta de recursos e polinização;
- Montagem de meliponario;
- Legislação;
- Manejo combate a pragas e alimentação  
   
           Em novembro o Biólogo Paulo Henrique Dettnann estará falando sobre a flora em relação as abelhas nativas. Abordará assuntos tais como plantas melíferas, nativas, exóticas e invasoras, cobertura vegetal na áreas dos meliponarios, dentre outros temas.

            Para se associar, ou se inscrever para os cursos, entre em contato com Tesoureiro eleito, Julio Barbosa pelo fone (watts app) 27  999461300.

Primeira Diretoria de Conselho Fiscal:
Diretoria Executiva:

Presidente - João Luiz Teixeira Santos


Vice-Presidente - Diego Cometti


1º Secretário - Robson Barbosa Simões


2º Secretário - Adriana Pessotti Bastos


1º Tesoureiro - Judismar Barbosa


2º Tesoureiro - Caio Tose Federici

Conselho Fiscal:
Conselho Fiscal Titular:


Conselheiro Fiscal - Thiago Branco


Conselheiro Fiscal - André Luiz Litzinger

Conselheiro Fiscal - Izaquael Oliveira Abílio

Conselho Fiscal Suplente:

1º Suplente - Adailton Gonçalves Pinheiro


2º Suplente - Paulo Henrique Dettiman Barros

3º Suplente - Ricardo Miranda Braga

                                                        Assembleia de fundação



                               
                                


 Associados Fundadores

                                                 Diretoria e Conselho Fiscal Eleitos

                                   Exposição de meliponicultura no Parque Botânico da Vale 



           


Postagem de  João Luiz Teixeira

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

FUMACÊ MATA AS ABELHAS......A PREVENÇÃO É A ÚNICA ARMA CONTRA A DOENÇA....

FUMACÊ MATA AS ABELHAS......A PREVENÇÃO É A ÚNICA ARMA CONTRA A DOENÇA....
O Fumacê da Dengue e a Morte de Abelhas
Além dos casos do uso de pulverização de pesticidas na agricultura, há também ocorrências de morte de abelhas devido a aplicações do “fumacê” no combate à dengue, doença infecciosa febril aguda causada por um vírus da família Flaviridae que é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.
Um dos recursos usados para evitar a proliferação das larvas do mosquito da dengue e exterminar o mosquito adulto contaminado é por controle químico, utilizando-se o “fumacê”, que é uma solução do inseticida cipermetrina ( um elemento piretroide ) e óleo mineral na forma de uma fumaça densa e esbranquiçada, borrifada com bombas costais ou bombas grandes acopladas a veículos. Também o malathion, pesticida altamente tóxico do grupo dos organofosforados, têm sido utilizado de forma indiscriminada, prática que deveria ser revista por nossas autoridades sanitárias.
Embora a cipermetrina seja biodegradável, mesmo assim é perigosa pois possui organoclorato, um derivado do cloro que fica no ambiente. O “fumacê” não tem eficácia nem eficiência comprovada sendo preciso haver um controle da dose da aplicação por m2 e constante regulagem das bombas. O “fumacê” somente mata o mosquito adulto pelo contato direto, quando ele está voando e atravessa a fumaça densa (por isto o produto não deve ser aplicado com vento forte, que dispersaria a solução).
Por isso o ideal é eliminar os criadouros de larvas ao longo do ano. Devido ao uso indiscriminado dos pesticidas, o mosquito pode não ser a única vítima do “fumacê”. Muitos casos de contaminação de pessoas, animais domésticos e, particularmente, das abelhas. Para estas últimas, a ação tóxica da cipermetrina e outros pesticidas, como o malathion, é letal, havendo diversos casos de criadores de abelhas, particularmente de meliponicultores, com graves perdas de enxames de abelhas nativas sem ferrão pelos efeitos do fumacê.
Por Prof. Dr. Lionel Segui Gonçalves, professor titular aposentado da USP-RP, e professor visitante da UFERSA-RN, em 06/04/15.
nobee As Abelhas Estão Sumindo, Bee Alert, Notícias

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Isca na PET em reportagem no Globo Rural


 

       Na edição do último dia 30 de agosto, o programa Globo Rural apresentou uma reportagem realizada no Laboratório de Abelhas da USP, em resposta a uma pergunta de um telespectador a respeito da captação de colônias de abelhas nativas.
     O diferencial do que foi apresentado, com relação ao que tenho visto, em termos de ninho-isca, é a utilização de um pedaço de O cabo de vassoura, vazado no meio, e com um furo na lateral, onde ficará a entrada das abelhas.
     Segundo o Técnico Paulo Cezar Fernandes, a instalação desta entrada em madeira, se deve ao fato de que este material é familiar às abelhas, por lembrar os buracos que dão acesso aos ocos das árvores.
     Fiquei pensando que, mais importante do que isso, até porque que a maioria das espécies que costuma enxamear na iscas, habitualmente utiliza os mais diferentes ambientes para nidificar; é o fato de que o pedaço de cabo de vassoura servirá de túnel de ingresso, útil na proteção das abelhas contra os inimigos naturais e também evita a entrada de água. Devemos considerar ainda, que, quando encharcada com o líquido atrativo, a madeira absorve bem o cheiro. Fora isso, podemos utilizar como alternativa, pedaços de mangueiras ou conectores de PVC, senão um simples furo na tampa da garrafa.
     Para a produção do líquido atrativo foi utilizado batume: produto das meliponas composto de barro e resinas das plantas. Funciona, mas, para se conseguir trigonas, como a jataí, por exemplo, abelhas que aceitam melhor os ninhos-iscas, é preferível se utilizar do própolis que geralmente se apresenta na forma de bolotas gosmentas que ficam depositadas nas paredes e nas frestas das caixas com estas espécies. A cera também pode, e deve ser utilizada.
    Quando o atrativo é o extrato do batume, penso que seja interessante oferecer espaços maiores, como garrafas de três a cinco litros, ou mesmo, caixas-iscas confeccionadas com sobras de madeiras banhadas neste líquido. O fato de o espaço ser maior, não significa que a abelha jataí ou as da família das scaptotrigonas não o adotarão como moradia. Além delas, uma área maior poderá ser adotada também por abelhas mais encorpadas.
     O Paulo falou ainda, que, as iscas devem ser cobertas com um plástico preto para evitar a entrada de luz. Além disso, antes de forrar com o plástico, devemos enrolar algumas camadas de papel - jornal (quanto mais, melhor), possibilitando, assim, um melhor conforto térmico.
     Um outro detalhe que me chamou a atenção foi a informação de que, depois de apenas dois dias macerando no álcool, a solução já esteja pronta para ir para as garrafas. Este espaço de tempo, no meu entendimento, é extremamente curto. Penso que deve ficar por pelo menos quinze dias, e que o ideal é que fique ali curtindo por meses.
     O mesmo ocorre com as garrafas: Na minha opinião, o líquido deve ficar ali por uns dias, impregnando a garrafa com o cheiro.
     É possível conseguir comprar o atrativo já pronto em alguns sites ou blogs de meliponarios, bem como em sites de vendas. Outra opção alternativa é adquirir extrato de própolis nas farmácias e gotejar algumas gotas nas iscas (lembrando que o ideal é o aroma das próprias abelhas nativas. O importante é oferecer às abelhas locais confortáveis para a nidificação, protegidos do sol direto e evitar a entrada de água. Sempre com aromas que sejam reconhecidos e agradáveis a elas.
      Segue o link para a reportagem:

http://globotv.globo.com/rede-globo/globo-rural/t/edicoes/v/armadilha-com-garrafa-pet-serve-para-capturar-especies-nativas-de-abelhas/4428865/

João Luiz
  

sábado, 8 de março de 2014

A criação ainda é pouco difundida no Espírito Santo, mas prática comum no vizinho Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul e no Amazonas. Uma tradição que começou com os indígenas, antes mesmo da chegada dos portugueses ao Brasil,  é mantida por poucos meliponicultores capixabas. No Estado, ainda não há muito interesse por esse tipo de criação, que reúne 300 espécies catalogadas. Dentre elas, Jataí, a que melhor se adequou ao espaço urbano, uruçu amarela, mandaguari, mandaçaia e as várias abelhas mirins. Meliponicultura consiste, basicamente, na criação de abelhas sem ferrão, de origem brasileira, técnica que é diferente da apicultura, que é a criação das abelhas do gênero Apis, chamada de abelha africanizada.
 
Segundo o site O Eco, a variedade Apis mellifera L. foi trazida ao Brasil por volta de 1839, pelo padre português Antonio Carneiro, para produzir cera e mel. Em 1956 a abelha africana Apis mellifera scutellata chegou ao país para investigação científica. As duas espécies se miscigenaram, dando origem à abelha africanizada, que monopolizou a produção no Brasil devido à sua alta produtividade. Enquanto as melipolíneas produzem entre dois e sete quilos de mel por ano, as africanizadas chegam aos 100 quilos anuais.
 
Entretanto, o mel das melipolíneas possui 80% mais propriedades medicinais do que o mel das abelhas africanas, o que faz com que um litro de mel das abelhas brasileiras chegue a até R$ 150 reais, como retrata o meliponicultor Judismar Barbosa, o Júlio. O valor agregado, considera, é muito maior do que o da produção de mel tradicional.
 
Para chegar a esse resultado, que seria uma renda alternativa para um produtor rural, por exemplo, Júlio compara a produção anual de ambas as espécies: enquanto são necessárias 80 mil abelhas africanizadas para produzir 15 litros de mel ao ano, que são vendidos por R$ 20 e, assim, rendem R$ 300 anuais, apenas três mil exemplares de abelhas brasileiras produzem quatro litros de mel por ano. Cada um vendido a R$ 150 reais, rendendo um total de R$ 600 por ano. 
 
Ao contrário do mel da abelha Apis, com bastante concentração de açúcar e apenas 20% de umidade, o mel das abelhas melipolíneas tem cerca de 35% de água e seu gosto varia entre o azedo, o doce e o frutal. É um problema até mesmo na legislação nacional do setor, que considera como mel apenas aqueles que têm concentração semelhante à das abelhas melíferas.
 
Devido à grande quantidade de água, o mel das melipolíneas precisa estar sempre refrigerado para que não fermente ou passe por processos adequados de fermentação se for armazenado no ambiente livre. Essas abelhas, aliás, são bastante seletivas, procuram somente o pólen e o néctar de flores para produzirem seu mel, ao contrário das Apis, que podem utilizar materiais artificiais, como balas e refrigerantes, na fabricação de seu produto. Em oposição às suas co-irmãs africanizadas, esses animais são tão dóceis que, em determinados momentos, chegam a ser temerosos aos movimentos humanos.
 
O próprio formato das colmeias é diferente. As colmeias das abelhas brasileiras não possuem aquele clássico formato feito pelas abelhas que possuem ferrão, que constroem seus favos em gavetas paralelas de caixas quadradas. Os meliponários, que é como se chamam os criadouros das abelhas sem ferrão, podem ser criados em pequenas caixinhas com divisões horizontais, onde as abelhas constroem pequenos potes de cera e depositam o mel. O processo de extração é tão simples que não é necessária nenhuma roupa de proteção. Apenas com o uso de uma seringa se extrai o mel dos potes de cera que as abelhas constroem.
 
Até mesmo a reprodução desses ninhos é fácil. Com uma garrafa pet, embebida em uma mistura de álcool de cereais e a cera da espécie que se quer capturar, as abelhas já são atraídas e, ali, constroem um ninho, que mais tarde pode ser transferido para caixas de madeira. Júlio, atualmente, também realiza experiências com recipientes feitos com isopor reciclado. É um trabalho de baixo custo e que precisa de raras manutenções, apenas garantindo que os predadores naturais (calangos, passarinhos e mosquitos forídeos) não atinjam os ninhos e que as abelhas tenham acesso ao pólen e ao néctar.
 
Além disso, o meliponicultor retrata que essas abelhas são fundamentais para que as árvores frutíferas deem frutos de melhor qualidade, por conta da polinização natural que provocam. Sem esse processo, conta, as árvores podem até dar frutos, mas não tão bons como os que nascem pela fertilização natural provocada pelos pequenos animais. Algumas delas, por serem de menor porte, chegam a polinizar flores ainda menores, chegando onde as abelhas africanas não conseguem. Sem dúvidas, considera, é um benefício para o agricultor familiar que busca melhor qualidade em seus produtos.
 
Entretanto, esses pequeninos animais possuem dois grandes vilões: a destruição das matas e o uso indiscriminado de agrotóxicos. Júlio conta que as árvores são fundamentais para a reprodução das abelhas brasileiras, que se aproveitam de troncos ocos para instalar suas colmeias, e para que haja um manejo sustentável das espécies, é importante que hajam estudos de reflorestamento e de floradas associados a pesquisas sobre as abelhas e os ninhos que constroem. Já sobre os agrotóxicos, considera que seu uso é "um tiro no pé", já que o objetivo é produzir maiores e melhores frutos, sendo que eles próprios matam as abelhas, que são animais fundamentais para a qualidade da polinização e, consequentemente, da produção.
 
A maioria dos criadores das abelhas brasileiras, como relata Júlio, o fazem não com a intenção de vender seu produto, que é escasso, mas sim com a pretensão de não deixá-las extinguir, já que, por exemplo, a espécie Uruçu capixaba está na lista negra (de extinção) do Instituto Nacional do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
 
Entretanto, para que a criação das abelhas brasileiras seja feita da forma correta e não cause um desequilíbrio ecológico, os meliponicultores precisam da capacitação. Júlio alerta, ainda, para o fato de que os capixabas ainda não conhecem a criação dessas espécies e de que o governo e a iniciativa privada precisam investir em pesquisas, em financiamento para sua criação e em capacitação para futuros meliponicultores. "Temos que quebrar esse paradigma de que são abelhas apenas as que ferroam, já que as espécies brasileiras poderiam ser amplamente disseminadas em parques públicos e no meio dos centros urbanos", enfatizou.
 
Quem tem interesse em se tornar um meliponicultor, pode entrar em contato com os criadores nos endereços abaixo:
 
 
 
Blogs:
 

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Mel de abelha Jataí

Mel de abelha Jataí

Um dos mais raros do mundo.

É antibiótico, antioxidante, anti-inflamatório, auxilia no combate e prevenção da catarata.

O mel de jataí contém substâncias capazes de substituir antibióticos.
As doutoras Marilda Cortopassi Laurino e Dilma S.Gallis, fizeram uma pesquisa no Instituto Adolfo Lutz em S.Paulo, quando examinaram 14 amostras de méis de meliponíneos inclusive o mel de Jataí, constatando ação antibacterianas superior ao mel de Apis mellifera.

O mel de Jataí não possui sacarose, é composto por levulose, uma substância mais doce que a sacarose, numa concentração de mais ou menos 45% e de dextrose com uma média de 25%, muita água, por isso é mais fino e liquefeito em relação ao mel de Apis.
Além de catarata, o mel de Jataí é usado para tosse, bronquite e cicatrização de feridas.

O mel de jataí tem uma textura mais fina que os outros méis, assim como seu sabor que é mais ácido e ligeiramente azedo.

O mel de Jataí deve ser guardado sob refrigeração, evitando a fermentação e para quem quer usar para catarata deve pingar apenas 1 gota em cada olho, uma vez por dia, mas como é forte e arde muito, aconselha-se usar uma colher de chá diluída em meio copo de água filtrada ou água de coco fresca (nunca industrializada).

Por que devo consumir mel de jataí?

- Possui menos gordura (lipídios) que o mel de apis mellifera;
- Nele é encontrado nove propriedades medicinais, dentre elas: Ação antianêmica e digestiva e antibiótica;
- Estimulara a criação e preservação das abelhas nativas;
- Aumento da polinização das plantas nativas, aumento da biodiversidade, preservação das pespécies.

Abelha Jatai
Tetragonisca angustula

A Tetragonisca angustula, também chamada jataí-amarela, abelha-ouro, jati, abelha-mirim, mosquitinha-verdadeira, sete-portas, três-portas e abelha de botas, é uma abelha social da subfamília dos meliponíneos, de ampla distribuição no Brasil.

Apresenta cabeça e tórax pretos, abdômen escuro e pernas pardacentas. Mede até quatro milímetros de comprimento. Constrói ninhos de cera em espaços ocos na natureza. A entrada do ninho tem o formato de um dedo de luva e é, geralmente, ramificada (motivo pela qual a espécie também é chamada "sete-portas" e "três-portas"), a qual fecha quando se aproxima algum perigo, como uma abelha iratim ou uma formiga.Tem o hábito de morder a roupa das pessoas e de se enroscar nos cabelos se for provocada, mas não tem ferrão, sendo considerada uma abelha dócil e de fácil manejo pelos meliponicultores. Produz mel claro, de aroma suave e muito valorizado, porém escasso.

Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Hymenoptera
Superfamília: Apoidea
Família: Apidae
Tribo: trigonini
Género: Tetragonisca
Espécie: T. angustula
Nome binomial
Tetragonisca angustula

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Alimentador Liebert, Caixa Vermiculita

O criativo leitor Cleomar Liebert, enviou para este blog mensagens mostrando um alimentador que ele criou e vem utilizando no seu meliponario, e também, falou das caixas de vermiculita que ele está fabrincando a três anos,

O alimentador é bem interessante, e vale a pena conhecer e, porque não, testar.

Material necessário:
 
Cano 20 mm. (tamanho conforme o número de abelhas a serem alimentadas)
Curva 20 mm : 01
Tampa lisa 20 mm: 01
Garrafa pet. Tamanho conforme o número de abelhas a serem alimentadas.

Simples de fazer.
Furar a tampa pet, colar em um lado da curva com cola super bonder, furar o cano com broca 3 mm ou no máximo 3,5 mm, se o furo for maior que isso no final do alimento elas conseguem entrar e acabam morrendo afogadas, conectar a curva e tampa no cano, rosquear o cano na pet, instalar o equipamento no nível.
 



 
 
 
CAIXAS DE VERMICULITA
 
Cleomar fabrica e utiliza as caixas em vermiculita tanto na meliponicultura como também para na apicultura.
 
Segundo ele, "sendo a vermiculita um mineral expandido com PH neutro e inodoro, de alta absorção e ainda térmico, resulta uma moradia bastante confortável, principalmente no inverno,  porque  as fabrica com 05 centímetros de espessura. Assim, estas caixas oferecem uma temperatura com 05 graus a mais, se comparadas com as caixas de madeira nos dias mais frios".
 
O criador ressalta também o fato de serem caixas de longa durabilidade, não sendo necessário que se realize pintura, a a não ser por uma opção estética.
 
Para maiores informações, tanto sobre as como sobre o alimentador, basta entrar em contato por email:
 
Mostraremos caixa horizontais, mas Cleomar fabrica também outros modelos.
 
 



 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

domingo, 18 de agosto de 2013

Vídeo Meliponicultura RS

Com baixo custo e alta rentabilidade, a produção de mel de abelha sem ferrão torna-se cada vez mais uma boa alternativa de renda aos agricultores familiares. Quem comprova é o José Nelson Nunes de Sede Nova, no noroeste do Rio Grande do Sul, que desde criança lida coma espécie jataí e já faz uma década que passou a comercializar a produção. Assista a reportagem abaixo.

http://whttp://www.agrosoft.org.br/agropag/226050.htmww.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ykcSZooEluA

Abelhas Nativas na Rede TV


O programa Good News da Rede TV fez uma boa reportagem sobre as abelhas nativas em diferentes locais no Brasil. A reportagem contemplou diferentes aspectos da atividades: polinização, mel, o fundamental trabalho das abelhas - sem - ferrão para a recuperação das matas nativas, sem deixar de comentar sobre a problemática da invasão das abelhas exóticas que ocupam os espaços de nidificação e disputam os alimentos com as abelhas genuinamente brasileiras. A reportagem que foi realizada em duas partes e não deixou de contemplar também o manejo, mostrando uma divisão e também abrangeu temas como estrutura dos ninhos e a biologia destas maravilhosas criaturas.

Parabéns à Rede Tv pela iniciativa.

Abaixo o link para a reportagem:

Abelhas Nativas na Rede TV - Good News

terça-feira, 4 de junho de 2013

Festival em Curitiba valoriza o mel nativoA chef paranaense Manu Buffara é entusiasta do produto, elaborado por diferentes espécies de abelhas, a iguaria é ingrediente por si só e em receitas surpreendentes

Publicação: 04/06/2013 07:15 Atualização: 04/06/2013 09:28

Na imagem, a paraense Manu Buffara. (Foto: Facebook/Reprodução)
Na imagem, a paraense Manu Buffara. (Foto: Facebook/Reprodução)
Uma entusiasta da valorização de ingredientes regionais na alta gastronomia, a chef Manu Buffara inaugurou na última semana um projeto totalmente inovador, o Menu Degustação Mel na Mata. Montado em parceria com a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), o minifestival gastronomico levou para a mesa do restaurante Manu, em Curitiba, receitas idealizadas a partir do mel produzido por diferentes espécies de abelhas nativas: uruçu-amarela, tubuna, mandaçaia, mirim e jataí. Basicamente, a proposta envolveu a criação de oito pratos diferentes com o uso da produção da Associação de Criadores de Abelhas Nativas da APA de Guaraqueçaba (Acriapa), projeto de meliponicultura desenvolvido no litoral paranaense.

Nas opções do cardápio, coração de pato, carne de javali e vieiras (veja receita na página), entre outros ingredientes. No entanto, a estrela principal é mesmo o líquido viscoso que, como garante a chef, tem características que variam de abelha para abelha, do tipo de polén consumido por elas e outros fatores. “Há mais de 20 espécies catalogadas só no estado do Paraná”, conta a especialista na produção de receitas que misturam ingredientes regionais com técnicas sofisticadas aprendidas durante o período em que trabalhou em alguns restaurantes de destaque no Guia Michelin, como os europeus Ristorante da Vittorio, Ristorante Guido e Noma e o norte-americano Alinea.

Na concepção de Manu, nascida e criada no interior do Paraná, período do qual guarda a lembrança do mel servido em torradas durante o café da manhã, o brasileiro ainda desconhece a riqueza do ingrediente, abundante em matas de todo o país. “Com o festival, pretendemos divulgar o trabalho dessas cooperativas e chamar a atenção para o produto. Já está na hora de o brasileiro se dar conta de que o mel de abelhas nativas é nobre. Na minha opinião, é um tipo de caviar da mata, já que demanda um processo de cultivo longo e contínuo. Muitas dessas abelhas demoram até um ano para produzir apenas 1 litro de mel”, opina.

A chef conta ainda que desenvolveu uma intensa pesquisa para harmonizar os méis de abelhas nativas e outros ingredientes. No fim, chegou a resultados surpreendentes. “O mel da abelha mandaçaia, por exemplo, é tão ácido que substitui o limão e o sal. Trata-se de um produto fantástico para temperar pratos com frutos do mar.” Já a tubuna, aquela abelha mais pretinha, tem um mel superdiferente, de cor escura e mais encorpado. Manu descreve ainda que o produto tem tais características devido ao tipo de florada que a abelha busca, geralmente espécies amareladas da mata atlântica. “Gosto de servir o mel da tubuna com carnes, de preferência mais cruas, como o steak tartare ou carpaccio, que acentuam seu sabor de terra”, ensina. Já o mel da uruçu-amarela, ainda segundo a chef, é ao mesmo tempo adocicado e amargo, ideal para o preparo de carnes de caça. Exemplos são coração e magret de pato, codorna ou javali.

Produção mineira Aqui no estado, segundo dados da Federação Mineira de Apicultura, a produção de méis de abelhas nativas ainda é muito incipiente, trabalho desenvolvido apenas devido à verdadeira paixão de alguns apicultores. Este é o caso do empresário Masio Magalhães, proprietário da empresa Apis & Indígenas (www.apisindigenas.com.br). Desde 1980, ele faz meliponicultura (termo que designa o cultivo de abelhas nativas sem ferrão ou indígenas) com as espécies jataí, mandaçaia, iraí e marmelada. “São méis muito saborosos. No entanto, praticamente desconhecidos pela culinária local”, registra.

O próprio empresário nunca experimentou uma receita sofisticada à base do ingrediente, que chega a custar até 10 vezes mais que o mel comum, de abelhas africanizadas. O vidro com 1 quilo da produção da jataí (e não litro, já que o peso do produto varia de acordo com o tempo de maturação, quantidade de água e de cristais de açúcar na composição), custa, em média, R$ 150. “O consumidor de Belo Horizonte geralmente procura esse produto com função terapêutica, por indicação de médicos de linhas mais alternativas, e não como ingrediente culinário”, afirma.
No que depender de Manu Buffara, muito em breve os méis de espécies nativas ficarão mais conhecidos tanto entre cozinheiros quanto pelo público gourmet. “No mercado nacional já encontramos bons balsâmicos e não um bom azeite de dendê. Isso porque falta conhecimento e até interesse por parte dos consumidores a respeito dos ingredientes regionais, tão ou mais nobres até que os importados. Por isso o festival, fruto de um trabalho minucioso de pesquisa. Esperamos que em breve as pessoas percebam que é um luxo ter e oferecer um mel diferenciado no cardápio de um restaurante ou em casa.”

Vieira marinada com água de tucum com mel de mandaçaia e seu pólen (Restaurante  Manu)
Ingredientes

para quatro porções: 4 vieiras frescas, 100ml de água de tucum (fruto do tucunzeiro, palmeira nativa da mata atlântica), 50ml de mel de mandaçaia e seu pólen, 4 unidades de minirrabanete com talo e raiz, 4 fatias de pão preto caseiro, 50g de ervilha desidratada, wasabi em pó, brotos de coentro, brotos de mizuna, flor de sal a gosto.

Modo de fazer

Tempere a água de tucum com um toque de flor de sal. Leve os pães para assar com um fio de manteiga de garrafa, até ficarem crocantes. Deixe esfriar e com a ajuda de um pilão faça um pó, parecendo uma terra. Tempere as ervilhas com o wasabi e quebre-as também no pilão. Sele as vieiras numa frigideira antiaderente quente, com um fio de azeite e manteiga. Ela deve ficar levemente crua no meio. Corte cada vieira em quatro partes e marine na água de tucum. Disponha a vieira cortada numa pedra de ardósia ou num prato plano. Ao lado, coloque a terra de pão e a grama de ervilha. Pingue gotas do mel no prato. Finalize com uma pitada de pólen em cima de cada pedaço de vieira e decore com os brotos, como se fosse um pequeno jardim.

Meliponicultura e Saúde


O amigo Medina, meliponicultor do Rio de Janeiro, publicou a pouco tempo no blog da associação AME-RIO uma postagem bastante interessante onde discorre sobre a relação entre a criação de abelhas nativas e a preservação da saúde e a cura de enfermidades.

Para esta postagem ele fez uma pesquisa sobre a utilização dos produtos das abelhas nativas sem-ferrão pelas populações tradicionais, não só no Brasil, mas também em outros países onde elas ocorrem naturalmente.

Achei muito interessante a semelhança entre a narração de um caso ocorrido na Bolívia com um outro que ouvi pessoalmente de uma pessoa aqui no Espírito Santo: Trata-se da utilização do mel da abelha jataí na cura da catarata. Em ambos os casos, foi dito que com 3  meses já se percebe uma substancial melhora que foi evoluindo até se chegar a cura com aproximadamente um ano.

Bem, eu não vou ficar me alongando pois está tudo dito na postagem do Medina. O fato é que a criação das ASF, além de ser de imensa importância para natureza e um maravilhoso entretenimento, possibilita a coleta de um delicioso alimento, o mel, e também de outros produtos de grande potencial para a preservação recuperação da saúde.

Leiam o texto do Medina, segue o link:

http://www.ame-rio.org/2013/05/propriedades-medicinais-na.html





   

terça-feira, 23 de abril de 2013


Com o objetivo de subsidiar a otimização da meliponicultura no Brasil, propõe-se a realização de um diagnóstico aprofundado da meliponicultura brasileira. Para tanto, será utilizada a aplicação de um questionário a criadores das diferentes regiões do país. O questionário aqui proposto foi elaborado em parceria com pesquisadores e meliponicultores experientes na criação de abelhas sem ferrão. As perguntas do questionário foram cuidadosamente escolhidas para coletar os dados mais importantes, que permitam relacionar práticas de manejo com produtividade, e também fazer um monitoramento da meliponicultura a longo prazo.
O questionário têm dois formatos: em papel e online. O questionário em papel pode ser utilizado em campo por pesquisadores ou técnicos, para coletar dados durante entrevistas feitas aos meliponicultores. Uma vez coletados, os dados podem ser preenchidos pelos mesmos pesquisadores ou técnicos no questionário online. Meliponicultores com acesso à internet podem preencher diretamente o questionário online, sem pesquisadores ou técnicos de intermediários. Uma tabela com todos os dados coletados no Brasil será disponibilizada online. Informações como nomes dos meliponicultores e respectivos locais dos meliponários não serão divulgados, mantendo assim sua privacidade. Esta tabela formará uma base de dados pública, para que qualquer pessoa interessada possa acessar os dados e utiliza-los para palestras, relatórios, publicações, etc.

Escolha o tipo de questionário que melhor se adequará às suas necessidades
Baixar Questionário
(papel)
Preencher Questionário
(on-line)
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Dúvidas, perguntas, críticas e sugestões podem ser enviadas para r.jaffe@ib.usp.br

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Novo Fórum Dedicado à Meliponicultura


Fórum Abelha Sem Ferrão

A Meliponicultura criação racional de abelhas sem ferrão agora pode contar com mais um Fórum que tem como objetivo abrir um espaço para os meliponicultores a debaterem e disseminarem conhecimento com os demais meliponicultores.

O Fórum Abelha Sem Ferrão e separado e organizado por categorias que facilita muito a vida dos meliponicultores na localização de assuntos buscados; exemplo dessas categorias são: Alimentação, Manejo, Identificação de Espécies, Caixas Racionais entre outros assuntos, tendo sempre como foco a Meliponicultura - criação racional de abelhas sem ferrão (Meliponíneos).

Aos interessado em participarem segue o link do Fórum abaixo:

E para quem quiser conhecer o Portal segue o endereço: 
Portal Abelha Sem Ferrão: http://www.abelhasemferrao.com/

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Culinária: Tilápia com mel de ASF


Num certo domingo de verão…
Num certo domingo destes um tanto quanto ensolarado, havia sido convidado por um amigo a conhecer algo que, de outras formas, talvez tivesse deixado de lado: conhecer uma tal de “abelha sem ferrão”!
Mas como? Isso existe? Sempre soube da dor incrível provocado pelos ferrões dessas doces criaturas!
É, e para isso fui dar uma “pesquisadinha básica” com meu amigo americano. Eis o que ele me falou sobre elas: Os meliponídeos, como são chamadas as espécies da tribo Meliponini, são abelhas sociais encontradas tipicamente nas regiões tropicais e subtropicais do planeta, e são caracterizadas por apresentarem um ferrão atrofiado que não serve para defesa; daí a designação sem ferrão. Os estudos científicos sobre essas abelhas são recentes e pouco desenvolvidos, ao contrário das Apis. Inclusive há controvérsias sobre como classificá-las zoologicamente.
No esquema da página 2 vê-se uma das classificações adotadas. A SUPERFAMÍLIA Meliponinae é dividida em três TRIBOS: Trigonini, Meliponini, Lestrimellitini. Das Lestrimellitini, grupo de abelhas sociais parasitas, foi estudado o suficiente.
Nada complicado. E nada conclusivo assim. Então, só indo olhar isso de perto.
Marcamos um encontro e ele me pegou no caminho da Floresta da Tijuca. Pronto, lá vem esse louco pensando que vou ficar caminhando no meio da floresta com toda essa minha adiposidade quase toda sedentária? A conversa rolou animada no carro.
Procurar vaga num domingo ensolarado na Floresta da Tijuca não é tarefa para qualquer um: MUITA gente vai pra lá, queimar uma carninha à sombra das árvores…
Logo chegamos a um lugar que eu poderia chamar de vila de abelhas, com suas casinhas (pode ser?) bem arrumadinhas e enfileiradas seguindo uma calçadinha para o pessoal (principalmente as crianças) poderem chegar perto.
O entra e sai delas denota a constante movimentação na produção daquele líquido divino.
Eis que toda uma parafernália de engrenagens e vidros, vasilhas, canos e bombinhas já estavam sendo manipuladas para a extração do dia. Um pote com aproximadamente 200ml daquele ouro. Um gosto suave, distante daquele sabor muito açucarado das que já povoam nossas papilas gustativas por tempos. Um toque levemente ácido, mas saboroso, instigante.
Provei. Gostei e recebi uma incumbência: preparar um prato com ele para que pudesse servir de estímulo para outros apreciadores destas maravilhas que só a mãe Natureza pode nos dar na boca.
Mas, antes de voltarmos para casa, ainda fizemos a troca de casas de uma família delas. Era preciso o remanejamento para manter a família integra. Feito isto, voltar para casa com a cabeça fervilhando.
Bem, o tempo foi passando e eu precisava concluir esse trabalho…
Ai, fui levado pela vida a comer, novamente, filé de tilápia chamada de Saint Peter. Avesso aos pescados produzidos em cativeiro, mas curioso de revisitar esse sabor que um dia havia me apaixonado ao experimentá-lo no restaurante do Boliviano-Amigo Checho Gonzales, lá fui eu para as caçarolas ou, como queiram, às frigideiras.
A manteiga de ervas tinha apenas salsinha e alecrim, finamente picadas e secas para “dar a graça” de umas pintinhas verdes no amarelo dela. Um dedinho de óleo de olivas serviu de fundo para aquele belo filé com a marca escura dos caminhos da sua espinha central. Quieto ali, ficou dourando. Virado para complementar o bronzeamento, um fino fio do ouro líquido colhido na Floresta caiu sobre o filé, de forma que ele caísse na frigideira e complementasse o trabalho.
Um creme de frutos da terra (batata “inglesa” e doce) cozidas com casca e no vapor, foram passadas em peneira de malha fina e adicionada uma pequena porção de manteiga sem sal.
Sobre o creme, folhas de espinafre ao vapor serviam de base para o peixe. Azeite denso português e flor de sal completaram.
Simples assim. Delicioso assim.
Vais fazer?